

Convenio FENIPE e FATEFINA Promoo dos 300.000 Cursos Grtis Pelo Sistema de Ensino a Distancia - SED
CNPJ  21.221.528/0001-60
Registro Civil das Pessoas Jurdicas n 333 do Livro A-l das Fls. 173/173 v, Fundada em 01 de Janeiro de 1980, Registrada em 27 de Outubro de 1984
Presidente Nacional Reverendo Pr. Gilson Aristeu de Oliveira
Coordenador Geral Pr. Antony Steff Gilson de Oliveira

APOSTILA N. 10/300.000 MIL CURSOS GRATIS EM 98 PAGINAS.

Educao Crist
Apostila 10
Estudo da Educao Crista
Parte I
A BBLIA E A DISCIPLINA DOS FILHOS
 "A vara e a repreenso do sabedoria; mas a criana entregue a si mesma envergonha a sua me. Corrige a teu filho, e ele te dar descanso; sim, deleitar o teu
corao. O homem iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgresses. Instrui o menino no caminho em que deve andar, e at quando envelhecer no
se desviar dele".(Pv 29.15, 17; 22.6).

"Nada mais fcil que ter um filho. Nada mais imperativo que fazer dele um homem. Nada mais difcil que fazer dele um homem realizado em todos os planos". So palavras
de Maria Junqueira Schmidt. Na Bblia, o versculo chave com relao  atitude dos pais para com os filhos , sem dvida, Provrbios 22.6:

"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e at quando envelhecer no se desviar dele."

Que significa "instruir, ensinar" ? Para ns ocidentais, ensinar pode conter a idia de disciplina, de treinamento, por isso, ensinamos o cachorro a sentar, a rolar, 
e a estender a patinha (alis, um destes dias um cachorro me deu bom dia: ele estendeu a pata para eu apertar; o dono mandou e ele estendeu a patinha porque foi 
ensinado a faz-lo. Isso no tem sentido racional para o co, a no ser receber em seguida um biscoito.  o caso do pai exigente que insiste e obriga o filho a fazer 
tudo certinho. Acontece que lemos em Provrbios um texto que vem de outro mundo, do mundo oriental, semita. No mundo hebreu, em particular, "ensinar" se descreve 
como a ao, por incrvel que possa parecer, de uma parteira que molha a ponta do dedo em azeite, e fricciona o cu da boca do nenem recm-nascido para provocar 
o desejo de sugar o seio da me. O versculo quer dizer exatamente isso. Quando fala: "instrui o menino no caminho em que deve andar" est dizendo, "pe no paladar 
do nenem"; "d de comer ao nenem", ou seja,

"provoque no corao da criana o gosto pelas coisas de Deus, e quando for uma pessoa idosa, nada mais vai satisfazer seus desejos e anseios".

Interessante esse "dar-de-comer-ao-beb" porque no se d de comer de qualquer jeito. Quando a me prepara a mamadeira, ela v como est o leite, e percebe se est 
quente demais, ou frio demais, se est sem gosto, ou se o leite estragou. Isso tudo est na palavrinha "instruir".
"Educar"  igualmente uma excelente palavra porque significa "dirigir algum por um caminho especfico", ou seja, disciplinar. Tem a ver, ento, com a vida do mestre, 
daquele que est ensinando. Se queremos, ento, Provrbios 23.17: "No tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia", temos que viver 
de acordo.
Ento [fale a verdade, meu irmo, minha irm, com voc mesmo (a)]: voc pode ficar vigiando seu filho adolescente? Pode ficar olhando todo o tempo a sua filha mocinha? 
A resposta  "no", naturalmente. Mas, voc pode criar o seu filho, a sua filha, e instru-los numa atmosfera onde as coisas de Deus sejam estimadas, e os valores 
evanglicos sejam ressaltados.

ENTENDENDO AS IDADES

Nunca  cedo demais para instruir e praticar a higiene do corpo. O nenem nasceu, e logo vem a higiene; d-se o primeiro banho porque os bons hbitos so logo passados.. 
Nunca  cedo demais para praticar e ensinar, a higiene do esprito! A um garotinho de trs ou quatro anos, no podemos ensinar os conceitos da Trindade ou da Escatologia,. 
Mas podemos amar essa criana, e ela pode sentir que foi criada de um modo muito especial, carinhosamente especial. E assim, em cada etapa de crescimento, conceitos 
diferentes podem ser aprendidos. Aquilo que Erik Erikson fala a respeito da formao da personalidade dos como uma srie de crises. Crise no  desastre: quer dizer 
"oportunidade para alguma coisa ser realizada".

Quando a criana est na faixa de 0 a 2 anos, forma-se nela um senso bsico de confiana. Essa criana de 0 a 2 anos se no for criada num ambiente natural de confiana, 
carinho e cuidado, vai arrastar pelo resto da vida mazelas ntimas, situaes interiores terrveis, tremendas, desastrosas. A, sim, a crise vira desastre.  confiana 
natural na me (no vai cair do seu colo, dos seus braos);  confiana pelo sustento (sabe que na hora certa a comidinha vai chegar);  o carinho,  o calor,  
a ateno.  carregada no colo com tanto carinho, com o mximo de conforto, e o mnimo de temor. Quando a criancinha vai ser apresentada por mim, est to confortvel 
no regao da me, mas na hora em que este pastor sem jeito pega, ela fica incomodada, e algumas choram. Porque eu peguei sem jeito, mas no colo da mame se sente 
to bem, porque a me tem um jeito natural, e o Senhor a fez com curvas para que a criana se acomode com tanto jeitinho... Se ela aprende a confiana desde pequenina, 
vai ser fcil confiar em Deus. Mas os maus tratos, o abandono so traumas permanentes ou quase permanentes.

Na faixa dos trs anos, j existe certa autonomia, uma leve independncia. Afinal, o nenem no santurio no sai do seu lado, e vai pelo corredor e todos querem peg-lo? 
 essa leve independncia que torna os trs anos uma poca difcil para a mame que sempre teve o beb junto a si. Mas, no plano de Deus, a criana cresce e deve 
constituir um indivduo  parte; no  extenso dos pais:  outro ser humano. Da resistncia, da desafio, e, s vezes discusso ("Venha c!" E o nenem pequenininho: 
"No vou, no!"), egocentrismo. Tudo isso, porm,  parte do desenvolvimento da conscincia de si mesmo. No esqueamos: a criana no  parte de ns,  outro ser 
humano que aprende mais pelo que v que pelo que lhe dizem.

Vamos  faixa dos quatro a cinco anos, e compare com quem voc tem em casa. Forma-se nessa fase o senso de iniciativa, e ela comea a invadir o espao dos outros, 
a socializar, inicia o aprendizado do que ir fazer por toda a vida, que  sobreviver neste mundo cheio de gente. A criana experimenta os objetos ao seu redor. 
Mas faz, com freqncia, coisas que desagradam os pais. No  mesmo? A criancinha de quatro, cinco anos comea a fazer umas certas coisas, e essas certas coisas 
vo desagradar porque ela no compreende o sistema de valores dos pais. Compreende outras coisas. O que ela quer mesmo  agradar os pais, e a, porque fez algo para 
agradar, e no final desagrada, comea o sentimento de culpa. Ela quer aprender coisas novas, quer saber os limites. E  por essa razo que o menino de quatro, a 
menina de cinco perguntam tanto: "Posso fazer isso?"

E de seis a doze anos? A vem o senso de aplicao ao trabalho, competncia, diligncia.  a luta que comea contra os sentimentos de inferioridade. O contato com 
a escola, integrando-se cada vez mais no mundo dos adultos. Maiores responsabilidades que lhe so colocadas. Mas tambm comea a rivalidade, a cortesia, o respeito, 
comeam as boas relaes. E os pais so comparados com outros adultos, o senso crtico se inicia, e agora a criana passa a ver: "Meu pai  assim, mame  assim, 
mas o pai de Fulaninho  assim, e a me de Fulaninho  deste jeito". Qual o pai ou a me que nunca passou pela experincia de ouvir o filho dizer: "Eu queria ser 
filho de Fulano..." a comparao, e o pai, ou a me, foi achado em falta em alguma coisa.
Dos doze aos quatorze anos: identidade prpria. A sim: agora vm as mudanas psicolgicas, nem sempre compreendidas pelos pais ("Pastor, me ajude Fulaninha est 
to diferente : s pensa em namorar"). Preocupao com o corpo e a aparncia. Quais os objetos mais queridos da menina adolescente? O espelho, a escova e o pente. 
("Espelho, espelho meu, existe algum mais bela do que eu?"). Procura algum em quem possa acreditar e a quem d afeio.
E dos quinze aos dezoitos anos? Agora vem o senso de intimidade prpria. Prepara-se para exercer sua funo na vida. Se no adquiriu a conscincia de identidade, 
vai haver muita frustrao, muito impulso fsico.
O perodo em que a famlia exerce sua influncia mais marcante, mais forte sobre a criana  o dos primeiros trs anos. Depois, so os amigos e a comunidade que 
passam a ter mais importncia para ela. Pais e filhos, na verdade, aprendem na prtica o que  crescimento, o que no  fcil para nenhum dos dois. O chamado "conflito 
de geraes"  a tenso entre o jovem que quer ser independente e os pais que relutam em dar a sua autonomia.

A DISCIPLINA

A disciplina  um processo que leva vinte anos e envolve pais, escola, igreja, e outros elementos. A tarefa dos pais  guias para uma vida de responsabilidade e 
amadurecida. E isso demanda tempo, e exige muita ateno, Alis, ateno dobrada, se queremos preparar os filhos para uma vida de respeito, uma vida reta, decente 
para seu bem e o dos outros. Parece misso to pesada e dficil, mas a disciplina se torna fcil quando a criana se sente amada. Quando se sente rejeitada, a disciplina 
fica muito pesada. E a reao com ira, com hostilidade, com ressentimento somente surge quando no existe um elo de amor forte.
E que diz a Palavra de Deus? Colossenses 3.21 diz: "Vs, pais, no irriteis a vossos filhos, para que no fiquem desanimados"1. Lembremos que a criana  um feixe 
de energias e emoes que precisam ser ordenadas. A criana, ento,  o carto de visita dos pais. No se esqueam disso. Terapeutas de famlia, psiclogos j tm 
um resumo da histria da famlia e dos relacionamentos internos, das alianas dentro daquela casa somente pela conduta da criana quando entra no consultrio ou 
quando est com os pais. Esses profissionais lem a criana, e percebem como  a vida em casa. Isso quer dizer que para a criana ser disciplinada, necessrio  
que os pais se disciplinem.

H uma diferena entre "castigar"e "disciplinar". So coisas diferentes. No estamos falando de castigo, mas, de disciplina. Porque castigar  vingar-se, disciplinar 
 colocar em ordem. E esses textos de Provrbios 13.24: 

"Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga". "No retires da criana a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, 
nem por isso morrer. Tu a fustigars com a vara e livrars a sua alma do Seol".2

No constituem, como pode parecer, uma apologia do maltrato infantil. Mas da disciplina, justa, e que olha para o futuro.3 No vai adiantar muito querer disciplinar 
aos dezesseis anos, quando o irmo deveria t-lo feito quando a criana tinha trs anos.
Mas vamos lembrar que a vara era usada pelo pastor no Oriente (como ainda o ). Era usada para guiar, e no para bater ou espancar a ovelha; o lobo sim, era espancado. 
A vara era usada para consolar,  como diz o Salmo 23.4, 

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, no temerei mal algum, porque tu ests comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam". 

J imaginaram como seria: "A tua vara e o teu cajado me espancam? Nenhum rapaz tenta obter o amor de uma jovem no tapa: "Quero que voc me ame" (e d um tapa no 
rosto da moa), "No, voc precisa entender que no posso viver sem voc" (e d-lhe um empurro). Ningum exige, ou reclama, mas sendo calmo, considerado, cortejador, 
agradvel.  assim que um corao de moa  conquistado.

No se esquea de que a criana tambm deve ser agradada, e cortejada, e no educada na base do tapa. Agora, ela se comunica pelo comportamento. J dissemos que 
a cabecinha da criana pensa ao contrrio da nossa; se a nossa cabea vai no sentido do relgio, a da criana vai ao contrrio porque ela quer conquistar o nosso 
amor, e, assim, ela testa o nosso comportamento. Sabiam disso? A a criana faz o seguinte: s vezes tem um sentimento de culpa, a chamamos de mau comportamento. 
A criana passou todo o tempo na rua, ou fora de casa (como temos visto por a mes arrastando criancinhas pequenas no supermercado, a criana chorando, cansadinha 
coitada, ou visitando adultos numa visita sem interesse para a criana), depois ela comea a se comportar como no devia, e achamos que a criana  mal-educada, 
mal-comportada?! No  nada disso, e vai adiantar espancar uma criana cansada porque est fora do que  seu interesse de vida? Fora das suas motivaes? A Escritura 
fala em criar "na disciplina e admoestao do Senhor"". O Senhor no andava espancando seus discpulos, mas andava com os discpulos, e estava com os discpulos 
e ficava com os discpulos. Agora, pais que s vo em casa para comer, para dormir j colocaram os filhos em prejuzo. Finalmente, deve-se bater numa criana Algumas 
respostas j foram dadas sobre isso. Algum j disse, at, que o castigo fsico foi inveno do Diabo, que a criana deve ser deixada em plena liberdade. H uma 
linha pedaggica que adota a prtica da "Liberdade para Aprender".  a chamada "Democracia Permissiva". H o outro extremo: o dos que usam o cinto (de preferncia 
o lado da fivela) como quase forma exclusiva de disciplinar os filhos, ou como primeira medida de correo. E ns, como ficamos? Os antigos romanos diziam que "in 
medio virtus", ou seja, "no meio (est) a virtude"; os da linha da Democracia Permissiva enfatizam que o amor  primordial na criao dos filhos, o que no deixa 
de ser verdade: a disciplina deve ser motivada por profundo amor. Mas o amor que no se preocupa em corrigir  tudo, menos amor.4 O Dr. James Dobson, especialista 
em doutrinar sobre a criao de filhos, ensina que o castigo no deve ser algo que fazemos na criana, mas para a criana.  como se dissssemos: "Meu filho, eu 
te amo muito para permitir que te comportes assim". O problema do castigo corporal  a possibilidade de criar traumas e rebelio na aplicao com hostilidade e violncia.

O CASTIGO

A Bblia fala em castigos fsicos.5 E diz que  uma das formas de disciplinar (mas no  a forma, no  a nica forma, e no  a melhor forma de disciplinar em certas 
ocasies). Em quais circunstncias deve ser aplicado? Vou para o Dr. Dobson que prope que deve existir para corrigir rebeldes e desafios; quando a criana se recusa 
a obedecer, ou faz pouco caso da ordem dada. Nesse caso, diz ele, o castigo fsico tem sua plena aplicao. Mas tem a questo da idade: entre os dois e os dez anos. 
No  para adolescentes porque os rebaixa a criana, e no se sentem o que dever ser: um ser em formao, em crescimento, quase adulto. Nesse caso, para o adolescente 
 a perda de privilgios: "No sai! Quer ir Sbado para a praia? No vai!"

At propomos para os irmos uma ordem de disciplina: 

* ordem; no cumpriu? 
* privao; ainda no? 
* castigo fsico. 
Lembre-se de que Deus o colocou como responsvel pela disciplina dos seus filhos. E se isso acontecer de acordo com a Sua Palavra, voc vai ter a Sua aprovao, 
e a bno dos cus.6 E a obedincia do filho no  opcional nem desejvel. A Bblia diz que a obedincia  exigida. Lembre-se de que voc  uma autoridade na sua 
casa,  autoridade para os seus filhos porque Deus o fez assim, e se ele no aprender autoridade que  o irmo, a irm , l fora ele tambm no vai dar muito valor 
 autoridade. Mas ela vai busc-lo onde ele estiver.
Pais foram feitos para dar. H uma histria contada por Jesus na qual o pai deu tudo o que tinha: deu ao Filho Perdulrio que retornou para casa: um abrao, novas 
vestes, um banquete, uma nova dignidade. E diz a Bblia que tambm Deus nos deu: 

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unignito, para que todo aquele que nele cr no perea, mas tenha a vida eterna". 

Procure na sua Concordncia Bblica a palavra "dar". Veja que enorme lista do verbo "dar" na Bblia, porque a Bblia  o livro da doao,  o livro do grande amor 
de Deus, do Grande Amor todo o tempo. A paternidade e a maternidade tm um preo, um alto preo, um elevado custo. A Deus, a paternidade custou o prprio Filho, 
Jesus; e a ns, a paternidade ou a maternidade custa tudo! Mas sabe o que a Bblia diz a esse propsito? Diz: 

"Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e no vos serei pesado, porque no busco o que  vosso, mas sim a vs; pois no so os filhos que devem 
entesourar para os pais, mas os pais para os filhos".7 

A ns nos custa tudo! E quando um casal resolve ter um filho, deve estar disposto a dar tudo de si. Menos que isso  pouco demais, e, naturalmente, todos compreendem 
que no  dar tudo o que o filho deseja! H horas em que ns negamos. Mesmo assim, estamos dando um "no", mas estamos dando.  aflitivo criar filhos,  uma consumio 
criar filhos, mas, ainda assim, o filho  um tesouro que Deus nos confiou;  um solo a ser preparado, a ser cultivado, e que vai render seus frutos.8 
Pois . Ensine desde cedo o seu filho a temer a Deus,9 a respeitar a autoridade delegada por Deus,10 e tenha certeza de que suas ordens so expresses da vontade 
de Deus. E isso porque ensinar a vontade de Deus sem conhecer a Sua Palavra  ensinar a sua prpria vontade e no a de Deus. Estabelea limites: poucas regras (os 
fariseus colocavam seiscentas e tantas regras para os judeus, e Jesus o denunciou11). Afinal, os mandamentos so dez. Mantenha a boa comunicao. E aqui est um 
poema lindo e tocante e que se aplica a esta reflexo: 

FILHOS NO PODEM ESPERAR
Helen M. Young

H um tempo de se esperar a chegada do beb, 
tempo de consultar o mdico; 
Um tempo de planejar dieta e exerccio, 
tempo de preparar o enxoval.
H um tempo de se maravilhar com os caminhos de Deus, 
na certeza de que este  o destino para o qual eu fui forjada:
Um tempo de sonhar com o que esta criana poder ser:
Um tempo de me preparar para que possa alimentar sua alma.
Mas eis que logo chega o tempo de nascer,
Pois os bebs no podem esperar.
H o tempo de amamentar  noite, 
tempo de clicas e leite em p.
H o tempo da cadeira de balano 
e o tempo de andar pela casa toda,
O tempo para pacincia e auto-sacrifcio,
O tempo de mostrar ao filho que seu novo mundo 
 um mundo de amor, bondade e fidedignidade.
H um tempo de meditar no que ele 
- no um bichinho de estimao ou um brinquedo, 
mas uma pessoa, um indivduo - 
uma alma feita  imagem de Deus.
H um tempo de considerar minha mordomia. 
No me cabe possu-lo.
Ele no  meu. Fui escolhido para cuidar dele, para am-lo, 
para alegrar-me nele, para cri-lo, 
e para responder por ele perante Deus.
Estou decidida a dar o melhor de mim por ele,
pois os bebs no esperam.

H um tempo de abra-lo bem forte 
e contar-lhe a mais bela de todas as histrias;
Um tempo para mostrar-lhe Deus, na terra, cu e flor, 
para ensinar-lhe admirao e reverncia..
H o tempo de deixar os pratos na pia 
e lev-lo para balanar no parque,
De apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta, 
e de lhe dar uma amizade alegre.
H o tempo de lhe mostrar o caminho, 
de ensinar seus lbios infantis a orar.
De ensinar seu corao a amar a Palavra de Deus e o dia do Senhor,
Pois os filhos no podem esperar.

H um tempo de cantar em vez de resmungar, 
de sorrir em vez de franzir a testa,
De enxugar as lgrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados 
Um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes 
- amor pela vida, amor a Deus, amor  famlia.
H um tempo de responder suas perguntas, todas as suas perguntas,
Porque pode vir um tempo em que ele no queira minhas respostas.
H um tempo de ensin-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos 
H um tempo de ensinar-lhe a beleza do dever, o hbito do estudo bblico, 
a alegria do culto no lar, a paz da orao.
Pois os filhos no podem esperar.

H tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola, 
de sentir falta de algum a quem controlar 
E de saber que outras mentes recebem sua ateno, 
mas que eu estarei ali para atender o seu chamado 
quando ele voltar para casa,
E irei ouvir ansiosa a histria do seu dia..
H um tempo de lhe ensinar independncia, responsabilidade e autoconfiana,
Tempo de ser firme mas amigvel, de disciplinar com amor,
Pois cedo, bem cedo, haver o tempo de deix-lo partir.
pois os filhos no podem esperar.

H um tempo de guardar como tesouro 
cada efmero minuto de sua infncia.
Apenas dezoito preciosos anos para inspir-lo e trein-lo.
No trocarei esta primogenitura por um ensopado qualquer, 
seja ele posio social, negcios, reputao profissional, 
ou um cheque de pagamento.
Uma hora de cuidado hoje pode evitar anos de sofrimento amanh,
A casa h de esperar, a loua h de esperar, 
a reforma da casa pode esperar,
Mas filhos no podem esperar.

Haver um tempo em que j no se ouviro portas batendo 
nem haver brinquedos na escada, ou brigas de infncia, 
ou marcas de dedos na parede.
Ento olharei para trs com alegria em vez de remorso. 
Haver o tempo de me concentrar no ministrio fora do lar; 
Em visitar os doentes, os enlutados, os desanimados, os que nunca foram ensinados;
Tempo de me entregar at mesmo aos mais insignificantes .
Haver um tempo de olhar para trs 
e saber que estes anos em que fui me no foram desperdiados.
Oro para que haja um tempo de v-lo como um homem justo e honesto, 
amando a Deus e servindo a todos. 
Deus, d-me sabedoria para perceber que hoje  o meu dia com meus filhos.
Que no h momento em suas vidas que no seja importante.
Que eu possa saber que nenhuma outra carreira  to preciosa,
Que nenhum outro trabalho  to recompensador, 
Que nenhuma outra tarefa  to urgente.
Que eu no a protele nem negligencie,
Mas que por Teu Esprito a aceiite alegremente, 
jubilosamente, e pela Tua graa compreenda,
Que o tempo  curto e meu tempo  agora,
Pois os filhos no podem esperar

1 Ef 6.4.
2 Cf. Pv 23.13,14.
3 Cf. Pv 29.15,17.
4 Cf. Pv 13.24.
5 Cf. Pv 19.18; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.6.
6 Cf. Pv 4.1,3,4.
7 2Co 12.14.
8 Cf. Mt 13.23; Lc 8.15.
9 Cl 1.16,17.
10 Rm 13.1.
11 Lc 11.46; Mt 23.4; At 15.10.

Parte II
A ESCOLA BBLICA DOMINICAL
Beno de Deus, responsabilidade nossa.
 O objetivo deste artigo  chamar a ateno para o valor e importncia que devemos dar  escola dominical. 

Fundada na Inglaterra pelo jornalista evanglico Robert Raikes, em 1780, a escola dominical foi uma criao que deu certo. To certo que os primeiros missionrios 
que aqui chegaram procuraram organiz-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. E 
a escola dominical existe at hoje! 

No  por acaso que a escola dominical existe at hoje. Ela  parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo, de quem temos a promessa de que "as portas do inferno 
no prevalecero contra ela" (Mt 16.18). A escola dominical  uma bno de Deus com caractersticas prprias, isto , por mais que uma pessoa participe dos cultos 
e das atividades da semana de sua igreja, tem coisa que s ser aprendida na escola dominical. 

Infelizmente no so poucas as pessoas que fazem opes em detrimento da escola dominical. Ser que essas pessoas sabem o quanto esto perdendo? Pense bem: Ausentando-se 
da escola dominical quem perde as bnos de Deus  voc.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO ALUNO

O segredo de uma escola dominical dinmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes 
de respondermos essas perguntas,  importante dizer que por aluno ideal no nos referimos, propriamente, a um ser extraordinrio: brilhante, gnio, super intelectual. 
No, o aluno ideal  antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele  dedicado: Assduo, pontual, responsvel. Vai  escola dominical com prazer e no 
para dizer simplesmente "estou aqui", "cheguei" ou "agora o superintendente no vai pegar no meu p". O verdadeiro aluno da escola dominical no pensa assim. Ele 
faz a lio de casa. L a Bblia e sua revista; anota suas dvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

 lamentvel quando o aluno vai  escola dominical sem ter estudado durante a semana; sem sua Bblia e/ou sem revista. E olha que eu no estou falando dos pequeninos, 
e sim, de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte, mas muitas vezes eu me ponho a pensar: "O que algum que no leva Bblia, revista (ou algo semelhante), 
e que no estuda em casa vai fazer na escola dominical?". Aprender? Duvido! No se pode aprender quando o bsico  menosprezado.

De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos.  o que eu costumo dizer aos meus alunos, 
sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim. 

Quando o aluno no se prepara em casa, conforme j mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo ganha a classe e o professor 
tambm. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposio do professor cometem o erro (para no dizer "pecado") da negligncia semanal.  preciso que voc 
aluno reverta esse quadro se porventura est sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula m dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado 
 outro.  claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos adiante, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante 
de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado. 

Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a glria de Deus.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR
O bom professor  aquele que almeja a excelncia do ensino e se empenha em alcan-la. Tem que ser como o apstolo Paulo exortou: "...o que ensina, esmere-se no 
faz-lo" (Rm 12.7). Paulo recomenda quele que ensina a dedicao total desse ministrio. Dedicao que resultar num progresso constante do professor, quer seja 
em relao  habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relao a sua prpria vida crist. 

O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saber se o professor 
est sendo sincero no que diz. Como tambm saber se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de ltima hora e preparar a aula s pressas 
nunca d certo. Quando o professor no se esfora para fazer o melhor, ele no apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.

Alm de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que est ali, por melhor 
que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos.  importante que o professor conhea seus 
alunos, at mesmo para uma transmisso mais natural e eficaz de sua aula. 

Quanto ao preparo e a exposio da aula propriamente dito, os editores dos Estudos Bblicos Didaqu apresentam sugestes preciosas que ajudaro em muito os professores 
da escola dominical. Com ligeiras adaptaes passo a transcrev-las: 

Utilizar sempre a Bblia como referencial absoluto. 
Elaborar pesquisas e anotaes, buscando noutras fontes subsdios para a complementao das lies. 
Planejar a ministrao das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerncia e se evite a antecipao da matria. 
Evitar o distanciamento do assunto proposto na lio. 
Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas. 
Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas. 
No final da aula, despertar os alunos quanto ao prximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar 
durante a semana. 
Depender sempre da iluminao do Esprito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instruo de outros. 
Verificar a transformao na vida dos alunos, a fim de avaliar o xito de seu trabalho. 
Duas coisas, pelo menos, tm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia, ou seja, a falta de criatividade do professor e dinmica 
das aulas. Professor: Faa de sua aula algo interessante; seja criativo, gaste tempo nisso. Criatividade e dinamismo so, em boa parte, o segredo do sucesso do professor 
eficaz. 

 necessrio que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministrio que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira 
possvel. "... o que ensina, esmere-se no faz-lo" (Rm 12.7). 

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DOS PAIS

A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical  dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assduos e freqentes na escola dominical. Os pais que 
vo somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical no tem tanto problema, certamente deixaro de progredir como deveriam na vida crist. A 
presena dos pais na escola dominical  imprescindvel, pois, afinal de contas, ns pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos. 

Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos  escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma ateno especial, visto que est diretamente relacionado 
ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender 
mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso  importante. Os filhos desejam e precisam ver 
nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si s, deve ser motivo de reflexo para os pais , pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, 
mostrar aos filhos que a escola dominical  um importante veculo de crescimento espiritual. 

Geralmente as crianas no apreciam levantar cedo para ir  escola dominical. Boa parte delas j faz isso durante a semana. Porm, os pais devem passar para os filhos 
que a escola de domingo tambm  especial por uma srie de razes. Erra o pai ou a me que acha que no deve levar sua criana  escola dominical, apenas porque 
ela est cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sbado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse  um tipo de compaixo 
que no procede.  nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical  especial para toda a famlia. 

Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma irm porque no trouxe o filho, que na poca devia ter cinco anos de idade, 
ela me respondeu: "Ele no quis vir". Eu no sei como est ou por onde anda aquele que agora  um rapaz. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmos mais 
velhos que abandonaram a igreja porque a me comodamente aceitava o fato de que eles no quiseram vir.

Papai e mame, levem seus filhos  escola dominical, tenham eles vontade ou no. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus 
filhos para serem batizados ou apresentados. Pois, como no caso daquela me, amanh poder ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem. 

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE

O superintendente da escola bblica dominical  muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemorao de 
algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD  o irmo ou irm em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola 
dominical com competncia e seriedade, visando a edificao e a maturidade do corpo de Cristo.

Antes de tudo, o superintendente deve ser algum verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiis, no nefito, mas pessoa qualificada 
para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensvel na moral, so na f, prudente no agir, discreto no falar 
e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mnimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graa da liderana; a saber: pastor, 
presbtero, dicono, professor, etc.

Alm disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Destaco a palavra "academicamente" de propsito. O que isso quer dizer? Quer dizer que 
o superintendente no precisa necessariamente ser um expert em educao crist, mas precisa ter noo do que ela significa e representa. Afinal de contas,  com 
professores que o superintendente est lidando e  a qualidade do bom ensino que ele estar supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical 
escreveu aos superintendentes: "Os seus professores ensinam com qualidade? Ou esto se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lio, ou j se acostumaram 
aos improvisos?". E continua: "Que os seu professores no se contentem com o preparo j conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas 
metodologias, a se tornarem especialistas no apenas no currculo e na aula a ser ministrada, como tambm na pedagogia e na didtica".

Como eu disse, o superintendente no precisa ser um especialista, mas  necessrio que tenha algum conhecimento pedaggico. Se tiver experincia como professor, 
melhor ainda. 

Some-se a isto a viso do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que  ideal, ele no apenas saber conduzir a igreja bem, 
no sentido de unidade de propsitos, mas tambm zelar pelo aperfeioamento de seus professores. Promover encontros, congressos e uma srie de eventos que ajudaro 
na formao e reciclagem dos professores. 

O superintendente  o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorar toda a escola dominical quando melhorar seus professores. Quando 
se investe na liderana da escola dominical todo mundo sai ganhando.

Finalmente, mas no menos importante, o superintendente precisa ser dinmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso precisa se atualizar e se inteirar 
do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com idias saudveis que revigoram a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, 
como dissemos no incio deste artigo,  uma bno de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalizao. 
Meu irmo superintendente: torne a sua escola dominical dinmica, criativa, bblica e funcional. Algo que d gosto de se v e participar. Promova, juntamente com 
seu pastor e professores, o vigor e a sade da escola dominical atravs da motivao de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportvel. As 
aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criana ao adulto que levantam cedo para ir  igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa 
do contedo e didtica do ensino e (por que no?) por causa do agradvel local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensar.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PASTOR
Como ministro do evangelho, sei que no so poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuies. Compete ao pastor: orar 
com o rebanho e por este; apascent-lo na doutrina crist; exercer as suas funes com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente 
a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistncia pastoral; instruir os nefitos, dedicar ateno  infncia e  mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, 
enfermos e desviados; governar.

Escrevendo aos efsios, diz o grande pastor e apstolo Paulo: "E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e 
outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeioamento dos santos para o desempenho do seu servio, para a edificao do corpo de Cristo, at que todos cheguemos 
 unidade da f e do pleno conhecimento do Filho de Deus,  perfeita varonilidade,  medida da estatura da plenitude de Cristo, para que no mais sejamos como meninos, 
agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astcia com que induzem ao erro" (Ef 4.11-15).

Pelo que podemos perceber das atribuies e vocao do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo)  a caracterstica prioritria do ministrio pastoral. O 
zelo e a responsabilidade doutrinria do pastor o tornam necessariamente ligado  escola dominical. Ele  o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso 
mesmo, ao pastor nunca jamais deve faltar a informao necessria acerca do que est sendo ensinado na escola dominical. Para isso, o superintendente deve ser seu 
maior aliado. Um verdadeiro brao direito na conduo da igreja. O superintendente que no estiver disposto a andar com o seu pastor no conseguir promover a paz 
e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como se ensina. Esta informao ele adquirir 
primeiramente com o superintendente e atravs das constantes reunies com o conselho de ensino.

O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Dilogo  fundamental.  imprescindvel que o pastor e a liderana da escola dominical 
falem uma s lngua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1 Corntios 1.10: "Rogo-vos, irmos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos 
a mesma cousa, e que no haja entre vs divises; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposio mental e no parecer". A escola dominical agradece!

Ademais, pela experincia e formao pastoral que tem, o pastor precisa estar atento s carncias de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento 
de sua escola dominical investindo pesado em sua liderana. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importncia e valor da leitura. Tambm,  necessrio 
que o pastor incentive a sua liderana a participar de e a promover eventos educacionais. Acredite: O pastor  a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. 
Se voc, pastor, tiver viso pedaggica, alm de administrativa  claro, ningum segurar sua escola dominical. O Esprito Santo gosta de pessoas assim e quer usar 
pessoas assim. 

Alm disso,  necessrio que o pastor tenha propsitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola 
bblica dominical? So basicamente estes: 1) promover a edificao da igreja na Palavra para o servio, 2) ganhar vidas para Cristo e discipul-las e 3) formar lderes 
capacitadores.

Parte III
A PSICOLOGIA DA EDUCAO CRIST
As caractersticas fsicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais dos alunos; o que ensinar e como ensin-los
 Minha professora de psicologia da educao da faculdade de filosofia costumava dizer que "de mdico, louco e psiclogo todo mundo tem um pouco". Menciono esse fato 
somente para salientar que a psicologia apresentada neste artigo (uma adaptao nossa do livreto O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos) no  a psicologia no sentido 
tcnico do termo (apesar de reconhecermos a importncia da cincia psicolgica). Trata-se apenas da psicologia da sala de aula. Daquela aprendida, principalmente, 
na convivncia com os alunos. 
Neste artigo tentaremos ajudar voc a conhecer melhor os alunos de sua classe de escola dominical. Possuir um conhecimento profundo das caractersticas e necessidades 
de seus alunos  imprescindvel para um ensino eficaz e bem sucedido. 

AS CARACTERSTICAS DAS CRIANAS DE 1 A 3 ANOS

A construo comea pelo alicerce. Como nosso alvo  construir Cristo na vida das pessoas, comeamos pelo alicerce, que so as crianas de 1 a 3 anos. Neste artigo, 
gostaramos de ver suas caractersticas, e as maneiras como conseguiremos alcan-las, usando a Palavra de Deus.
Isto talvez soa estranho aos ouvidos de alguns, porm a verdade  que a criana nesta idade pode captar muitas verdades acerca de Deus, por causa do instinto de 
busca de Deus que existe em todo ser humano. Damos muita importncia a esta idade porque dela Deus pode receber muito louvor.

Fisicamente

Esto crescendo rapidamente. Seus msculos exigem ao, por isso so turbulentas. Elas se cansam com facilidade e necessitam de longos perodos de descanso.

1 a 2 anos: a criana age impulsionada pelos msculos maiores mas cai quando tenta andar rapidamente. Quebra tudo que tenta alcanar porque os msculos menores no 
se desenvolveram e no h uma perfeita coordenao motora. Por isso, todos os brinquedos devem ser fortes, grandes e leves.
Aos dois anos gosta de enfileirar objetos: cadeiras, brinquedos, etc.  hora de ensin-la a usar o vasinho para suas necessidades fsicas. Pacincia e calma so 
essenciais nessa fase.

3 anos: os msculos menores esto mais desenvolvidos. Tem uma coordenao motora mais equilibrada. Consegue equilibrar-se e controlar o prprio corpo. Por isso, 
com freqncia, ela pula de um lugar mais alto; pendura-se na mesa, na maaneta e at no seu brao. No fique bravo por isso. Sob sua superviso, deixe-a dependurar-se 
e balanar-se, pois isto faz parte de seu crescimento normal. No seja um empecilho para o seu crescimento.
Gosta de brincar com argolas de plstico, latinhas, etc., mas alm de enfileirar j consegue tambm empilhar os brinquedos.
As crianas de um a trs anos adoecem com facilidade - o ambiente da sala deve ser o mais sadio possvel para evitar contgios.

Mentalmente

So curiosas e investigadoras, por estarem comeando a conhecer as maravilhas que Deus criou.

1 a 2 anos: sua ateno  limitada - um minuto a dois, no mximo; a mente cansa-se logo; fala pouco, mas entende quase tudo. No tem a habilidade de fazer perguntas, 
nem observaes engenhosas. Devemos nos lembrar de variar as atividades, contar histrias ou falar rapidamente sem entrar em detalhes, e no esperar que ela participe 
ativamente da aula, respondendo a todas as perguntas e nem perguntando. Ela entende mais do que fala.

3 anos: "O que  isso?".  a pergunta mais comum entre elas. No tem noo dos dias da semana; gosta de repeties; falam mais palavras. Gosta de explorar o desconhecido 
- quebra a asa do avio para ver o que tem dentro. Arranca a perninha dos bichinhos para ver de que  feita. Para aproveitar essa curiosidade aguada, prepare uma 
mesa com as coisas que Deus fez e v sempre acrescentando mais objetos. Deixe a mesa sempre coberta com plstico para evitar estragos.
A criana fala atravs de frases, mas sua mente est, geralmente, adiante do que diz. No a ajude nem a apresse para encontrar palavras. Oua pacientemente, custe 
o que custar. Por causa da infiltrao da TV e sua maneira marcante de comunicar, as crianas dessa idade, hoje, falam muito mais que no passado. MESMO ASSIM NUNCA 
SE ESQUEA DE QUE ELA TEM APENAS TRS ANOS E  UMA CRIANA.

Social e emocionalmente

So sensveis. Gostam de falar, de agradar e de serem agradadas. Precisam da ateno de todo mundo. Chamam a ateno de todos, sendo ou muito boas ou rebeldes de 
mais: gritam, choram, so egostas ao extremo, etc. Conseguem perceber o humor do professor pelo timbre de voz, sorriso e contato corporal.

1 a 2 anos: certos incidentes ficam gravados na memria da criana para sempre. Ela pode no querer ir  escola dominical porque um coleguinha bateu nela na sada, 
ou porque teve uma impresso m da professora. Todas s vezes que sabe que ter de ir  igreja comea a chorar. Demora muito para se ambientar em uma nova situao. 
Ela se retrai e torna-se agressiva. Ex.: quando se separa da me, pela primeira vez, para ir  sua classe, chora porque pensa que vai perd-la ou que ela vai embora. 
Leve-a at  classe da me e mostre-lhe que ela ainda est l. Aps vrias tentativas, se no se acostumar com a idia de separar-se da me, traga um guarda-chuva 
ou capa ou bolsa da me e deixe-a na sua classe. Assim a criana vai sentir que ela no foi embora. Nunca diga: "Voc  um menino grande e ainda est chorando? Veja 
todas as crianas ao seu redor olhando. Voc no tem vergonha?". Antes, abrace a criana que tem o nariz escorrendo e os olhos cheios de lgrimas, limpe-os com um 
leno, mostre a ela um brinquedo, figura ou livro. Ela precisa de segurana. Ela se sente mais segura e ajustada na escola dominical quando  saudada todos os domingos 
pela mesma ou mesmas professoras.
No consegue ainda brincar com o grupo. Ela brinca sozinha no meio do grupo. Nunca espere que todos brinquem com ela. Ela no sabe brincar em conjunto.

3 anos: gosta de estar entre outras pessoas. No tem muito problema para ficar longe da me, se conseguir se ajustar ao meio ambiente. Tambm gosta de brincar sozinha 
no meio de todos, mas j consegue brincar com os outros.  egosta - pode derrubar os blocos empilhados por outro menino, para aumentar sua prpria construo. Pode 
pegar as bolachas e colocar a maioria na boca, s para no dar para os outros. Por outro lado, gosta de ajudar os outros e sente alegria em faz-lo. Ex.: d sua 
boneca para a menina que est chorando e diz palavras de consolo.
No gosta de ser mandada, mas far muitas coisa se voc as sugerir de maneira clara e diretiva. Ex.: "Olhem o relgio; est na hora de guardar as bonecas na cama, 
os blocos dentro das caixas. Tique-taque, tique-taque, vamos todos trabalhar. Tique-taque, tique-taque, um pouco mais, um pouco mais e descansar. Tique-taque, tique-taque, 
um pouco ali, um pouco aqui, e terminar. Obrigada, obrigada, e at outro dia comear". 
Espiritualmente
Por causa do instinto de busca que existe no ser humano ela deseja e tem sede de conhecer o Deus vivo e atuante. Ela aprende a conhecer a Deus atravs das palavras 
e aes das pessoas que a cercam.

1 a 2 anos: tem capacidade para entender e experimentar o amor de Deus. A criana aprende essa verdade ouvindo, vendo e experimentando. Leva tempo para ela ganhar 
noo de uma verdade, mas um pouco aqui, um pouco ali, e ela consegue aprender. (Is 28.10,13). Aos dois anos de idade gosta de orar e dizer palavras simples para 
Deus; aprende a agradecer a Deus quando as pessoas ao seu redor assim o fazem, dando graas a Deus por todas as coisas. (Ef 5.20). Ex.: "Vamos agradecer a Deus porque 
Joo est s resfriado e no precisou ir para o hospital, e porque no prximo ele j estar aqui para aprender das coisas de Deus". A prova de que ela aprende  
que, durante a semana, ela tenta cantarolar os cnticos aprendidos. Desafina e inventa palavras, mas canta com alegria.

3 anos: seu interesse por Deus continua crescendo. Gosta de ouvir contar que Deus criou tudo: flores, frutos, sol, chuva, noite e dia, e os animais. Nessa poca, 
comece a ensinar que Deus criou o corpo. Ex.: "Deus no foi bom de nos dar mos fortes para podermos colocar os blocos dentro da caixa? Deus nos deu ouvidos e por 
isso podemos ouvir esta bonita msica que fala de Jesus, no ?". Mesmo olhar pela janela num domingo chuvoso pode dar ocasio para uma conversa: "Deus  bom de 
dar esta chuva to boa que ajuda as plantas a crescerem. Vamos agradecer a Deus por esta chuva".

O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANAS DE 1 A 3 ANOS

1 a 2 anos: a melhor maneira de ensinar uma criana nesta idade  usar a conversao dirigida, isto , conduzir cuidadosamente a conversa e o pensamento da criana 
na direo de uma verdade bblica ou do objetivo da lio. Ex.: quando ela conseguir virar a pgina de um livro, diga que Deus fez suas mos e  por isso que ela 
consegue mexer naquele livro. Quando uma criana aparecer com uma blusa bonita diga: "Como Deus  bom de ter feito um pano to macio e quentinho. Vamos agradecer 
a Deus por esta blusa". Se ela desejar tirar a blusa porque ficou com calor, aproveite para dizer: "Voc j imaginou se Deus no tivesse feito o sol? Morreramos 
de frio".
A Bblia se tornar um livro especial para ela se a professora e os pais assim lhe ensinarem, falando-lhe sobre a Bblia ou deixando que ela a carregue com cuidado 
e respeito. Ex.: diga: "Eu vou segurar seu dedinho e coloc-lo sobre a Bblia no lugar que diz: 'Deus me fez'. - J 33.4". Assim ela vai aprendendo as coisas de 
Deus.

3 anos: use cnticos com gestos que ela possa participar livremente. Ex.: histria da criao: Deus fez a lua - as crianas fazem um crculo com as mos. Deus fez 
as estrelas - mexer com os dedinhos. Deus fez tudo isso e colocou no cu - apontar o dedinho indicador para o cu. Deus fez o sol - fazer o crculo com as mos; 
as rvores - erguer as duas mos para cima; as flores - abaixar at o cho. Os passarinhos voam no cu que Deus fez - usando as mos, fazer de conta que esto voando.

AS CARACTERSTICAS DAS CRIANAS DE 4 A 6 ANOS

 nessa fase, entre 4 e 6 anos, que as impresses mais profundas, provindas do ambiente em que a criana vive, esto se interiorizando nela, para depois serem externadas 
atravs de aes e reaes, inclusive na fase adulta.  uma idade propcia para se entender a realidade de Cristo e Sua atuao na vida diria. A criana poder 
entender, sentir e viver Cristo se isso lhe for ensinado atravs de palavras e atitude. Procuremos ento conhec-la para ajud-la a se encontrar com Cristo e ter 
uma vida que agrade a Deus.

Fisicamente

Crescimento muito rpido. Os msculos esto se desenvolvendo, dando-lhe assim um melhor controle motor. Consiga equipamentos adequados como, por exemplo: cadeiras 
baixas, para que os pezinhos no fiquem balanando, mesas de altura apropriada para que a criana no tenha que ficar pendurada ou de p para escrever, desenhar 
ou brincar. Materiais como figuras ilustrativas e objetos de borracha devem ser grandes. As tesouras pequenas e sem ponta so mais aconselhveis.
 ativa e, como conseqncia disso, cansa-se facilmente. Seus olhos ficam ardendo e os ouvidos cansados quando ouve ou v algo por muito tempo. Apesar de ser to 
ativa e aparentar sade inabalvel,  sensvel e sujeita a doenas. Deve-se providenciar atividades variadas e incluir um perodo de descanso ou de atividades que 
exijam menos esforo. Mantenha a sala sempre bem iluminada, fale pouco e de maneira clara; modifique o tom e a entonao da voz, dependendo dos personagens e circunstncias. 
Para evitar que a criana transmita ou contraia alguma doena, esteja sempre alerta e verifique se algum aluno est com alguma doena contagiosa como catapora, sarampo, 
rubola ou com qualquer outro sintoma que revele possvel doena.

Mentalmente

Responda a todas as perguntas de maneira simples e verdadeira pois a criana dessa idade  indagadora, curiosa e est pronta a aprender.
Como sua ateno  limitada, variando de 5 a 10 minutos, diversifique as atividades: jogos, descanso, cnticos, lanche, limpeza da sala, guardar os brinquedos na 
caixa, etc. 
Tem boa memria mas no tem noo exata de tempo nem de distncia. Sua mente  ativa e quer expressar o que pensa, mas no sabe como. 

Socialmente

Gosta de estar com os outros e  capaz de brincar em conjunto. Promova ento atividades nas quais todos brinquem juntos. No utilize atividades de grupo, em que 
seja preciso construir algo definido. Raramente dar resultado pois ela no consegue continuar o que o outro j comeou. A tendncia  de destruir.
Nesta idade muitos j esto demonstrando qualidades de liderana, enquanto outros s agem baseados em sugestes. Encoraje os lderes a tomarem a liderana, mas no 
egoisticamente, e proporcione oportunidades para que outros liderem tambm. 
 egosta e pensa que tudo lhe pertence. Procure ensinar-lhe a importncia de ser cordial e amvel com os outros, e tambm os princpios bblicos de posse. Deixe 
claro que Deus se agrada quando dividimos nossas coisas com os outros. (Exemplo do menino que deu os pes e peixes a Jesus). Proporcione oportunidades de dar e receber.
Deseja a aprovao do grupo e dos adultos. Elogie-a sinceramente quando fizer coisas certas. Se fizer algo errado ou mal feito, em vez de dizer: "Eu sabia que voc 
iria fazer isso...", diga: "No est to bom como os que voc costuma fazer, mas sei que consegue fazer melhor. Gostei muito do verde da grama", ou "Gostei de ver 
como voc caprichou no telhado".

Gosta de palavras e piadas tolas. Ria se forem inocentes ou sem afetao pessoal. Discipline, se no forem, mas sem alterar a voz nem o gesto. Se acontecer de se 
divertirem s custas de defeitos fsicos de outras pessoas, ou da dificuldade de algum aprender a lngua do pas, chame-as, uma a uma,  parte e explique-lhes, 
com amor, sem tom de recriminao que aquilo fere a outra pessoa. Pode dar uma explicao, dependendo do caso, de como aquele menino ficou daquele jeito. Converse 
com uma criana de cada vez. Em casos de disciplina, isso d mais resultado do que falar ao grupo.

Emocionalmente

Proporcione um ambiente calmo. No grite, nem crie uma atmosfera carregada, com imposies e antagonismo (resultado de uma disciplina muito rgida), pois a criana 
 sensvel e suas emoes so intensas.
 capaz de controlar o choro. Encoraje-a, quando esfolar o joelho em conseqncia de uma queda, simplesmente colocando a mo na cabea dela e dizendo: "Puxa! Como 
voc cresceu!".
Muitas de suas aes so permeadas de uma atitude egosta, invejosa e ciumenta. Evite mostrar favoritismo, elogiando sempre o trabalho de uma criana s, ou dando 
oportunidades apenas para algumas fazerem determinadas coisas.
 explosiva. Nunca lhe pea algo que esteja alm de sua capacidade, pois quando no consegue realizar a tarefa, ou chora ou fica desanimada, e fica com um gostinho 
amargo de derrota.
 bondosa. Gosta de ajudar os outros, desde que isto no traga ameaa para si. Ensine-a a repartir as coisas e a mostrar amor e simpatia pelos outros, orando, dando 
ou fazendo algo.
 teimosa, e bate o p quando as coisas no saem como ela quer, ou quando  obrigada a fazer algo que no quer fazer. Aprenda a boa arte de sugerir as coisas firmemente, 
mas sem rispidez. Ex.: Em vez de dizer: "Guarde os brinquedos, porque j vamos ouvir a histria", diga: "Chegou a hora de ouvirmos mais uma parte da histria de 
Jesus. Quem gosta de ouvir a histria de Jesus? Ento vamos todos guardar os brinquedos na caixa, antes de ouvir a histria".
 medrosa demais. Evite dizer: "Se voc no ficar quieto, vou falar com sua me". Evite histrias que causem medo: "... ento veio um homem baixinho, de bigode, 
com um chapu preto na cabea. Ele veio devagarzinho... e zup! Agarrou o missionrio, e ele gritou: "Ahhh!". Alm de ficar com medo, ela vai pensar que todo homem 
baixinho  um bandido que agarra as pessoas.

Espiritualmente

Pensa em Deus de um modo pessoal e consegue dar-Lhe verdadeiro louvor. Leve-a a ter um contato pessoal com o Senhor atravs da orao de agradecimento, de petio, 
e pelas histrias da Bblia. Diga-lhe repetidas vezes que Deus odeia seus pecados mas a ama muito.
Ela pergunta com freqncia sobre a morte, porque tem dvidas. Responda com simplicidade, sem mostrar mistrio ou cinismo.
Acredita nos adultos e est pronta a ouvir de Cristo. Seja verdadeiro e fale de Cristo de maneira bem simples. Faa um apelo aps contar a histria, ou em qualquer 
ocasio propcia. Depois que ela tomar a deciso, verifique se entendeu e fale sobre a certeza da salvao, caso tenha mesmo se decidido.
O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANAS DE 4 A 6 ANOS

Use recursos visuais simples mas significativos para ela. Faa-a participar da aula, dramatizando, recortando a histria, respondendo perguntas, ou fazendo algum 
trabalho manual. No use comparaes nem palavras figuradas na histria. Esta deve ter seqncia lgica e ser curta. Fale pouco e de maneira clara. Modifique o tom 
e a entonao da voz, dependendo dos personagens e circunstncias. Toda palavra nova deve ser explicada para evitar que a criana memorize coisas sem sentido. Cada 
verdade bsica deve ser repetida muitas vezes, de vrias maneiras. Evite dar duas explicaes a uma mesma lio, pois pode causar confuso. Faa perguntas que a 
ajude a expressar suas idias naturalmente, sem for-la, tambm sem depreci-la quando no conseguir explicar aquilo que quer falar.

Planos de salvao

1. Eu pequei - Rm 3.23 - Sabe que voc  pecador? Voc diz mentiras, tem raiva do irmozinho e desobedece? Isto tudo  pecado. O pecado separa voc de Deus.
2. Deus me ama - Jo 3.16 - Deus odeia o pecado que voc comete, mas Ele o ama tanto que fez uma coisa para voc no ficar longe dEle: deu Jesus.
3. Cristo morreu por mim - Rm 5.8 - Cristo morreu em seu lugar para que voc no fique mais separado de Deus.
4. Eu O aceito - Jo 1.12 - Se voc receber Cristo em seu corao, voc se torna filho de Deus, e seus pecados so perdoados. Quer orar a Jesus e pedir-Lhe para vir 
morar com voc para sempre e limpar seu corao?
5. Estou salvo - Jo 1.12 ou Jo 5.24 - O que voc fez? Isto: abriu o corao para Jesus entrar. Onde Ele mora agora? A Bblia diz que Jesus nunca mais vai abandon-lo. 
Voc est seguro nas mos de Deus.

AS CARACTERSTICAS DAS CRIANAS DE 7 A 9 ANOS

Na idade de 7 a 9 anos a criana tem uma personalidade vibrante e curiosa, mas que tambm oferece momentos de frustrao para o professor. Cada uma dessas idades 
- 7, 8 e 9 - tem suas caractersticas, necessidades e habilidades prprias. No h dois alunos iguais; no entanto, h traos comuns a todos eles. Um bom conhecimento 
desses pontos anlogos dar ao professor mais base para enfrentar e solucionar os problemas e necessidades de cada um. 
Nessa idade, as crianas descobriram um mundo novo e esto vivendo intensamente dentro dele:  a escola secular - aulas, horrios, responsabilidades, concorrncia 
em notas, brigas durante o recreio, disciplina, hostilidade sem a proteo dos pais, coleguismo, realizaes, recompensa, etc. Gostam da escola, da professora, dos 
seus cadernos de tarefa, enfim, do seu novo mundo. Sabem fazer comparaes e descobrir se uma coisa  boa ou no, organizada ou no. E a escola dominical pode ficar 
em segundo plano se voc, professor(a) dessa faixa etria, no levar a srio o trabalho de ensino.

As crianas nessa idade so parecidas entre si, porm, se formos analisar com cuidado cada idade, perceberemos que h diferenas bem visveis na maneira de agir, 
de pensar e de aprender de cada idade, como iremos ver agora:

Caractersticas mentais

Esto aprendendo a raciocinar. No lhes d tudo mastigado. No solucione os problemas deles, mas ajude-os a achar as solues por si mesmos.
O perodo de ateno  mais prolongado do que o dos alunos de 4 a 6 anos; varia mais ou menos de 10 a 15 minutos.
Sete anos: esto aprendendo a ler e escrever, pois entraram para o primeiro ano. 
Gostam de fatos reais mas tambm de fantasias, e j conseguem distinguir um do outro. Use ambos, mas com mais freqncia os fatos reais, para evitar o pensamento 
de que o cristianismo  algo imaginado.
Sua capacidade de expresso  limitada, mas tm boa memria. Ajude-os a se expressar em grupo, mas nunca force ningum a participar contra a vontade. Se prometer 
algo, cumpra, pois eles se lembram sempre e vo deduzir que voc  mentiroso, se no cumprir.
Oito anos: gostam de ler, de aprender e de responder e de responder rapidamente. Leve-os a participar o mximo da aula. 
Gostam de pesquisar, de perguntar sobre o passado e o futuro, sobre outros povos, etc. 
Nove anos: gostam de expor suas idias, de discutir, de perguntar, de ouvir histrias e de dizer coisas engraadas. Saiba ouvi-los e d respostas simples e claras. 
Saiba aceitar certas brincadeiras inofensivas. 
Gostam de ser desafiados. Desafie-os a trabalhar para Cristo. Evite pensar que so muito pequenos e no entendem nada sobre consagrao.
So pensadores, crticos e tm boa memria. No se espante com certas perguntas profundas que venham a fazer. Ajude-os a ver a parte boa das coisas e das pessoas. 
D-lhes oportunidade para memorizar versculos da Bblia e princpios gerais.

Caractersticas fsicas

Os msculos menores esto se desenvolvendo vagarosamente, e eles se cansam muito quando tm que realizar algo com muitos detalhes; portanto, no exija deles perfeio.
Sete anos: esto aprendendo a escrever. Colabore em seu desenvolvimento fsico dando-lhes oportunidade de escrever versculos fceis, palavras importantes, pintar 
figuras, etc. 
Oito anos: gostam de se mostrar, fazendo coisas perigosas, como: sentar apoiando a cadeira num p s, andar sobre um muro coberto de cacos de vidro; pegar bichinhos 
venenosos com garrafas ou brincar com bombinhas ou espingardas. No mostre aprovao, nem grite para que parem, e nem mostre cuidado excessivo: porm, seja enrgico 
e faa-os parar quando estiverem fazendo algo muito perigoso. Chegue mais cedo para que a classe no vire uma confuso. 
Nove anos: sua coordenao motora j est quase perfeita, mas no  perfeita. Gostam muito de projetos de mesa: construir, armar, recompor uma cena, etc.
Caractersticas sociais

Necessitam de companhia; so comunicativos e gostam de ser considerados algum. Respeitam autoridade e so cooperadores.
Sete anos: gostam de agradar a professora dando-lhe presentes, e com conversas ou piadas. Mostre que voc realmente se agrada dos presentes, porm deixe claro que 
isso no vai lhes trazer benefcios especiais nem vantagem sobre os outros.
No gostam do sexo oposto; so antagnicos. Evite colocar meninos e meninas juntos em qualquer atividade de grupo.
Ficam acanhados em ambientes novos. Crie na classe um ambiente familiar e afetuoso.
Oito anos: so egostas e egocntricos. Incentive-os a ajudar outras pessoas.
Nove anos: desejam amizades slidas. Apresente-lhes Cristo como Aquele que nunca muda. Gostam de atividades competitivas ou cooperativas. Proporcione-lhes ambos 
os tipos de atividades.

Caractersticas emocionais

Imaturos. So imprevisveis e se desanimam com a mesma facilidade com que se animam a fazer alguma coisa: fogo de palha.
No se impressione com suas reaes. No espere demais deles s por j estarem mais desenvolvidos. Incentive-os a continuar o que comearam. Instrua-os dentro de 
sua prpria capacidade de ao.
Rebelam-se contra exigncias pessoais, quando se sentem magoados. Ensine a obedincia atravs de sugestes e com amor, e nunca dando ordens. O ambiente os influencia 
muito e podem estourar com facilidade. Aja com calma, sorria sempre, mas nunca ria deles.
Sete anos: dependem muito do ambiente. O ambiente  que vai determinar o aprendizado. Proporcione um ambiente bem sugestivo que contribua para o aprendizado.
Oito anos: criam seu prprio ambiente e fazem com que outros dependam dele. Cuidado com as panelinhas, pois podem destruir a classe. Seja um guia bem sensvel s 
reaes dos alunos e procure perceber se certo grupo est reagindo contra voc, contra a classe ou contra o ambiente. Quando descobrir a causa, faa tudo para solucionar 
o problema.
Nove anos: so capazes de cooperar para manter um ambiente muito agradvel. Incentive-os a cooperarem para o bom funcionamento da classe. Vibram quando a classe 
toda se envolve num projeto ou quando h competio entre sua classe e outra. Tome cuidado para que a competio em si no seja mais importante do que o propsito 
dela. Ficam arrasados quando o seu grupo perde uma competio. 

Caractersticas espirituais

Sete anos: so impacientes e querem saber tudo agora. 
Gostam da escola dominical e tm f em Deus. Nessa idade j podem entender que Cristo os comprou com o Seu sangue, e que j no pertencem a si mesmos, mas a Ele.
Oito anos: gostam de um cristianismo exclusivo. Ajude-os a conhecer a Cristo, e a andar com Ele em sua vida diria. Procure entender bem suas reaes e mostre-se 
compreensivo.
Nove anos: esto saindo do seu exclusivismo e o mundo  sua volta os preocupa; querem trabalhar para Cristo. 

O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANAS DE 7 A 9 ANOS

Sete anos: Estimule-os a ler o livro do aluno e versculos simples, na prpria Bblia ou escritos no quadro-negro. D a eles versculos para copiarem na classe e 
em casa, como tarefa. Faa-os participar bastante da classe deixando que segurem cartazes com cnticos, recontem histrias, armem quebra-cabeas de versculos, etc. 
Evite contar histrias em captulo por muito tempo, pois podem ficar desinteressados. Ensine-lhes a pedir a Deus a soluo de qualquer problema.
Oito anos: Conte-lhes histrias interessantes, use ilustraes atuais, faa-os pesquisar sobre costumes e histrias dos tempos antigos. D a eles tarefas difceis 
e desafie-os a realiz-las. Ensine-os a pensar nos outros, que Jesus  o melhor amigo que existe e est pronto a ajud-los em qualquer situao.
Nove anos: Conte histrias bblicas de uma forma atual, interessante, prtica, relacionando as lies bblicas com os fatos atuais. Como nesta idade eles desejam 
amizades slidas, apresente Cristo como Aquele que nunca muda. D-lhes bastante trabalho prtico: dobrar e distribuir folhetos, fazer evangelismo individual, dar 
o testemunho pessoal, participar de um conjunto musical, etc.

AS CARACTERSTICAS DOS PR-ADOLESCENTES

O pr-adolescente no  mais uma criana, mas tambm no preenche plenamente as qualificaes de um adolescente. Age como criana muitas vezes, porm fica zangado 
quando o consideram como tal. Ele vive as mais fantsticas aventuras e experincias, e sente necessidade de ser liderado por uma pessoa que o compreenda e o ajude 
a se conhecer a si mesmo. Por causa da atitude crtica, insinuosa e at marginalizadora, prpria dos pr-adolescentes, muitos so chamados por alguns adultos de 
"moleques", "pestinhas" e "endiabrados". Contudo, vale a pena conhec-los e ajud-los nessa fase to difcil e to decisiva da vida.

Fisicamente

Esto ganhando fora, apesar de haver um estacionamento no desenvolvimento fsico. Gostam de lutar e de fazer baguna. Chegue  classe antes dos alunos e distribua 
algo atrativo e til para fazerem at o incio da lio.
H uma diferena muito grande entre o desenvolvimento fsico das meninas e o dos meninos. Muitas garotas esto um ano na frente dos garotos. Algumas j entraram 
na fase menstrual e sentem que no so mais crianas, ao passo que os garotos agem e pensam como crianas. Enquanto os meninos se divertem com atividades brutas, 
as meninas so mais reservadas e preferem atividades mais calmas. Voc deve levar em conta estas grandes diferenas, ao fazer o planejamento de quaisquer atividades.

Mentalmente

So vivos e gostam de fazer perguntas. Tm boa memria, porm no pensam em profundidade. Tm conscincia de tempo e distncia. Gostam de colecionar "coisas". Lem 
muito. Tm grande interesse em conhecer pessoalmente ou ler e ouvir a respeito de heris.

Socialmente

Sentem uma necessidade grande de pertencer a um grupo que lhes d segurana. Preferem o seu grupo mais que a famlia. Lutam pelos direitos do grupo. Gostam de organizar 
grupos do mesmo sexo. As meninas pensam mais em namoro que os meninos. Ocasio propcia para aconselhamento; evite classes mistas. Adoram heris e so perfeccionistas. 
Odeiam fraquezas pessoais. Gostam de ter responsabilidades. Rebelam-se contra a autoridade. Seja um guia, um lder e no um ditador. Sempre pea sugesto  classe, 
mas no de maneira que demonstre insegurana. Crie um ambiente de liberdade, mas controlado por voc.

Emocionalmente 

So instveis emocionalmente. O desequilbrio  demonstrado em todas as ocasies: so alegres ou fechados demais; mostram amizade em excesso e, de repente, voltam-se 
contra o melhor amigo. Ora esto calmos; ora preocupados, e assim por diante. Seja amigo constante, sincero e que inspire confiana e segurana. No gostam de manifestaes 
de afeto. Evite abraar ou colocar a mo nos seus ombros. Ame-os no com palavras e gestos, mas de verdade. So dados a valentias, pois gostam de participar de coisas 
empolgantes. Mostre que muitas vezes  melhor fugir de um perigo intil do que enfrent-lo e sofrer conseqncias graves. So sensveis ao desprezo,  falta de amor 
e  hipocrisia. Fale de Cristo e leve-os a viver Cristo.

Espiritualmente

Eles possuem padres elevados para si mesmos. Reconhecem o pecado como algo que desagrada a Deus e a si mesmos. Tm fome de Deus. Sua f  simples e sua cabea est 
cheia de dvidas sobre a Bblia. Gostam de encontrar resposta por si mesmos na Bblia. Esto comeando a compreender melhor os simbolismos. Querem a Cristo como 
Salvador e Senhor.

O QUE E COMO ENSINAR AOS PR-ADOLESCENTES

Tenha um programa ativo, envolvendo-os ao mximo em alguma atividade onde possam usar as suas foras. D-lhes oportunidade de pensarem, perguntarem e se expressarem. 
Encoraje e motive a memorizao de versculos, hinos e fatos bblicos. Ensine-lhes cronologia e geografia bblica. Use mapas e grficos em seu ensino. Encoraje-os 
a ter passatempos teis. Ensine-os a escolher boa literatura; ajude-os na formao de bons hbitos de leitura; apresente a Bblia como sendo o melhor livro que existe. 
Apresente histrias de heris bblicos e tambm de outros como: Carey, Simonton, Jos Manoel da Conceio, Robert e Sarah Kalley, etc. Ser bom, algumas vezes, levar 
 classe missionrios que esto na obra e cujas experincias sirvam para despert-los para o servio do Senhor.

Promova reunies sociais e passeios para a classe, com o intuito de preencher as necessidades sociais deles, dentro de um ambiente cristo. Aproveite para motivar 
a classe a estudar a lio da escola dominical, atravs de uma competio no individual, mas entre grupos. Deve tomar muito cuidado para que o esprito de "s os 
do meu grupo" no leve  marginalizao de outros de fora do grupo. Ensine-lhes padres bblicos atravs de princpios bblicos. D-lhes oportunidades de acordo 
com as suas capacidades e gostos. E como gostam de humorismo, ensine-os a cultivar o humorismo so e evitar o mal.

Explique-lhes o valor do sangue de Cristo (1 Jo 1.9). Proporcione oportunidades de conhecerem melhor a Deus. Desafie-os a orar, fazendo pedidos especficos e, pela 
resposta de Deus, vo saber da realidade de Deus e Sua atuao hoje na vida diria. Envolva-os em diversos ministrios e responda a todas as perguntas de maneira 
simples e objetiva. Oferea-lhes as ferramentas prprias para descobrir solues para seus problemas; por exemplo, um mtodo de estudo bblico. Use simbolismo, mas 
certifique-se de que esto entendendo. Leve-os aos ps do Salvador e ajude-os a entender a importncia de colocar a Cristo como lder de suas vidas. Nessa fase o 
professor deve nutri-los, mais do que lanar desafio aps desafio, pois, como disse algum, "O que o indivduo aprende na idade de 10 a 12 anos leva consigo at 
o tmulo". 

AS CARACTERSTICAS DOS ADOLESCENTES

Queremos apresentar-lhe uns indivduos suspeitos, desajeitados, problemticos, rebeldes e inconstantes, que freqentam a nossa escola dominical: so os adolescentes.

Creio que ningum apresentaria uma pessoa dessa maneira, mas quantos j pensaram nestes termos, ao depararem com os alunos na faixa de idade entre 13 e 16 anos, 
que mal respondem ao seu to cordial "bom dia"?

Por que agem dessa maneira? A causa  terem descoberto a existncia de dois mundos: um, que  o seu, interior, e outro, exterior, o mundo dos adultos. Sentem o peso 
e a presso vindos tanto de dentro de si quanto do mundo exterior. Na tentativa de se adaptarem a esses dois mundos to conflitantes entre si  que surge a rebelio, 
que pode ser expressa de vrias maneiras. Voc ter mais condies de ajud-los, conhecendo-os melhor.

Fisicamente
Esto se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar muito bem dispostos quanto no querendo fazer absolutamente nada. O adolescente  desajeitado por causa da 
sbita transformao fsica. Seja paciente e procure compreender seus atos abrutalhados. Sua voz est mudando. Principalmente a do rapaz. No o embarace pedindo 
que declame ou cante diante da igreja, pois sua voz pode mudar de tom vrias vezes e ele teme o vexame.
Freqentemente, a razo pela qual um adolescente no quer ir  escola dominical so as espinhas que, para seu tormento, comeam a surgir e enfear seu rosto.
Pea a Deus discernimento para descobrir as causas dos problemas do adolescente, pois estes algumas vezes parecem tolos aos olhos dos adultos, mas so terrveis 
para ele.

Mentalmente

Sua capacidade de raciocnio est se desenvolvendo e ele est em busca de novidades. Sua imaginao adquiriu mais vida e recebe sugestes at demais! Quer saber 
para que serve o que est fazendo. Por exemplo, a memorizao de versculos. 

Socialmente 

Quer ser adulto e independente e pertencer a uma comunidade. Gosta de grupos fechados. Mostre-lhe a alegria que temos em poder pertencer a Cristo, pois Ele nos possibilita 
uma comunho genuna com outros cristos. Faa-o sentir que  querido pela sua classe, que voc o considera importante e que sua ausncia  sentida por todos. Pouco 
vai adiantar convenc-lo de que os crentes so melhores do que os seus amigos do mundo, ou explicar-lhe as vantagens de freqentar a escola dominical. O que realmente 
o prender ao meio evanglico ser a certeza de que  realmente querido e que a sua opinio  ouvida e valorizada. 

Fica encabulado com facilidade e tem conscincia de seus problemas. Mostre-lhe que outras pessoas tm os mesmos problemas, mas que a vitria  pessoal. Incentive-o 
a ter Cristo como o seu melhor amigo. Ele cultua heris mais sofisticados. s vezes sonha que  campeo de Frmula 1 correndo nas pistas internacionais; em outras 
fala, anda e age como o gal que viu "naquele filme". Quando se sente frustrado por no poder comprar "aquela mota" ou qualquer outra coisa, tem desejo de ser rico, 
rico... riqussimo.  profundamente leal ao seu grupo. Incentive-o a ser leal tambm  sua escola, igreja, grupo de amigos evanglicos, famlia, etc. Tem interesse 
pelo sexo oposto. Providencie reunies sociais mistas.  sempre bom ter comes e bebes nessas reunies, pois nessa fase de crescimento o adolescente sente muita necessidade 
de comer.

Emocionalmente

Seus sentimentos so inconstantes e suas emoes so intensas. 

Espiritualmente
Est pronto para a salvao. Quer uma f que seja prtica. Est cheio de dvidas sobre o cristianismo. Quer fazer algo e est procurando um ideal. Aproveite suas 
aptides, aps um bom treinamento.

O QUE E COMO ENSINAR AOS ADOLESCENTES

Varie os mtodos de instruo para manter o nvel de interesse. Faa com que participem ativamente da aula. Ajude seu aluno adolescente a descobrir verdades bblicas 
por si prprio, deixando-o procur-las na classe e em casa. Aproveite a imaginao deles para dar colorido aos textos bblicos. Estimule-os a contribuir com idias 
e sugestes. Recomende-lhes bons livros evanglicos e traga preletores cristos para falar sobre sexo e drogas, pois a curiosidade  tamanha nessas reas que muitos 
vo querer conhecer mais sobre o assunto atravs de livros ou colegas, caso a igreja no a satisfaa. Quando responder perguntas, explicar ou aconselhar sobre sexo, 
d respostas corretas e sinceras, sem dar a impresso de que o sexo  algo sujo ou proibido. Esteja atento para descobrir por que seu aluno est fazendo aquela pergunta. 
Tenha sempre ilustraes prticas, claras e reais em mente, para que ele no venha a pensar que  a primeira pessoa a lhe fazer pergunta sobre o assunto e que voc 
est embaraado...

Nunca o mande fazer algo sem explicar-lhe o seu objetivo; inculca em sua mente o poder da Palavra de Deus na vida prtica. Cristo venceu a tentao usando versos 
bblicos. O Salmo 119.9 seria um bom versculo para memorizarem. Tenha o cuidado de no dar aulas em um nvel inferior quele em que o adolescente se encontra. Delegue 
responsabilidades, ensine-o a respeitar os pais e outros adultos em geral. No indague insistentemente quando lhe delegar responsabilidades. Saiba perguntar sobre 
o andamento do projeto e, se for preciso, d sugestes prticas, sem contudo fazer imposies. Ele detesta ser mandado por adultos.

Procure conduzir seus pensamentos em direo a Cristo. Tenha o cuidado para no dar a idia de que o apstolo Paulo foi melhor do que Cristo ou que Paulo era to 
perfeito quanto Cristo. Apresente o evangelho de maneira positiva. Seja um professor equilibrado. Tenha calma quando for aconselh-lo. Dirija seus pensamentos para 
Cristo. Explique-lhe a importncia de se ter autocontrole. 
Leve-o a Cristo. Caso seja crente, ajude-o no seu crescimento, ensinando-lhe as coisas bsicas da vida crist: orao, hora devocional, estudos bblicos... Aplique 
as verdades bblicas  vida de cada aluno. Faa sempre uma aplicao geral e outra especfica, usando perguntas: como voc pode aplicar isto  sua vida diria? Por 
que isto  importante? Esta verdade vai fazer alguma diferena em sua vida? D-lhes oportunidades de fazerem perguntas. Responda sempre apontando os princpios bblicos. 
 importante que o adolescente saiba, com suas prprias palavras, dar a razo de sua f em Cristo.

AS CARACTERSTICAS DOS JOVENS

Apesar de alguns adultos se preocuparem com a insensibilidade dos jovens para com as coisas espirituais existem muitos deles que esto ansiosos por conhecer a verdade. 
No se pode mais ignorar o fato de que os jovens se despertaram para Jesus. Mais do que nunca, eles esto interessados no s em ouvir o que Deus tem a lhes dizer 
em Sua Palavra, como tambm em praticar o que ouvem. Ser que a escola dominical os est ajudando positivamente? Est encorajando e sustentando esta onda de avivamento? 
Ser que sua vida, professor, poder motivar seus alunos a crescer? Certamente poder, se voc, em vez de levantar barreiras de preconceitos, incompreenso e indiferena, 
construir pontes de comunicao, compreenso e respeito. E o primeiro passo para isso  conhecer bem quem est do outro lado da ponte.

Fisicamente

Muitos jovens tm problemas srios na questo da auto-aceitao. Cada um gostaria de mudar alguma coisa no modo como Deus o criou. Como lder, voc deve enfatizar 
o fato de que a verdadeira beleza  a interior, que surge quando aprendemos a agradecer a Deus pela maneira como Ele nos fez. Deve tambm mostrar a diferena entre 
o julgamento de Deus e o dos homens (1 Sm 16.7).
Boa parte deles j so donos de sua vida, e por isso tem a tendncia de se descuidar da sade. Voc deve alert-los para o fato de que o corpo necessita de repouso, 
higiene e alimentao adequada.

Mentalmente

Sua capacidade de raciocnio j est bem desenvolvida. Querem ter liberdade para discutir assuntos que provoquem polmica, e os mais preferidos so os de ordem mundial, 
filosfica e ideolgica. Gostam tambm de conversar sobre pessoas do sexo oposto. Sentem necessidade de conversar sobre assuntos prticos que estejam relacionados 
com a sua vida e carreira. Pensam muito e fazem perguntas desejando obter respostas bem pensadas. No aceitam nada sem explicao ou motivo justo ou lgico.

Socialmente

Sentem muita necessidade de ter comunho fraternal com os irmos em Cristo. Gostam de ter contato com o sexo oposto. H perigo de o jovem ser descuidado e precipitado 
na escolha do cnjuge. A solido e a necessidade de ser amado muitas vezes levam o jovem a tomar decises que trazem conseqncias trgicas: casamento misto, gravidez 
prematura, amor livre, etc. Os jovens devem aprender a esperar em Deus, para experimentar a vontade de Deus em cada rea da sua vida, vontade que  boa, agradvel 
e perfeita. Devem se conscientizar do fato de que, se estiverem dentro do plano de Deus, nada sair errado.

Emocionalmente

Geralmente so controlados emocionalmente. J aprenderam a substituir as exploses de temperamento por demonstraes de cinismo e chacota. Muitos, porm, tm dificuldade 
em controlar as emoes. 
Espiritualmente

Eles gostariam que a igreja, ao invs de ser uma organizao com regrinhas para serem cumpridas, funcionasse como um organismo vivo e atendesse mais diretamente 
s suas necessidades pessoais. Almejam ver funcionando na prtica muitos dos princpios bblicos pregados do plpito, tais como: amor, compreenso, respeito, etc. 
Esto interessados em dar uma resposta mais adequada e menos mstica, quando questionados a respeito de sua f.

O QUE E COMO ENSINAR AOS JOVENS

Geralmente os jovens tm problemas com a mente. O professor poder ajud-los nesta rea recomendando a memorizao de versculos (como por exemplo o Salmo 119.11) 
e a meditao neles durante o dia, a fim de se apropriarem do ensinamento aprendido. Em orao particular devem colocar diante do Senhor suas dificuldades nesta 
rea e o desejo sincero de uma renovao mental (Rm 12.1,2).

Os jovens tm muitas dvidas quanto  sua vocao, a escolha da cara metade e a vontade de Deus. O professor deve procurar relacionar Cristo aos problemas da vida 
usando tpicos como: "O que  servio cristo?", "O que  consagrao verdadeira?", "O casamento do ponto-de-vista de Deus", "Como Deus revela sua vontade", etc. 
Uma experincia pessoal do professor, contada com sinceridade e amor, vale muito mais do que muitos princpios de teoria.

O professor deve ensin-los o que  verdadeiro e bblico, para evitar a formao de conceitos falsos acerca do carter cristo.  necessrio gastar bastante tempo 
com eles estudando sobre o Corpo de Cristo e seus aspectos prticos: unidade da Igreja, diversidade dos membros atravs dos dons e a interdependncia dos membros. 
O ideal seria que cada jovem pudesse descobrir seu dom especfico, o seu ministrio e como atuar nele. Assim evitaria gastar o resto da vida em atividades e lugar 
no determinados pelo Senhor.

A CLASSE DE ADULTOS

Os adultos tambm tm necessidades mentais, sociais, emocionais e espirituais. A Igreja, como Corpo de Cristo, tem a tarefa de suprir essas necessidades. A escola 
dominical, como agncia da igreja local, pode e deve colaborar muito nesse sentido. Uma das maneiras :
Estudo bblico dinmico 

1. Desperte o interesse

Sem o interesse da pessoa no se conseguir muita coisa. Como despertar o interesse? Apresente um desafio  pessoa, pois os adultos aceitam desafios e querem ser 
desafiados com coisas que realmente sejam importantes. A maneira mais prtica  dar uma tarefa que eles tenham condies de executar.
2. Interaja

Na escola dominical deve-se dar aos alunos a chance de escolher alguns temas de maior necessidade pessoal. Exemplos: lar cristo, finanas, segunda vinda de Cristo, 
como estudar a Bblia (mtodos de estudo bblico), etc.

Estudo bblico prtico

Uma caracterstica marcante dos adultos: sabem mais do que fazem. So inimigos do trivial. Tm as preocupaes do dia-a-dia, como, por exemplo, finanas e famlia. 
Desejam servir e ser teis ao Senhor e desejam desenvolver uma filosofia crist prtica, para a vida. Falando em estudo bblico,  bom ressaltar que o professor 
deve ensinar com seriedade, dando alimento espiritual slido, pois os adultos no gostam de coisas superficiais. 

D oportunidades para as pessoas contarem suas vitrias e derrotas
Entre outras coisas, isso ajuda a satisfazer certas necessidades sociais do adulto: o desejo de companheirismo, desejo de aprovao do grupo e o senso de valor pessoal. 
Muitos enfrentam problemas quanto s relaes humanas e alguns experimentam solido. Temos necessidade de falar e de ouvir. 

No adianta querer ministrar  pessoa, com matrias, se ela no externar aquelas coisas que esto lhe causando problemas. Mas cuidado para a aula no virar um bate-papo 
sem finalidade. O uso de certas perguntas ajuda a dirigir a conversa para um fim proveitoso. Por exemplo: "O que Deus fez por voc nesta semana? Como Deus o usou 
para ajudar outras pessoas? Como voc colocou em prtica os princpios da Palavra de Deus, estudados na semana passada?".
Leve os participantes a se interessarem uns pelos outros

1. Orao mtua

Incentive cada aluno (ou participante) a orar diariamente pelos outros componentes do grupo, de maneira pessoal, citando seus nomes. Nunca devem se esquecer de orar 
pela obra missionria em geral e pelos missionrios em particular.

2. Prestao de servio e hospitalidade

O professor deve mostrar com exemplos bblicos que quando algum precisa de ajuda, o grupo todo tem a responsabilidade de se interessar e fazer alguma coisa por 
ele.
Estabelea alvos em conjunto e desafie o grupo a alcan-los
Quantas novas pessoas vo ser alcanadas nos prximos 6 meses? E no prximo ano? Quantas vo passar adiante o que esto recebendo? Para que os alunos possam edificar 
outros, eles precisam de uma edificao slida. E se voc  professor, ento esta  sua tarefa. 
(Uma adaptao de "O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos" por Josivaldo de Frana Pereira)

Parte IV
CARACTERSTICAS DE UM BOM PROFESSOR 
 As caractersticas do professor esto muito ligadas  sua personalidade e ao seu carter. 
Estas caractersticas so tambm individuais e dependem da situao e da matria.
Sugerimos que voc faa uma lista que contenha 5 (cinco) caractersticas de um bom e experiente professor. 

Geralmente os educadores esto de acordo com respeito s qualidades necessrias.
Como resultado de um seminrio, professores elaboram uma lista que contm as caractersticas (importantes) de um bom professor, a saber:

1. Conhece profundamente a matria a ser ensinada.
2. Prepara cada aula de forma especfica, identificando claramente o objetivo de cada lio e aula.
3. Explica aos alunos o objetivo da lio.
4. Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
5. Cria um ambiente agradvel para o aprendizado.
6. Gosta de trabalhar com os alunos.
7. D instrues claras e  bem organizado.
8. Apresenta o contedo da matria com modelos ou exemplos.
9. Mantm-se dentro dos limites do objetivo.
10. Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsveis quanto ao estudo.
11. Atua de maneira constante.
12.  dedicado e responsvel, exige muito de si mesmo.
13.  criativo, verstil na maneira de ensinar, possui novas idias e novos materiais.
14.  entusiasta e enrgico, porm aceita idias dos alunos.
15. Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
16.  flexvel, est sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
17. Prov oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avanados sem causar embaraos, isto , adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos 
alunos.
18. Estimula a sala de aula para que haja respeito mtuo e cooperao (lies e pesquisas em grupo).
19. Trata os alunos como indivduos.
20. Respeita as opinies dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
21. Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
22. Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
23. Tem um relacionamento amigvel com os alunos, mantendo a disciplina.
24. Coopera com os outros professores.
25. Veste-se de forma adequada.
26. Usa mtodos de ensino comprovados.
27. Continua seu desenvolvimento profissional.
28. Conhece a vida pessoal dos alunos.
29. Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

Vrias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. So eles:

1) Conhecer bem a matria.
2) Tratar os alunos como indivduos e ser amigvel.
3) Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
4) Ser exigente e manter a disciplina.
5) Manter-se dentro dos limites do objetivo.

CARACTERSTICAS DOS ALUNOS DESSES PROFESSORES

1. Demonstram conhecimento da aula.
2. Tm uma atitude amigvel uns para com os outros e para com o professor.
3. So responsveis quanto ao aprendizado.
4. Respeitam o currculo e a escola.
5. Aprendem conceitos, habilidades e atitudes conforme o currculo, segundo os resultados dos testes correspondentes.
6. Demonstram um comportamento que indica uma atitude positiva para com os outros alunos e para consigo mesmos.
7. Geralmente no existe nenhum problema de comportamento em sala de aula.
8. Aprendem muito mais e melhor.

Parte V
EDUCAO RELIGIOSA
Refletindo sobre seus benefcios 
Para a compreenso dos benefcios a serem obtidos da Educao Religiosa pela igreja local,  necessria uma compreenso das potencialidades do ser humano que est 
envolvido na sua docncia e na sua discncia. No  demais repetir que vivemos num mundo secularizado, maquinizado e despersonalizador. 

No entanto, a igreja vive, pensa e age noutra esfera: tem um objetivo espiritual, busca a vontade de Deus e o reconhecimento do ser individual.  grande inspirao 
para o servo de Deus ler na Sagrada Escritura: "... eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome", "no temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, 
tu s meu", e ainda, sobre Jesus Cristo: "as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as suas ovelhas" (Is 45.4b; 43.1b; Jo 10.3b).  a personalizao do povo 
de Deus, coisa no muito acentuada no contexto secularizado em que trabalhamos, estudamos e vivemos, quando se  apenas o nmero do CIC, do RG, ou da Conta Bancria, 
e que h de ser nfase na Igreja de Cristo. 

A pessoa humana  imagem e semelhana do Criador, e confiado lhe foi gerenciar este mundo para revitaliz-lo e faz-lo produzir sem agresses ao meio ambiente.  
um ser de possibilidades: cresce, adapta-se, pensa, reflete, cria, transforma, molda, age e interage. A esse ser pleno de possibilidades, a igreja repassa os benefcios 
da Educao Religiosa.

O papel do educador religioso est em orientar este ser humano para a vida em Cristo, guiando-o  maturidade espiritual. A afirmao de Paulo, "para mim o viver 
 Cristo" (Fl 1.21), passa a ser programa de vida, verdade de conduta, vida de f. Naturalmente, o principal agente da Educao Religiosa se torna a igreja local, 
j por ser um grupo de crescimento, j porque alguns crentes em Cristo no vem nem tm seus lares na piedade crist.

Talvez haja necessidade de despertar igrejas para essas oportunidades, possibilidades e reconhecimento de benefcios para no cairmos na triste anlise feita pelo 
Dr. Elton Trueblood, 

Houve um tempo em que uma igreja era uma comunidade corajosa e revolucionria, que estava mudando o curso da histria pela introduo de idias discordantes; hoje 
 um lugar aonde se vai e se senta em bancos confortveis, esperando pacientemente a hora de ir para casa para o almoo do domingo.

Isso porque j se chegou  concluso que tem havido pouco interesse no estudo bblico, e assim so poucos os membros da igreja afeitos  leitura profunda ou ao estudo 
sistemtico da Palavra de Deus. 

Por outro lado, com exceo das Sociedades Femininas, possivelmente, em geral as organizaes esto em crise, sendo, ainda um pouco difcil encontrar professores 
consagrados e dispostos a dedicar tempo ao preparo de suas aulas, e ao contato pessoal e extraclasse com os alunos. Isso, entretanto, h de ser feito, por amor do 
prprio universo abrangido pela Educao Religiosa (crianas, jovens, adultos, cf. 1Jo 2.12-14). 

Ora, crentes em Cristo tm os pecados "perdoados por amor do seu nome" (v. 12), conhecem o Pai e "aquele que  desde o princpio"(vv. 14a, 13a), j venceram o Maligno 
(v. 13b), so fortes e retm a palavra de Deus (v. 14b). Com vistas a esses, a recomendao expressa do Senhor, 
"ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado" (Mt 28.20a), e  por isso que "perseveravam na doutrina dos apstolos" (At 2.42a).

PRIMEIROS BENEFCIOS

Na Igreja-dos-primeiros-dias, quatro atividades de Educao Religiosa se destacavam.  conferir no livro dos Atos (2.41-47; 5.42).


O Culto

A primeira delas o Culto (cf. 2.42a). Efsios 5.19-21 e Colossenses 3.16b so claros em apresentar os elementos que compem o culto cristo: os hinos de louvor, 
as oraes, a proclamao e ensino, e o servio. A adorao h de ser pessoal (Rm 12.1) e coletiva (Ex 12.26). Na adorao reconhecemos nossa indignidade, e o sacrifcio 
redentor de Jesus Cristo; buscamos conhecer a vontade de Deus para poder servi-Lo com todas as veras do nosso esprito. Na atividade de culto, o testemunho se faz 
atuante aos no-crentes, aos adversrios, ao que tm impedimentos fsicos, e isso por mtodos os mais variados, pois o evangelho deve ser sempre atual falando s 
pessoas quando e onde elas esto e como esto num testemunho relevante e inteligvel, tomando-se cuidado com o que j foi chamado jocosamente de "linguagem de Cana", 
o jargo religioso que o descrente pode no entender, e no ter igualmente sentido para as crianas. Algo assim como: "entregue seu corao a Jesus" ("como  que 
eu fao para arrancar e dar a ele?" perguntou uma criana), "... voc est perdido" (de qu?), "... voc precisa ser salvo" (de qu?), e outros tantos.

Se o culto  o relacionamento consciente da congregao com Deus, quem o cria e o faz de modo consciente  a Educao Religiosa (cf. Ec. 12.26).

O Testemunho

Deve comear com o ser humano como imagem de Deus. Esse  um ensino repassado pela Escritura (Gn 1.26; Ef 4.24; 1Co 11.7). Deve falar da queda e do pecado, e enfatizar 
a libertao da vida de pecado e a nova vida em Cristo. Afinal, a Educao Religiosa ressalta que no culto estamos como uma coletividade de pecadores salvos que 
confessam seu pecado e o perdo trazido por Cristo. Ensina que culto  ao. Da parte de Deus que nos agracia com bnos escolhidas por causa de nosso ato de f, 
e de nossa parte que lhe obedecemos porque nele confiamos. 

A experincia de estar com a congregao em culto  pedaggica porque temos uma experincia viva do povo de Deus na histria; crianas, jovens e adultos se vm como 
membros da mesma comunidade que cultua.  preciso crer na famlia que adora a deus unida quando cada culto se torna uma experincia de adorao e educao.

A Comunho

Cantamos dizendo uma verdade bblica: que "benditos laos so os do fraterno amor" porque Jesus Cristo  o filtro de nossos relacionamentos. Assim, nas relaes 
conjugais, familiares, de trabalho, sociais ou eclesisticas  o que deve ocorrer. Em tudo, Cristo  o parmetro, o meio de aferio e o elo de unio.  atestar 
com declaraes como as encontradas em Efsios 5.22, 25; 6.1,4,5,9, pois "tende em vs aquele sentimento que houve tambm em Cristo Jesus" (Fl 2.5), visto que nossa 
comunho est marcada pelo seu sangue (1Jo 1.6,7). 

No Novo Testamento, o sentido de comunho no era caf-com-bolinhos, e sim o de Atos 4.32,34,35. O senso de pertencer, de ser-um-com-os-outros, de amar e ser amado 
 uma das mais extraordinrias experincias da vida crist (cf. 1Jo 4.19-21). Assim, a educao religiosa nos d o reconhecimento do nivelamento que o evangelho 
d a pessoas de classes sociais, raas ou idades diferentes. Atravs da comunho, relacionamentos quebrados so curados e fortalecidos. E isso no  sociabilidade, 
mas o reconhecimento que pela graa somos salvos, alimentados pela educao na f porque Cristo estabeleceu para a igreja o "ensinando a guardar".

A Capacitao

O prximo passo  o do ensino, a capacitao e treinamento do povo de Deus para a misso divina. So os novos crentes, a liderana da igreja, os grupos especiais. 
Afinal, a igreja no lida com coisas, mas com pessoas, o que significa que sua tarefa  produzir gente de boa qualidade. H registro de que o poeta W.H. Davies conversava 
com um garotinho e lhe teria perguntado, "que  que voc vai ser quando crescer?" Naturalmente esperava que dissesse "bombeiro", "mdico", ou outra profisso fascinante. 
O menino respondeu, "Que eu vou ser quando crescer?" Pelo seu tom de voz, a pergunta de Davies parecia ter sido boba. E completou, "vou ser um homem grande!"  mesmo! 
O final do crescimento  ser adulto, e isso vale na vida crist.

Nosso trabalho  produzir jovens que saibam o que crem, e que possam declarar sua f no esprito de 1Pedro 3.15. Para que isso acontea, haveremos de enfatizar 
o estudo sistemtico, dialgico da Palavra Santa, ou seja, no dizer o que se deve crer, mas ajud-los a descobrir por eles mesmos; que sejam moas e rapazes de 
princpios justos e valores perfeitos; leais  Igreja de Jesus Cristo,  sua denominao, e  sua igreja local; jovens profundamente conscientes do seu papel no 
mundo, mostrando-lhe o que faz diferena na vida para eles expressa na simples expresso, "em Cristo".

O Servio

A igreja de Jerusalm tinha uma expresso de Servio. Que a igreja nunca seja condenada por sequer pensar, ".. sou eu o guarda do meu irmo ?" (Gn 4.9b), porque 
a resposta ser "Sim",  luz das advertncias bblicas (cf. 1Co 12.25; Gl 6.2; 1Tm 5.8). Cada crente em Jesus Cristo tem recursos para cuidar, zelar, fazer crescer 
como participante do Corpo de Cristo com os dons que o Esprito Santo distribuiu soberanamente (cf. 1Co12.6-11). A Educao Religiosa, a educao na doutrina bblica 
e na prtica crist, h de tornar compreendidos esses dons, ao tempo, que, abrindo os olhos espirituais, capacita com o treinamento o crente.  a que compreendemos 
que "sim, somos o guarda do nosso irmo!"

Por a se demonstra que o cuidado pastoral  responsabilidade de toda igreja como comunidade teraputica liderada pelo seu pastor. Na profecia do Antigo Testamento 
est declarado que, "como pastor ele apascentar o seu rebanho" (Is 40.11a); na ordem aos apstolos, "pastoreia as minhas ovelhas" (Jo 21.16); na palavra aos pastores, 
"apascentai o rebanho de Deus, que est entre vs" (1Pe 5.2-4); e a todos os crentes, "... que os membros tenham igual cuidado uns dos outros" (1Co 12.25b). Cuidado 
pastoral  um encontro pessoal em amor, e uma possibilidade para cada crente, pois h muita coisa que se faz como crente e no se percebe que  puro cuidado pastoral, 
como a visita de um crente a outro que mais que social  pastoral.

MAIS BENEFCIOS

Os benefcios esto nos prprios objetivos da Educao Religiosa: 

No que se promove uma conscincia de Deus como uma realidade na experincia humana, e um sentido de relacionamento pessoal com Ele; 
no que se procura desenvolver esse entendimento e apreciao da pessoa, da vida e dos ensinos de Jesus Cristo que leve o crente a ser leal ao Mestre e a sua causa, 
manifestando em seu dia-a-dia uma viso do mundo dominado pelo evangelho; 
no que se interpreta a vida e o mundo do ponto de vista evanglico, vendo neles o propsito e plano de Deus; 
no que se desenvolve uma apreciao do significado e importncia da famlia crist e se participa e contribui para a construo de famlias fortes que resultem em 
igrejas fortes; 
no que se promovem as misses cujo esprito no pode ser transmitido a outros a no ser por aqueles que o possuem; 
na educao para a liberdade, para o amor, para o senso cristo do acontecimento e para o amor pessoal de Jesus Cristo e por Jesus Cristo; 
para o entendimento da chamada de Abrao, de Moiss, de Isaas, de Andr e Simo, mas tambm a de Carlinhos, de Rosa Maria, do irmo Joo de Sousa, da Profa Julieta 
Amaral, do Dr. Henrique Pessoa; da compreenso, at, dos fracassos como meio de aprofundar a dependncia de Deus.

Naturalmente os objetivos pra surtir os benefcios esperados precisam ser graduados, e, ao dividirmos os grupos de acordo com a faixa etria, estamos dizendo que 
a compreenso crist depende principalmente da idade da pessoa atendida. Compreende-se, no entanto, a possibilidade de alternativas, como a diviso de atividades 
por centros de interesse a partir dos adolescentes, quando estes, mais os jovens e os adultos se reuniriam em torno de um centro de ateno para um estudo ou prtica 
inter-etria (evangelismo, msica, capacitao da liderana, etc.). Os referidos centros de interesse devem funcionar concomitantemente. Da, j se chega a mais 
um benefcio que  a realimentao (feedback) do sistema eclesistico pela interao de seus membros, visto que a igreja deve ser olhada e analisada atravs de uma 
viso sistmica. Nessa comunidade de participao, crianas, adolescentes, jovens, adultos e idosos, mulheres e homens, ovelhas e pastores, solteiros e casados, 
cada um enriquece o outro, e aprende a participar da criao e manuteno de uma igreja mais humana, mais prxima ao Esprito de Jesus Cristo e mais libertadora.

Ento, um benefcio certo  a "opo pelo servio", no qual a f ativar a inteligncia, a esperana animar a vida afetiva e o amor essencializar a vontade, pois 
no explicitou Paulo que "todas as vossas obras sejam feitas em amor" (1Co 16.14)? E "de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas" (2Co 
12.15a)? Tudo isso num senso crescente do deus Vivo, do apoiar-se em Deus, do Deus-em-nosso-meio, do Emanuel!

E PARA CONCLUIR...

O que quer que acontea na igreja  pedaggico, e essa ao pedaggica h de ajudar o crente a pensar, e gui-lo a uma perspectiva diferente de si, dos outros, dos 
horizontes. Embora a f se tenha tornado difcil neste mundo de pensamento lgico e materializado, nosso povo anseia pela vida de f com Deus, e a reside o propsito 
central da educao religiosa: ser um fator de participao e de liderana de mudanas nos envolvimentos do ser humano em suas interrelaes. A igreja, por isso, 
deve se tornar um centro de convivncia, ou no dizer de Miller, "a igreja local  onde nos tornamos conscientes do comeo de nosso sustento na vida crist" (p. 194).

Para benefcios ainda maiores, deve-se dar nfase plena  lealdade  igreja onde se  membro, onde havemos de crescer com ela, de com ela nos alegrar, chorar, e 
nessa era de ignorncia da Palavra de Deus, de incerteza do dia seguinte, de pessimismo diante das coisas, de temor do futuro, o crente em Cristo continuar a receber 
os vitalizadores benefcios da orientao segura, existencialmente correta da Escritura Sagrada na Educao Religiosa.

FONTES PRIMRIAS
BARCLAY, William. Fishers of Men. Philadelphia, Westminster, 1966.
KHOOBYAR, Helen. Facing Adult Problems in Christian Education. Philadelphia, Westminster, 1963.
MELY, Rafael Garca. Filosofia de la Tarea Educadora de la Iglesia. Em: Educacin Cristiana. Ano XXIII, no 93 (1968), pp. 23-28.
MILLER, Randolph Crump. Christian Nurture and the Church. NY, Charles Scribner's Sons, 1961.
PAGURA, Federico J. Elaborando un Programa Completo para la Iglesia Local. Em: Educacin Cristiana Ano XXIII, no 93 (1968), pp. 19-21.
WIENCKE, Gustav K. (Org.). Christian Education in a Secular Society. Philadelphia, Fortress, 1970.
WIENER, Norbert. Ciberntica e Sociedade, 3 ed. So Paulo, Cultrix,. 1970. Trad. J. P. Paes.

Parte VI
ERRO RELIGIOSO 
 "Jesus, porm, lhes respondeu: Errais no conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mt 22.29)

Um tpico caso de erro em assunto de vida espiritual  o narrado em Mateus 22.23-33. Os saduceus, membros de um grupo religioso de alta influncia poltica entre 
os antigos israelitas, no criam na ressurreio. A capciosa pergunta feita a Jesus tinha como propsito test-Lo, desacredit-Lo ou brincar com Ele.

O erro dos saduceus foi pensar na vida do Alm em termos terrenos, e na eternidade em termos de plenitude e de novas e superiores relaes que vo transcender numa 
intensidade infinita as relaes fscas do tempo.

No vamos comentar o fato de ressurreio dos corpos, mas a declarao de Jesus Cristo, que  de atualidade e pertinncia sem igual, "Jesus, porm, lhes respondeu: 
Errais no conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mt 22. 29), e que nos aponta a fonte de descrena, ceticismo, desconfiana e erro religioso: a falta de 
conhecimento das escrituras e a falta de experincia espiritual.

O DESCONHECIMENTO DAS ESCRITURAS

Sem a Palavra de Deus, as pessoas humanas esto nas trevas: "Lmpada para os meus ps  a tua palavra, e luz para o meu caminho" ( Sl 119.105, cf. Jr 10.23). O telogo 
suio Karl Barth afirmou com muita propriedade:

"Na Bblia sempre encontramos aquilo que procuramos: coisas grandiosas e divina, se coisas divinas e grandiosas queremos encontrar; aspectos importantes e histricos, 
se o que nos interessa  o que  histrico e importante... Os que tm fome nela encontraro com que se saciar... Existe na Bblia um mundo novo: o de Deus".

Sem entendimento das Escrituras, cai-se na apostasia nas suas mais variadas manifestaes:

 Religio Formalista. "Agora, porm que j conheceis a Deus, ou, melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos 
quais de novo quereis servir?" (Gl 4.9).

No caso dos glatas, era o formalismo da religio judaica.  o caso do Cristianismo superficial de tanta gente:

 Pecado e Indiferena. "E, por se multiplicar a iniqidade, o amor de muitos esfriar" (Mt 24.12).

Por que haveria algum de abrir a Bblia e l-la? Simples curiosidade, curiosidade intelectual, interesse de saber em que consiste a f evanglica, interesse no 
significado do ser humano so respostas possveis. Ns buscamos a Bblia para que Deus nos fale; 

 Perda de Entusiasmo Espiritual. "Tenho, porm, contra ti que deixaste o teu primeiro amor" (Ap 2.4).

O Livro de Apocalipse fala "no primeiro amor". Que ? A esperana e a segurana da f, a comunho dos salvos na Igreja de Cristo, o esprito de evangelismo que deve 
caracterizar o testemunho. A perda de entusiasmo espiritual leva  queda na f.  at possvel que se seja leitor regular da Bblia e falhe em ver as novas lies 
que Deus quer ensinar atravs dela.

Um psicanalista evanglico suio, Oskar Pfister, acentua, "dize-me o que encontras na Bblia e eu te direi quem s". Afinal, a Escritura Sagrada tem por objetivo 
iluminar o esprito (Sl 119.130), produzir a f (Jo 20.30, 31), e alimentar a vida espiritual (Mt 4.4). O carter nico da Bblia est resumido em Joo 20.31: "Estes, 
porm, esto escritos para que creiais que Jesus  o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".

Sim; "Errais no conhecendo as Escrituras".  interessante o ensino prtico da Bblia e como influi na vida de uma nao. Pimentel de Carvalho nos assegura que o 
Livro Santo:

(1) ensina os pais a instruirem seus filhos (Pr 22.6); (2) ensina os empregados a trabalhar honestamente (1Tm 6.1); (3) ensina os industriais e comerciantes a pagar 
devidamente os impostos exigidos pela lei ( Rm 13.1,4,6,7); (4) ensina o povo em geral a honrar e obedecer s autoridades (Rm 13.1,2); (5) ensina a todos a colaborar 
com o governo, orando pelos governantes a fim de que Deus lhes d uma administrao sbia e segura (1Tm 2.1-3).

O DESCONHECIMENTO DO PODER DE DEUS

Quem no conhece o poder de Deus sempre limita as Suas promessas. Abrao recebeu de Deus a promessa de ser pai de uma grande nao e ser abenoado e engrandecido. 
No entanto, ao ir para o Egito, temeu pela vida e disse que Sara, sua mulher, era to somente sua irm (Gn 12.12, 13). Sara, incluida na mesma promessa, depois de 
dez anos de espera pelo cumprimento da promessa de ter um filho, tomou uma providncia humana demais de ter um filho atravs de Agar (Gn 16.3). Moiss, ao ser convocado 
para a misso de capito do povo hebreu, comeou a colocar desculpas diante do Senhor: "Quem sou eu, para que v a Fara e tire do Egito os filhos de Israel?" (Ex 
3.11). O Senhor assegura Sua proteo, a Moiss: "No me crero, nem ouviro a minha voz, pois diro: O Senhor no te apareceu"( Ex 4.1); e ainda: "Ah, Senhor! Eu 
no sou eloqente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de lngua" (Ex 4.10); e pela quarta vez: "Ah, 
Senhor! Envia, peo-te, por mo daquele a quem tu hs de enviar" ( Ex 4.13).

"Errais no conhecendo o poder de Deus!" A criao do universo  manifestao do poder de Deus (Jo 38.4-10);  poder de Deus Sua providncia e domnio sobre todas 
as coisas (1Cr 29. 11, 12);  poder divino a salvao do ser humano;  poder de Deus a disciplina e o castigo (Dt 11.2); os milagres e sinais realizados por Jesus 
Cristo so expresso do poder divino (Lc 5.17); a ressurreio de Cristo  poder de Deus (At 2.24); o evangelho  poder de Deus:

"Porque no me envergonho do evangelho, pois,  o poder de Deus para salvao de todo aquele que cr; primeiro do judeu, e tambm do grego". (Rm 1.16).

Se  preciso conhecer o poder de Deus, e o evangelho  o poder de Deus, logo,  preciso conhecer o evangelho, que  a mensagem de que Jesus Cristo pode responder 
aos mais profundos anseios de nossa alma.

Parte VII
A ESCOLA CRIATIVA
Dicas prticas para sua escola dominical 
Eis aqui algumas dicas das professoras Cristina Mellin e Damaris Scotuzzi para dinamizar um pouco mais a sua escola dominical. Mas queremos ressaltar que so apenas 
dicas. Importantes e prticas, mas ainda assim so dicas. Meios e no fim. Nada substitui um professor bem preparado e o ensino consistente da Palavra de Deus. Veja 
meu artigo O PROFESSOR CRIATIVO neste mesmo site.

COMO MOTIVAR SEUS ALUNOS POR CRISTINA MELLIN

Motivao  interesse e vigor fsico para alcanar um objetivo ou para fazer alguma coisa. Para estudar e entender a motivao dos alunos, devemos descobrir o que 
os motiva. Exemplos:
A promessa de um dia de folga aps passar no exame foi a motivao que fez com que todos estudassem e passassem (neste caso, pode-se entender motivao como incentivo).
Fala-se tambm que aquilo que o professor fala, o que faz, como apresenta a aula, pode e deve ser motivador ou causar motivao.

MOTIVAO = vigor fsico + interesse + objetivo ou enfoque

O aluno motivado  o aluno que presta ateno, faz o trabalho, participa nas atividades da classe, quer saber mais e, geralmente, no causa problemas. O contrrio 
de motivao  apatia, preguia ou falta de interesse.
A motivao  importante no ensino porque leva o aluno a responder. Ela desperta curiosidade e provoca respostas, as quais daro oportunidade para serem premiadas 
e mudar o comportamento do aluno, seja nos estudos ou em outras atividades. O aluno motivado comea a participar, envolver-se e aprender mais.

Gostaramos de enfatizar a importncia da motivao com respeito  disciplina. Uma classe onde os alunos esto motivados a aprender e a participar  uma classe de 
poucos problemas de disciplina. A motivao  uma chave importante para um ensino melhor e para manter a disciplina.

FATORES DA MOTIVAO
Distinguem-se seis fatores essenciais de Motivao:
Nvel de antecipao ou tenso: o aluno bem sucedido geralmente  aquele que se preocupa. O professor deve planejar dar responsabilidade aos alunos, dar oportunidades 
e desafi-los a mudarem de comportamento e aprenderem melhor.
Interesse individual pelos alunos: o professor demonstra seu interesse no aprendizado e nas necessidades de cada aluno. Ele se comunica com cada um deles para conhec-los 
e ajud-los.
Tom afetivo: o professor cria um ambiente de aceitao e boa comunicao para que todos os alunos possam crescer e aprender.
Sucesso pessoal do aluno: o professor planeja possibilitar o sucesso de cada aluno, tanto para aqueles que precisam de mais desafio quanto para aqueles que precisam 
de ateno especial. 
Conhecimento de resultados:  dever do professor comunicar os resultados dos esforos (ou falta de esforo) do aluno. Somente assim ele ser motivado a melhorar.
Relao entre o reforo e a motivao para produzir e participar: reforo  um instrumento potente para mudar o comportamento. O professor deve saber como e quando 
aplic-lo no ensino e em todo o contato com os alunos.

NVEL DE ANTECIPAO OU TENSO

Refere-se ao nvel de ansiedade ou preocupao do aluno.  fato comprovado que um aluno obter melhores resultados numa prova ao sentir-se pressionado (tenso nervosa) 
do que se no sentir presso alguma. Exemplo:

Se o professor disser: "Depois desta lio vou dar um teste que vai valer nota", a maioria dos alunos ir prestar mais ateno e ir memorizar melhor a matria do 
que se o professor no disser nada.

Certa quantidade de presso ou preocupao  necessria para haver motivao para aprender. A pessoa preguiosa no ser um bom cristo, nem pastor ou professor.
A nsia sentida deve ser moderada ou poder tomar a energia necessria para estudar e aprender.
Existem tambm casos em que os alunos esto sob tanta presso que no podem trabalhar direito. Nesse caso o professor deve diminuir a tenso ou acalmar o aluno.
O professor deve conhecer seus alunos para saber em que nvel de tenso est cada um deles. Deve tambm incentivar os alunos a estudarem mais, especialmente a Bblia:

Exemplo 1:
(Matria - Introduo  Bblia):
Um professor entra e fala: "A semana passada falamos de forma geral sobre as profecias que se cumpriram. Hoje vamos verificar biblicamente que Jesus Cristo era () 
o verdadeiro Messias". 
O professor explica como isto  importante: "Vamos nos dividir em grupos de cinco e cada grupo ter como objetivo procurar no mnimo cinco profecias no Velho Testamento 
que, cumpridas por Jesus, comprovam sua identidade. Aps isso, cada grupo preparar um resumo para ser compartilhado com a classe na segunda hora do ensino". 
O professor distribui uma folha de instruo juntamente com livros e com outros recursos para realizar a pesquisa. Ele deve fazer exigncias aos alunos, impor-lhes 
responsabilidades. Isto causa presso. Tambm exige de si mesmo.

Exemplo 2:
O professor entra e fala: "Prestem ateno: na prxima semana vocs faro um teste sobre tudo o que vou falar hoje. Darei dicas indicando os pontos mais importantes, 
mas anotem tudo o que for possvel".
Em ambos os exemplos os alunos percebem a necessidade de se envolverem e prepararem-se para obter uma boa nota.

INTERESSE INDIVIDUAL

O professor deve demonstrar seu interesse por cada aluno; interesse em cada um deles como um indivduo diferente. Deve demonstrar interesse em seu sucesso, compartilhando 
sua f na capacidade de cada um. Ele faz com que eles percebam que se sua ateno  sincera, convencendo-os que est  espera de que todos aprendam e passem. Isto 
somente  possvel se o professor tiver boa vontade de dar seu tempo e se comunicar eficientemente. Esse respeito pelos alunos ser correspondido.

Outras maneiras de expressar interesse pessoal atravs do ensino:
* Mantenha contato individual atravs dos olhos.
* Mude de posio e mova-se (no fique em um s lugar).
* Use um tom de voz agradvel, expressivo e que possa ser facilmente ouvido.
* Utilize ilustraes e audiovisuais com cores e desenhos.
* Varie sua maneira de ensinar.
* Faa planos para aplicar as modalidades visual, auditiva e ttil de ensino.
* D oportunidade para os alunos usarem todas as modalidades ao se expressarem.
* Faa proviso para alunos que tenham proviso necessidades especiais, lembrando que todos somos diferentes.
D oportunidade para todos responderem.
D oportunidade para todos expressarem sucesso.
D oportunidade para discusso, debate e trabalhos em grupo.
Estas formas de incentivo ou motivao mantm o interesse dos alunos, mas, alm disso, o contedo da lio tem que ser apropriado para as suas idades. Por natureza, 
o contedo da lio nem sempre  interessante para os alunos, porm  dever do professor criar uma aula interessante. Para cumprir com este dever o professor precisa 
conhecer muito bem seus alunos e diversificar suas estratgias de ensino.
Freqentemente considera-se que interesse e motivao sejam similares. Se uma pessoa se interessar por um trabalho, vai estar mais motivada a complet-lo. No entanto, 
somente interesse no  suficiente,  preciso realizar o objetivo.
Todos os aspectos de motivao influem no desenvolvimento do interesse. Outras variveis includas so a personalidade do aluno e o contedo apresentado.

TOM AFETIVO OU SENSIBILIDADE DO PROFESSOR PARA COM OS ALUNOS (clima da sala de aula)

O afeto do professor, a sua sensibilidade e a maneira de se comunicar vo influenciar o modo de agir dos alunos. Se o professor se expressa de forma agradvel ou 
de forma dura, criar mais motivao no aluno do que um ambiente neutro. Contudo, tal expresso deve ser moderada; nem amigvel demais, nem exageradamente dura. 
O afeto refere-se a atitudes e sentimentos expressados ou presentes no ambiente.
Sua maneira de ser, atuar e falar  muito significativa. O professor pode ser frio, distante, desinteressado ou pode ser alegre, amvel e se interessar pessoal e 
individualmente pelos alunos. Tambm a sala pode ser fria, sem nenhuma decorao, ou pode ter avisos, quadros, plantas, animais e trabalhos artsticos. Isto vai 
afetar os sentimentos e atitudes dos alunos.
Um ambiente frio e triste no produz motivao para aprender. A sala deve ter cores e decoraes para criar um ambiente de aceitao. Em uma classe crist h muitas 
oportunidades de ilustrar a vida de Jesus e a vida de um cristo.

Por "tom afetivo" no devemos entender que o professor deva se comportar como um aluno, ou que no exija respeito. Voc pode ser muito amvel e at amigvel, sem 
se pr a brincar com eles.

SUCESSO (xito)

O aluno deve sentir e saber que est obtendo sucesso para querer continuar. O professor tem a responsabilidade de ensinar. Isso significa mudar a condio do aluno 
para que ele melhore o seu nvel de conhecimento.
O aluno tem que se esforar de acordo com o grau de dificuldade. Na realidade, o grau de esforo individual do aluno est muito ligado  motivao que ele experimenta 
na aula.
O ensino no deve ser difcil demais nem fcil demais. Deve ser de valor para o aluno. Deve-se ensinar alguma coisa nova e que seja fcil de entender.
Alguns alunos no aprendem por causa de suas atitudes. Geralmente isso reflete um problema pessoal que, por sua vez, tende a refletir um problema familiar.  responsabilidade 
do professor mudar a atitude negativa (no produtiva) dando muitas oportunidades para que este aluno tenha xito no que faz. Pode designar trabalhos mais curtos 
e em seu nvel de compreenso. Deve premi-lo pelas coisas que pode fazer bem.  importante que ele aprenda a gostar de aprender e da escola, seno no ter motivao 
para aprender. A atitude do estudante para consigo mesmo  muito importante, ele tem que saber que pode aprender (com a ajuda de Jesus). Muitas das atitudes negativas, 
como a falta de motivao e outros problemas, simplesmente desaparecem quando o aluno recebe a Jesus.

CONHECIMENTO DE RESULTADOS
 importante para o aluno saber que os seus esforos so recompensados. O professor deve corrigir e devolver os trabalhos com comentrios, sempre que possvel. O 
aluno tambm precisa saber em que precisa melhorar para passar. S saber se passou ou no aps terminar o curso no d motivao nem oportunidade para melhorar a 
nota durante o curso. 
O aluno precisa saber se as suas respostas esto corretas ou no.
O conhecimento deve ser claro.
A informao deve ser dada imediatamente aps cada trabalho ou teste, ou o mais rpido possvel.
O professor deve se comunicar com os alunos depois da aula com regularidade. Pode falar com quatro ou cinco deles aps cada aula, mostrando suas respectivas notas, 
falando a respeito dos trabalhos e como eles podero melhorar.
Deve tambm dar testes regularmente para ampliar o conhecimento deles e abrir oportunidade para ajudar, comeando na primeira parte do curso.

RELAO ENTRE REFORO E MOTIVAO

O reforo deve vir imediatamente aps uma atividade. Para criar motivao reforce a ao certa. Logo a pessoa vai repeti-la. Exemplo:
Se Joo bate o pnalti e faz gol e todos os seus companheiros o abraam e gritam de felicidade, Joo certamente vai tentar fazer outros gols. Porm, se todos continuam 
sem dar ateno a Joo, certamente ele no vai se esforar muito na prxima vez.
O professor deve premiar ou recompensar o aluno quando ele fizer alguma coisa boa. O aluno, pouco a pouco, descobre que quando sua atitude  boa (faz bom trabalho 
ou esfora-se para aprender) acaba recebendo a aprovao de outros alunos e do professor. O uso de reforo cria motivao no aluno.

MOTIVAO TEM DINMICA

Cada ao do professor causa uma reao no aluno.
* O professor deve decidir qual ao ir usar para obter a reao que ele quer do aluno.
* O professor muda os reforos do ambiente para motivar os alunos (deve criar grupos, mudar de atividades, etc.).
* O professor deve criar e trazer materiais para motivar.
* O professor conhece seus alunos e os reforos aos quais eles respondem, por isso, usar reforo individualmente e em grupo.
* O entusiasmo do professor faz parte do ensino.
Podemos definir motivao de muitas maneiras, embora nunca esteja ausente a dinmica: a motivao  criada pela maneira de ser e agir do professor. A motivao vem 
do ambiente, dos livros, dos materiais e de outros alunos. Tambm cada aluno traz uma motivao prpria que precisa ser dirigida e nutrida. A motivao  uma chave 
importante para ter disciplina na classe. (O significado de disciplina  ordem ou comportamento ordenado e correto. No estamos falando de castigo.)
* O professor deve motivar seus alunos conforme temos indicado. Quando o aluno est incentivado para aprender uma coisa especfica, seu comportamento  correto. 
Ele se concentra no ensino ou no trabalho, sua ateno  dirigida e ele no se interessa mais por atrapalhar a aula ou comportar-se mal.
Nem sempre todo aluno vai responder ao reforo do professor e nem sempre vai ser fcil motivar todos os alunos. s vezes, embora o professor faa tudo que est ao 
seu alcance para motivar os alunos, alguns deles no tm vontade nem curiosidade para aprender. Esperamos que isso nunca acontea em uma escola crist ou num Instituto 
Teolgico, pois presume-se que os alunos ali esto por livre vontade e chamado de Deus.

SUGESTO: Anote as idias sobre como pode fazer com que sua prxima aula seja mais interessante, mais motivadora. Escreva!

SUGESTES CRIATIVAS POR DAMARIS SCOTUZZI

Uma boa fixao do aprendizado se obtm no s com repetio, leitura, exposio sistemtica, mas com mtodos que estimulem a criatividade e o construtivismo. Isso 
 real na escola secular e na escola dominical.
Quanto mais o aluno se envolve no processo de criao e construo, maior ser o seu aproveitamento. Tem de ser algo ntimo e pessoal, que envolva de dentro para 
fora (fixao maior do aprendizado) e no s de fora para dentro (bases doutrinrias).
Fazendo um paralelo, devemos transformar carboidratos (doutrina) em energia (ao).
Fomos feitos  imagem e semelhana de Deus. O pecado nos logrou grande parte das caractersticas que herdamos de Deus.

Deus  criativo. Quando observamos a criao ainda hoje, vemos o poder de Deus e sua indescritvel criatividade e construo perfeita e equilibrada. Observando as 
invenes humanas, as famosas, domsticas e sonhadoras artes e o poder de solucionar, criar e construir, sentimos os sinais do que j foi uma semelhana plena com 
Deus. Buscar assimilao e fixao do ensino atravs do criar e construir  no mnimo um caminho certo.

OBJETIVO DA ESCOLA CRIATIVA

Criar cones de ligao. O perodo que ficamos na escola dominical  pequeno e os objetivos enormes. Seus objetivos no param em memorizao de uma avalanche de 
conhecimento bblico, mas visam mudana de hbitos, idias e comportamentos atravs da atuao do Esprito Santo e atos de observao, repetio, construo e criao.
Temos que criar ligaes que vo alm do horrio dominical.
cones so imagens fortes que se conseguem quando h total envolvimento e necessidade do objeto que o cone simboliza. Ex.: McDonald's.
Ampliar o tempo da escola dominical. Podemos conseguir isto patrocinando eventos numa gama enorme de variedades: palestras, confraternizaes, campeonatos, feiras, 
etc.

SUGESTES CRIATIVAS

A sugestes a seguir so para reforar algo que est sendo estudado de maneira sistemtica na escola dominical. Em havendo premiaes, elas sero feitas na escola 
dominical. Enfatize o patrocnio da escola dominical.
Fora do horrio da escola dominical
Feira bblica:
Envolvimento: todos os alunos.
Horrio: sbado (manh e tarde).
Local: igreja, escola pblica.
Professores desenvolvem junto  classe determinado tema bblico ou secular: drogas, arca de No, instrumentos musicais, a criao, etc. O perodo de preparao pode 
ser de um ms. 
Envolve: enfeitar a classe, confeccionar roupas adequadas ao tema com TNT (tecido no tecido), maquetes (material reciclvel), lembranas para os visitantes, balinhas 
e, conforme o tema, algum alimento. Ex.: Bodas de Can.
Programao: devocional de abertura, soltura de bales (por ex.), sorteios durante a feira, encerramento com um culto.
Obs.: Caso a feira seja feita fora das dependncias da igreja poder haver uma praa de alimentao.
Campeonato de pipas "gospel":
Envolvimento: infanto-juvenil.
Horrio: sbado pela amanh ou tarde.
Local: chcara, EMEI, CEAR.
Especial cuidado com autorizao dos pais e acidentes com fios eltricos.
Distribui-se os participantes em categoria por idade etc., que traro pipas confeccionadas por eles prprios com temas bblicos. A premiao deve seguir critrios 
como: tamanho da pipa, beleza, melhor mensagem e a mais criativa.
Servir um lanche no final e caso haja tempo e espao fsico preparar uma oficina de pipas.
A premiao deve ser feita na escola dominical para haver o "cone de ligao". Lembre-se: uma cerimnia de premiao bem preparada  marcante e nem sempre  dispendiosa.
Concurso de culinria:
Envolvimento: adolescentes e jovens.
Horrio: sexta ou sbado  noite.
Local: salo social ou casa de algum aluno.
Prepare o convite. Enfatize a ligao entre o estudo bblico dominical e a reunio. Enfeite o local, escolha os juizes e o tipo de premiao.
Os pratos preparados sero provados pelos juizes e concorrero em categorias.
Serenata:
Envolvimento: todos os alunos.
Horrio: madrugada do domingo.
Ocasio: Dia das mes, dos pais, do professor, etc.
Reunir um grupo limitado de pessoas munidas de mini-cestas de caf da manh (confeccionadas pelo prprio grupo), s 23h do sbado, e sair fazendo serenata de louvores 
nas casas pr-determinadas e entregando cestas. Com certeza o grupo homenageado ter uma escola dominical cheia de boas recordaes para contar.
Gincana total:
Envolvimento: infanto-juvenil ou adolescentes e jovens ou todos. (Dosar atividades conforme grupo envolvido)
Horrio: sbado ou feriado.
Local: igreja, emei, parque.
Incio com devocional, apresentao das regras, pontuao e premiao. Especificar horrio de entrega das tarefas (ex.: 10h do sbado at escola dominical).
Exemplos de tarefas: A classe que 1) trouxer a foto mais antiga da igreja ganha "x" pontos 2) a maior quantidade de peas de roupas ou alimentos para doao vale 
"x" pontos ou 3) algum com mais de 70 anos caracterizado de Abrao.
Possveis prmios: um almoo para a classe vencedora, um passeio, uma reforma na sala de aula ou apenas uma lembrana simblica.
Sopo:
Envolvimento: adolescentes, jovens e adultos.
Local: logradouros pblicos.
Material: sopo (pense em doaes), literatura, agasalhos, brinquedos.
Reunir o grupo, fazer devocional e partir distribuindo o sopo.
Na escola dominical permitir que dois ou trs dem testemunho a respeito.
Feira das naes:
Envolvimento: todos.
Horrio: sbado das 10h s 16h.
Ocasio: Dia do missionrio.
Montar stands (carteiras) das naes. 
Cada stand abrigar: comida tpica, participantes devidamente paramentados, informaes sobre o pas e missionrios nele (cartazes e alunos instrudos anteriormente), 
lembrancinha tpica. 
Comece com devocional, sorteie prmios durante a feira, encerre com um culto.
Boa ocasio para se levantar ofertas especficas. 
Lembre-se: toda atividade deve ter o aval de seu pastor e conselho.
Pode-se montar stand de livros e CDs.
Mini escola bblica:
Envolvimento: todos.
Horrio: um sbado por bimestre (tarde).
Uma tarde de evangelismo infantil, incentivando novas crianas a freqentar a escola dominical.
Outros: passeios diversos, teatro, almoos aps a escola dominical.
Dentro do horrio comum
Concurso de maquetes:
Envolvimento: infanto-juvenil.
Os alunos traro maquetes com temas bblicos feitas em casa. Prepare um jri, um local de exposio e uma bonita cerimnia de premiao.
Concurso de poesias e acrsticos:
Envolvimento: todos (cuidado com os critrios e categorias de julgamento).
Entrevista:
Entreviste algum de surpresa sobre algum tema que seja importante para a igreja naquele momento. Prepare um reprter (poder ser uma criana). Monte um ambiente 
de entrevistas, crie o "clima", inclusive com trilha sonora.
Escolha bem o entrevistado para alcanar objetivos.
Cafs da manh ou almoos:
Eventos que necessariamente ligam horrios so excelentes para a comunho.
Pode ser mais simples apenas caf e leite com chocolate, por vezes, algumas bolachas.
Podem homenagear algum, algum departamento da igreja ou aniversariantes do ms.
Envolva o maior nmero de pessoas possvel.
Bilhetes para serem entregues na entrada:
Devem conter a pergunta bblica por fora e o dizer "S abra se souber a resposta - seja fiel". Dentro haver um pequeno prmio: lixa de unha, pente, bala. Lojas 
de atacado fornecem uma linha imensa a preo baixo.
Integrao:
Pegue uma foto bem antiga ou objeto de uso pessoal ou profissional de um aluno. Coloque no painel de avisos por um perodo determinado antes da escola dominical. 
Deixe uma caixa ao lado para que sejam depositados os votos. Ao final, sorteie um e acertado o nome do aluno em questo, d um pequeno brinde a quem acertou. Exponha 
pequena biografia daquele aluno e sua famlia (procure usar recursos audiovisuais).
Como prmio quem acertou pode almoar na casa do "aluno do dia".
TEMA: Gente que faz a escola dominical.
Bandeiras:
Cada classe confeccionar sua bandeira. No encerramento da escola dominical ter o direito de hastear a sua a classe que obtiver 80% de presena. A classe que obtiver 
100% ganha uma estrela (boto), a que trouxer mais visitantes outra "condecorao". Depois de um certo perodo (um ms ou dois), a classe que teve maior ndice de 
apresentao da bandeira ser homenageada. Valorize a cerimnia de premiao. 
Tele-teatro:
Solicite a um grupo de irmos que prepare uma pea com um tema da vida secular e a filme passando para a escola dominical. Pode ser feito em transparncia tambm. 
Use locaes interessantes.
Mini escola:
Se voc  superintendente ou diretor da EBD, permita que a abertura e encerramento da escola dominical sejam dirigidos pelas crianas, pr-adolescentes ou adolescentes. 
Verifique o material a ser usado.
Inverno:
10 domingo: tirar foto da famlia na entrada da escola dominical.
20 domingo: expor as fotos no mural de avisos (valorize).
30 domingo: entregar fotos (valorize esse momento).
Idias inter-classes
Fazer um bolo (infantil).
Uma salada de frutas.
Esporadicamente permitir que uma classe faa sua aula em outro lugar (ar livre, piquenique).

Parte VIII
ESTABELECENDO LIMITES NA EDUCAO DOS FILHOS
(Provrbios 29.15) 
 Introduo
"Crianas-problema no surgem do nada. Geralmente, toda criana-problema tem um ambiente problemtico; no se consegue limites saudveis quando o ambiente no  
propcio. Como naturalmente lutamos contra os limites desde o nascimento,  preciso muita ajuda para desenvolv-los." 

Na verdade, cabe aos pais estabelecer os limites que influenciaram a formao educacional, moral e espiritual da criana, devendo-se iniciar logo nos primeiros seis 
anos de vida. 

Os primeiros seis anos de vida so os mais importantes porque a criana est mais aberta e, com certeza, h de inculcar melhor os parmetros que lhe so ensinados, 
podendo tambm aproveitar melhor as experincias espirituais a que so submetidas. 

Logo,  nossa responsabilidade estabelecer os limites que nortearo a conduta de nossos filhos por toda a vida.  certo que no h garantias de que no se desviaro. 
Mas imagine se no tiverem limite nenhum? Com certeza, neste caso, no temos garantia nenhuma sobre nada. 

1. O que nos diz Provrbios 29.15? 

O livro de Provrbios se destaca pela valorizao da disciplina, entre outras questes. Disciplina, que na viso do escritor bblico, no  panacia, mas tambm 
no ser exercida com rigorismo castrador. 

O recurso principal para que os pais exeram a disciplina  a instruo a partir da Lei, para que de forma construtiva se estabelea limites claros e benfazejos 
para que as crianas se desenvolvam em um ambiente propcio ao equilbrio emocional e espiritual. 
A Lei, que em Provrbios se refere ao Declago Sinatico, deveria ser ensinado com persistncia amorosa a fim de que as crianas definam seus direcionamentos existenciais, 
desenvolvendo hbitos sbios de pensamento e de ao que, ao invs de escravizar o indivduo, capacita-o para que encontre de modo certeiro os caminhos de sua conduta 
e a honradez que o distinguir na sociedade. 

O verso em questo  claro e especifica que quando a criana no tem nenhum limite para se orientar terminar, com certeza, envergonhando a sua me. 

O termo envergonhar tem o sentido de "cair em desgraa", ou de ter sido lanado em situao de desgraa extremada, normalmente gerada por um fracasso, quer de si 
mesmo ou de algo em que se confiava ou em que investira recursos. 

Neste caso, conforme o Texto Sagrado, mais especificamente em Provrbios, a vergonha  o resultado de uma atitude imprudente ou imoral, mas tambm pode ser devido 
a culpa de se ter feito algo de errado. 

Em ltima anlise, percebemos que a responsabilidade pela conduta fracassada, imprudente ou imoral dos nossos filhos recai sobre ns, que deveramos ter estabelecido 
limites bem definidos e baseados na Palavra de Deus para que eles desenvolvessem habilidades existenciais, decidindo pautar as suas vidas na honestidade, verdade, 
respeitabilidade, humildade e espiritualidade sadia. 

Somos os responsveis pelos limites que nortearo os nossos filhos por toda a vida e no devemos renunciar a este compromisso que nos  delegado pelo prprio Deus, 
que nos abenoa com os filhos, Salmo 127.3. 

2. Conselhos prticos para o estabelecimento de limites para os nossos filhos: 

Neste tpico poderamos desenvolver algo tipo um tratado teolgico sobre o tema, mas creio que conselhos prticos sero de muito mais valia. 

Na verdade, no estou inventando nada e nem mesmo, para escndalo de alguns, tomando por base qualquer literatura evanglica. Estou apenas transmitindo algo que 
a Bblia preceitua h sculos, que a igreja tem negligenciado, que as escolas tm percebido a falta que faz e que a sociedade est redescobrindo, que foi publicado 
na revista Veja dias atrs. Vejamos. 

a) As atitudes do dia-a-dia so mais importantes do que os conselhos - Os nossos filhos aprendem muito mais observando o nosso comportando do que nos ouvindo. 

b) Demonstre afeto incondicional, porm, sem mimar seus filhos -  extremamente saudvel abraar e beijar os nossos filhos, independente da idade deles. 

c) Envolva-se com a vida de seu filho - A falta de monitoramento aumenta os riscos de eles se envolverem com drogas, lcool e delinqncia, bem como de uma gravidez 
extempornea. 

d) Trate seus filhos de acordo com as etapas de crescimento dele - A tcnica que funciona em uma idade pode ser um desastre em outra. 

e) Estabelea regras e limites desde cedo - Com o tempo, tais regras e limites ajudaro os nossos filhos na administrao do prprio comportamento. 

f) Encoraje seu filho a se tornar independente - Busca de independncia no  rebeldia, desobedincia ou desrespeito, se bem direcionada pelos pais e se os limites 
esto bem definidos. 

g) Seja coerente - No mude as regras todos os dias ou apenas para atender a uma situao especfica, pois sero esquecidas ou negligenciadas e a culpa pelo mau 
comportamento dos filhos  toda dos pais, neste caso. 

h) Evite castigos fsicos violentos ou agresses verbais - A punio  necessria, mas a violncia e os xingamentos sempre tm efeitos nocivos. Sempre que punir, 
explique claramente as razes e seja cauteloso no mtodo e com as palavras. 

i) Explique bem as regras e decises, mas oua o ponto de vista de seu filho - Eles aceitaro e acataro as ordens com mais facilidade se perceberem que so lcidas 
e bem embasadas e que esto sendo valorizados como pessoa e em suas opinies. 

j) Respeite seu filho - A criana aprende a lidar com os outros e a tratar as pessoas observando a maneira como os seus pais a tratam e se tratam entre si. 

No h novidade, nem segredo e muito menos uma frmula mgica para a educaes dos filhos. Porm,  preciso coragem, firmeza e participao ativa, que devero estar 
associadas ao tempo dedicado e aos bons conselhos oferecidos, a fim de que as regras estabelecidas sejam bem definidas e bem entendidas. S assim temos autoridade 
suficiente para aplicar a punio ou o corretivo necessrio nas ocasies em que nossos filhos nos confrontarem. 

Concluso: 

Uma pergunta importante que os pais fazem sobre os limites na educao dos filhos  a seguinte: "ser que j no  tarde para demais pensar nisso?". Os pais que 
lutam contra problemas graves de conduta em filhos adolescentes ou j adultos s vezes ficam desesperados e desanimados. Porm, nunca  tarde demais para comear 
a fazer o que  certo. 

Porm, quanto mais nova a criana, mais fcil ser para estabelecermos os limites como normas. Quanto mais tempo a criana passar na iluso de que  Deus, mais difcil 
ser para ela desistir desse mundo maravilhoso e irreal que existe em sua cabea. 

Uma parte de seu filho precisa de que voc se envolva, ignore todos os seus protestos e assuma o controle. No raro, ele prprio fica assustado com suas prprias 
atitudes e comportamentos inconseqentes e precisa de algum mais forte que o ajude a se conter e a estruturar a sua vida. Lidar com a resistncia e a insolncia 
dos filhos faz parte do processo educacional e, de certa forma, os nossos filhos sabem disso. 

 possvel que tenhamos de nos contentar com um resultado abaixo do esperado. Um adolescente de dezesseis anos que demonstra uma falha de comportamento a vida inteira 
dificilmente mudar da noite para o dia. Mas ele pode aprender lies muito importantes que iro ajud-lo a crescer nos ltimos anos antes de entrar para a vida 
adulta. 

O problema  que s vezes os pais so desorientados e necessitam de tratamento, de algum que lhes imponha limites. Quem no aprendeu a obedecer jamais ser capaz 
de orientar objetivamente os limites necessrios para os seus filhos. Mas mesmo assim, inicie o processo de reverso em sua vida e famlia,  luz da Palavra de Deus. 
Muitas vezes os nossos filhos, percebendo a nossa luta interior para nos tornarmos melhores, passam a fazer exatamente o que lhes ensinamos nos ltimos anos antes 
de sarem de casa e comeam a aplicar os limites indicados em suas vidas. 

No desista de seu filho. Aproveite cada oportunidade. Ns pais somos os nicos pais que ele tm; ningum mais no mundo tem tanto poder de influncia sobre eles 
quanto ns.

O PROFESSOR CRIATIVO 
 O Dicionrio Universal On Line da Lngua Portuguesa define criatividade como "capacidade criadora; aptido para formular idias criadas; originalidade; engenho". 
O adjetivo criativo, por sua vez,  definido como "que tem capacidade para criar; que tem originalidade inventiva; criador". 

So definies boas e interessantes. Mas no podemos entender todas as palavras que definem criativo e criatividade como absolutas. Por exemplo: originalidade ou 
originalidade inventiva no pode significar criatividade ou originalidade no sentido absoluto do termo, como significando criar do nada, sui-gneris. O nico ser 
original, no verdadeiro sentido do termo,  Deus. Deus  to original que criou todas as coisas do nada. A criatividade humana , portanto, no mnimo relativa. Nesse 
sentido pode-se entender porque algum disse que a originalidade em escrever  a arte de copiar sem citar a fonte. Ou, como disse outro, copiar de um livro  plgio, 
mas copiar de vrios livros  pesquisa.  claro que no  correto copiar ipsis litteris ou dizer o que algum disse ipsis verbis sem citar a quem de direito. O ponto 
em questo : Ningum anda s.

Portanto, amigo professor, se voc mencionar algum ou copiar alguma coisa literalmente, cite a fonte. Mesmo que voc no saiba ou no lembre de pronto o nome do 
autor.  de algum? Ento diga "algum", ou algo parecido; apenas para ficar claro que voc no  o autor. Isso no  demrito para voc. Um Doutor (PhD), por exemplo, 
no  menos criativo por fazer citaes diretas ou indiretas em sua obra, ou mesmo por citar uma relao infindvel de autores na bibliografia. Sua criatividade 
no est, propriamente, no ajuntamento das variadas informaes, e sim, na habilidade de interpretar com suas prprias palavras conceitos que nem sempre so dele 
mesmos. O que ele ir relatar talvez no seja to novo assim; porm, o modo como vai escrever ou falar somente ele saber como faz-lo.  uma questo de personalidade. 
Com isso em mente gostaria de compartilhar com voc, professor e professora da escola bblica dominical, sobre a sua criatividade na sala de aula, mas no sem antes 
verificarmos as possveis fontes dessa criatividade e a preparao de uma aula criativa. E depois que eu acabar de falar ao seu corao (assim esperamos), por favor, 
entre em contato comigo, para dar sua opinio sobre este artigo, alm de sugestes e criticas construtivas. Com certeza este artigo no dever terminar no fim da 
leitura com um simples ponto final. Ele no ficar completo agora. Ento, vamos termin-lo juntos? Estou esperando por voc.

O PROFESSOR CRIATIVO E AS FONTES DE SUA CRIATIVIDADE

Quais seriam as possveis fontes da criatividade do professor? Podemos relacionar como principais as seguintes:

Deus 

Deus  a fonte de tudo que  bom (cf Tg 1.17). Ele  a bondade em essncia. Quando Deus criou todas as coisas no apenas aprovou como bom tudo que fez, mas tambm 
expressou o reconhecimento da glria de Sua criatividade. 

Alm disso, Deus  a fonte da sabedoria. Salomo pediu sabedoria ao nico que realmente poderia lhe dar. A Bblia nos exorta a buscarmos com f a sabedoria l do 
alto para a realizao da obra de Deus (Tg 1.3-5).  Deus quem nos capacita com a Sua graa para que sejamos verdadeiros instrumentos nas Suas mos (1 Co 15.10; 
2 Co 3.5; Ef 3.7,8).

Professor, busque a excelncia da sabedoria. Conte com Aquele que poder revesti-lo com a graa do saber. Tenha uma vida de verdadeira comunho e orao com o seu 
Deus. Ande com Deus. Busque a Deus, prepare-se em orao e meditao na Palavra para voc desfrutar o quanto antes da colheita do seu trabalho. 

A excelncia do ensino comea a. Ensinar  muito mais que os poucos minutos dentro de uma sala de aula. Ensino  vida, e essa vida voc adquire andando com Deus.

Mas cuidado, no confunda a f com negligncia. Quando Deus d sabedoria no a d como se fosse um raio que de repente cai sobre a nossa cabea e passamos a conhecer, 
de agora em diante, todas as coisas. O que Deus faz  primeiramente aguar a fome e sede da Palavra e da orao e nos burilar em nosso dom. 

Voc no pode falar da Palavra se no tiver prazer na Lei do Senhor. Voc no deve falar de orao se no possui uma vida de orao. Ns no podemos dar o que no 
temos. O professor precisa viver o que fala. Certamente isso falar mais alto do que o prprio ensino. Alm disso, o aperfeioamento do seu dom ocorrer mediante 
erros e acertos. No foi bem hoje, no desista. A perfeio na arte de ensinar se adquire com a prtica.

A Bblia

A Bblia  outra fonte inesgotvel de criatividade.  impressionante como uma leitura bblica bem feita agua consideravelmente o nosso intelecto. No h como preparar 
uma boa aula sem a Bblia. Afinal, ela  o nosso principal instrumento de trabalho.

As histrias da Bblia so as melhores ilustraes que um professor pode ter para incrementar suas aulas. H outros recursos?  evidente que sim. Mas a Bblia  
insubstituvel. O que os seus alunos querem e precisam ouvir  a Bblia. Esta  a sua misso: Ensinar a Bblia aos seus alunos. 

Tudo na Bblia tem uma aplicao prtica para a nossa vida. Paulo disse que tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito (Rm 15.4). Devemos, 
portanto, imitar os bons exemplos que temos na Bblia, e evitar os erros daqueles que erraram antes de ns. 

Sendo assim, dentre todas as suas leituras, d prioridade  Bblia, pois  ela que realmente edifica, alm de ser a sua principal ferramenta de trabalho. Ensine 
a Palavra e viva o que a Palavra ensina. 

A literatura eclesistica e secular

Entre tantas coisas que nos influenciam nesta vida, poucas so to eficazes quanto os livros. Atravs dos livros somos capazes de viajar a lugares longnquos e at 
inimaginveis, pois eles invadem a nossa cabea e mudam, muitas vezes, a nossa maneira de pensar; nossas atitudes; hbitos, etc. Da a importncia de lermos bons 
livros, porque, sendo bom ou no, um livro sempre nos influenciar em alguma coisa. Como disse um velho professor de literatura que eu tive, "somos o que lemos". 
Nesse caso, o importante no  tanto a preferncia literria que se tem, mas sim, o contedo do que se l. 

Talvez possamos dividir os livros em tcnicos e comuns; religiosos e seculares. De um e de outro lado pode-se encontrar bons e maus livros. Voc, amigo professor, 
quer fazer o melhor?  claro que quer. Todos ns devemos almejar a excelncia do ministrio que Deus nos deu. Ento, seja amigo dos livros. Leia muito. Leia bons 
livros. 

Recomendo a voc a leitura de livros como As Sete Leis do Ensino; Igreja Ensinadora; Ensinando Professores a Ensinar; Aprimorando a Escola Dominical; A Pedagogia 
de Jesus; Didtica para a Escola Dominical; O Bom Professor Conhece Seus Alunos e Socorro! Meus Alunos Sumiram. Esses livros podero ajud-lo. Alguns deles podem 
estar esgotados, mas voc encontrar, se no esses, outros iguais ou at melhores nas principais livrarias evanglicas de sua cidade. Voc notar que nem todo livro 
didtico  to pratico como deveria ser. Alguns livros didticos que li no me ajudaram muito, porm, a maioria deles foi enriquecedora. 

Alm dos livros de pedagogia evanglica tambm temos bons livros na literatura secular. Recomendo pelo menos trs deles: Didactica Magna; Planejamento de Ensino 
e Avaliao, e Ensino: As Abordagens do Processo. Minha professora de psicologia da educao da faculdade de filosofia dizia que este ltimo  a bblia da educao. 
Ele  um pouco enfadonho, mas  muito bom. 

Mas no pare a meu caro professor. Leia todo tipo de literatura. Leia revistas e jornais, enfim, leia de tudo. Mas leia sempre com senso crtico. At mesmo os livros 
evanglicos! Qualquer literatura fora da Bblia  passiva de desconfiana. O nico livro para o qual voc deve abrir totalmente seu corao  a Bblia. Fora dela 
leia de tudo um pouco e retenha o que  bom. 

Outras fontes de criatividade

A natureza  uma outra fonte inspiradora da criatividade. Mesmo para quem mora nos grandes centros das cidades  possvel perceber um pouco da glria de Deus em 
Sua criao. Contemple a perfeio de Deus. Veja como Ele foi criativo ao criar o sol, a lua, as estrelas, as rvores, os pssaros, a formiga e voc. A criao de 
Deus emana a criatividade do seu Criador.

Alm disso, nesses tempos de ps-modernidade podemos tirar proveito de toda esta tecnologia que faz parte do nosso cotidiano. A televiso  uma boa fonte de informao 
que ajudar o professor criativo a estar por dentro dos acontecimentos. Os telejornais ajudam bastante. 

Outra bno da modernidade, quando bem utilizada, diga-se de passagem,  a internet. Os recursos da internet so incalculveis. Com ela voc fica muito bem informado, 
alm de poder ajudar outras pessoas que possuam a mesma tecnologia. Eu esperei dez anos para ter meu computador, e valeu a pena, pois eu o adquiri no auge da internet. 
Hoje, alm de ter nas mos informaes variadas, posso dar minha humilde contribuio ao compartilhar com outras pessoas alguns de meus artigos e estudos bblicos.

O PROFESSOR CRIATIVO E A PREPARAO DA AULA

No  preciso dizer que uma boa aula  aquela que se prepara com calma, antecedncia e nunca na ltima hora s pressas. Como deve ser, portanto, a elaborao de 
uma lio, a fim de que ela seja bem apresentada na sala de aula?

A preparao de uma boa aula consiste da preparao do professor. Por mais bvio que isso para ser, no podemos fugir dessa verdade. A lio pode estar at bem preparada, 
mas se o professor no estiver preparado para o dia de sua apresentao, certamente ele no vai render.

O antes do professor criativo

Antes da preparao da aula propriamente dita,  preciso que o professor faa das fontes de criatividade uma prtica natural do seu ministrio. Eu entendo aquelas 
palavras de Paulo, "o que ensina, esmere-se no faz-lo", como facilmente aplicvel nesse quadro. 

Se voc no tem tempo para se dedicar ao ensino, ento no cometa o pecado do despreparo. No subestime a inteligncia do Esprito Santo de Deus assumindo um cargo 
do qual voc no est devidamente qualificado, apenas porque no tem outra pessoa para faz-lo. A obra de Deus deve ser feita com brio, zelo e dedicao, jamais 
de qualquer maneira e relaxadamente. 

Professor, a apresentao de sua aula deve representar uma pequena parcela daquilo que voc fez antes. Professor criativo e dedicado no  aquele que apenas ensina, 
mas  aquele que se prepara e se empenha com afinco e antecipadamente para o ensino. A diferena bsica entre o professor e o aluno  que aquele estudou antes deste. 
Portanto, "o que ensina, esmere-se no faz-lo". 

O durante do professor criativo

Durante a preparao da aula organize, em esprito de orao,  claro, tudo que voc conseguiu atravs do preparo prvio. Faa um esquema dos pontos principais de 
sua lio. Se voc se sente  vontade em levar suas anotaes para a sala de aula, deixe tudo bem arranjado para que voc no se perca durante a apresentao. Nunca 
leve seus rascunhos para a sala de aula, mas sempre seus apontamentos finais, bem elaborados e definidos.

Deixe-me esclarecer uma coisa: quando eu digo se voc se sente  vontade em levar anotaes para a sala de aula, no estou de modo algum condenando essa prtica. 
 melhor ter em mos uma pr-memria do que ir para a aula sem nada e fazer feio. Uma anotao bem feita geralmente  vista com bons olhos pelo povo. Quando um professor 
no se sai bem na exposio da aula, a falta de um esboo ou algo semelhante torna mais evidente sua negligncia. Eu particularmente procuro no levar anotaes 
para a aula, porm,  preciso dominar muito bem o assunto que se vai abordar. 

Na verdade, com ou sem papel nas mos precisamos conhecer muito bem a matria que vamos ministrar. Suas anotaes devem passar to despercebidas aos olhos das pessoas 
quanto aos seus. Use seu papel, mas no se detenha demasiadamente a ele. Mesmo que precise usar anotaes ou esboo, domine o tema. 

Muito bem, voc esquematizou sua lio, organizou todos os tpicos e sub-tpicos. Agora vamos para o passo seguinte.

O depois do professor criativo

Depois que voc se preparou para preparar sua aula e ento deixou tudo esquematizado, faa uma reviso de cada ponto. Planeje a ministrao de suas aulas, relacionando 
entre si seus temas para que haja coerncia e se evite a antecipao da matria quando chegar a apresentao da aula propriamente dita. A partir da inicie um levantamento 
das possveis perguntas que sua classe faria. Um trecho de poesia popular nos diz quais so essas perguntas:

Tinha seis amigos fiis,
Ensinaram-me tudo quanto sei,
Chamam-se Como e Que e Por que,
Onde e Quando e Quem.

Use o mesmo princpio para estabelecer as perguntas que voc faria a sua classe. Terminando isso, com certeza estar preparado para dar sua aula, porque agora voc 
sabe exatamente o que pretende dizer. E saber o que se vai dizer  extremamente significativo, pois a maioria das pessoas no tem dificuldade em perceber quando 
o professor est enrolando. S fale quando realmente tiver algo a dizer. 

O PROFESSOR CRIATIVO E A AULA PROPRIAMENTE DITA
Chegamos na sala de aula. Qual deve ser nosso procedimento agora? Ensinar?  claro, mas vamos com calma. A aula  o resultado natural do que fizemos antes. Se no 
nos preparamos, ou no nos preparamos adequadamente, isso ficar evidente no ensino. O princpio  o mesmo para uma boa preparao prvia. Estando bem preparado 
ficamos seguros e transmitimos segurana tambm. Contudo, existe um fator que aumenta ainda mais essa segurana e que eu acho importante compartilhar com voc.

Vamos nos ambientar?

Este fator  a ambientao. O que isso significa? Bem, voc orou em casa, estudou, est preparado e agora entra na sala de aula, d um bom dia a todos, faz mais 
uma orao, canta um hino talvez e comea a aula, certo? No! Faltou ainda o aquecimento. Voc  um atleta de Jesus, tambm precisa se aquecer.

Por ambientao entenda-se chegar cedo, vinte, trinta minutos ou mais antes do incio da aula, a fim de entrar no esprito da aula com a classe ainda vazia. Medite, 
ore mais uma vez. O bom professor no  aquele que chega deliberadamente atrasado, muito menos aquele que chega em cima da hora. O bom professor chega cedo na sala 
de aula. Eu mesmo tenho uma dificuldade tremenda em ensinar ou pregar se no estiver ambientado. J passei por isso por fora da circunstncia e no gostei. De modo 
que, com dez anos de ministrio, d para contar nos dedos de uma nica mo quantas vezes cheguei atrasado em um compromisso. Voc est me entendendo professor?  
mais ou menos como aquela corrida em que o atleta chega antes para fazer aquecimento e se concentrar para a prova.

Interagir: a melhor maneira de ensinar
Costumo dizer para a minha classe bblica dominical e de estudo bblico semanal que a minha aula  feita 50% por mim e 50% por eles. Isto no quer dizer que eu me 
preparo pela metade, e sim, que na elaborao de minhas aulas h espao para os meus alunos. Eles ficam felizes em saber que so importantes por terem participao 
direta no meu ensino. Eles perguntam e eu respondo, sem que eu oferea respostas prontas. Alm disso, procuramos fazer de cada aula um momento bem descontrado sem 
perder a reverncia. 

Geralmente apresentamos uma srie de lies semanais, relacionadas umas s outras, com estudos diretamente da Bblia. No uso revista ou apostila. S a Bblia. No 
distribuo material para evitar a distrao e o adiantamento do que estou falando. Mas isso no quer dizer que meus alunos ficam sem o que fazer durante a semana. 
Peo que a classe leia, na semana, textos bblicos referentes ao tema que estamos estudando ou iremos estudar, responda algumas perguntas relacionadas ao tema e 
traga suas dvidas para a prxima aula. Alm disso, os alunos so constantemente incentivados a lerem a Bblia como um todo. Todos devem trazer papel e caneta para 
anotaes.

Relacionamos as lies ao cotidiano deles, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas. Avaliamos o xito do trabalho verificando semanalmente a transformao 
em suas vidas, o que  deveras gratificante e compensador. Os alunos tambm participam sugerindo temas de estudos. No existe monoplio em nosso grupo. 

A maioria dos meus alunos faz pergunta naturalmente, isto , geralmente no preciso instig-los. Quando um assunto  interessante aos ouvintes, eles se manifestaro 
sem maiores dificuldades. Mas quando eu percebo que aps cinco minutos a classe permanece quieta, ento comeo a lanar algumas perguntas trazidas de casa e, da 
em diante, tudo transcorre bem. E quando algum quer falar alm da conta, muitas vezes tentando sair do tema proposto (intencionalmente ou no), com habilidade procuramos 
cortar, aproveitando uma pausa na fala dele, e assim retomamos o bom andamento da aula.

Onze lembretes importantes:

1) Professor, evite dar as respostas de suas prprias perguntas imediatamente. Se a classe sabe que voc ir responder logo em seguida, sem que ela tenha tempo de 
responder, com certeza no se entusiasmar em respond-las. Na verdade ela ficar com a impresso de que voc realmente no est to interessado assim no que eles 
pensam. 

2) Evite tambm aquelas perguntas incompletas como, por exemplo, "Deus amou o...". Isso aborrece. Pode ajudar numa classe de crianas pequeninas, mas  terrvel 
no caso dos maiores. 

3) Nunca desdenhe uma pergunta por mais bvia que ela parea ser. 

4) No ria jamais com a pergunta de seu aluno. Geralmente ele receber isso como desprezo, no da pergunta, mas da prpria pessoa dele. 

5) Faa elogios sinceros aos seus alunos por mais simples que sejam as perguntas ou respostas. 

6) Quando tiver dificuldade com alguma pergunta, valorize seu aluno ou aluna, agradea a pergunta e pea-lhe permisso para saber o que a classe pensa a respeito. 

7) Jamais manipule a palavra. Voc no  o dono da verdade. O bom professor aprende juntamente com seus alunos.

8) Seja humilde e sincero; no tenha vergonha de dizer "no sei" ou "vou pesquisar e trago a resposta semana que vem". Mas traga mesmo! A igreja saber que alm 
de humano voc  uma pessoa de palavra. 

9) Evite o distanciamento do assunto proposto na classe. Tenha o controle da situao.

10) Seja dinmico e d sua aula com gosto e entusiasmo. Isso compensar o fato de, por exemplo, o aluno levantar cedo e ir  escola dominical, pois certamente ele 
ir  aula com o mesmo entusiasmo seu. 

11) Sua aula precisa ter comeo, meio e fim. E se porventura no teve tempo de terminar a lio, deixe bem claro que ela ter um fim. Seus alunos precisam saber 
para onde voc e eles esto indo.

O professor tambm pode enriquecer sua aula com recursos audiovisuais. Estes recursos so fundamentais na classe de crianas porque elas dependem dessa percepo. 
Na classe de adultos tambm ajuda. Visualizar, atravs de uma lousa ou retroprojetor o que est sendo ensinado, ajuda bastante. Contudo, vale aqui uma ressalva. 
Nenhum recurso audiovisual substitui a pessoa do professor. J vi professor dando um show de aula sem recurso algum, como tambm presenciei professores com todos 
os recursos se expressando de maneira aptica. O bom  unir o til ao agradvel, porm, nada substitui a figura do professor.

Com gua na boca

Para a glria de Deus, faa o melhor em classe. Deixe o povo com gua na boca. Primeiro pela aula em si; segundo pela curiosidade. O ser humano  por natureza curioso. 
Aguce essa curiosidade. No fale tudo numa nica aula. Deixe um pouco para a semana que vem. 

Na igreja onde sou pastor costumamos, no final de cada aula, despertar os alunos quanto ao prximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem 
coisas novas e como podero solucionar algumas questes em casa e resolver outras em classe. Este  um dos motivos pelos quais eu no adoto revistas. J usei muito, 
mas hoje no. Isso no  uma crtica para quem as usa. Temos boas revistas que podem e devem ser usadas com o mximo proveito. Porm, as revistas geralmente costumam 
ter lies diferentes umas das outras, a pesar de estarem todas sob um mesmo tema. Sem contar que muitas vezes acomoda aquele professor que ao invs de us-las apenas 
como roteiro, no faz novas pesquisas, l toda revista na sala de aula, no acrescenta nada de novo e, como resultado, torna a aula cansativa e enfadonha. 

Eu prefiro uma seqncia bblica. Quando fui pastor em Santa Catarina a igreja que pastoreei no usava revistas. Eu sempre as usei nas poucas igrejas onde fui pastor. 
Assim que cheguei no Sul disse ao conselho que gostaria de adotar uma revista. Foi quando eles me sugeriram que eu fizesse um teste por alguns meses. Caso no me 
adaptasse, a igreja adquiriria as revistas. Para minha surpresa peguei gosto pela coisa, visto que o aproveitamento da classe foi bem maior. Alm de acabar de uma 
vez com aquela velha briga, "gente leia a revista!", "vocs precisam ler a revista!", "quem leu a revista em casa?", e economizar um bom dinheiro. 

Ao retornar a So Paulo assumi uma igreja que adotava revistas. Propus um teste de trs meses sem as revistas. A foi a igreja que pegou gosto. A minha classe, por 
exemplo, cresceu em todos os sentidos porque ningum perdeu o interesse pela escola bblica dominical. Em nossa igreja o professor tem liberdade de adotar ou no 
uma revista (desde que seja de uma editora idnea) e tambm escolher, juntamente com a sua classe, o tema que quiser. 

Nossa escola dominical est crescendo bastante e todos so unnimes em afirmar que isso  o resultado de uma escola dinmica e criativa. Os professores partem do 
princpio de que ningum  uma tabula rasa, na qual so impressas, progressivamente, imagens e informaes, e sim, que todos, professores e alunos, tm potencial 
para fazer uma escola dominical cada vez melhor.

Vale a pena investir na escola bblica dominical!

Parte X
OS ESTUDOS BBLICOS E A PALAVRA DE DEUS 
H estudos que chegam a receber, na mdia, nota bem prxima de dez. Outros, sem esse tipo de aferio, so lidos por centenas de usurios. s vezes, em poucos dias, 
o nmero de leitores ultrapassa duas centenas.

Essa corrida aos estudos demonstra grande interesse pela leitura da Palavra e serve para preencher a lacuna deixada por escolas bblicas dominicais. Todavia, devemos 
ter o cuidado de no substituir a Bblia pelos estudos. A Bblia ser sempre o padro. No raro, principalmente em assuntos polmicos, o autor do estudo emite opinio 
pessoal, seja em assuntos controvertidos, seja na interpretao de textos. Entendo que o tempo dispensado  leitura da Bblia no deve ser menor do que o dedicado 
 leitura dos estudos bblicos. Convm seguirmos o exemplo dos bereanos, que examinavam cuidadosamente se o que Paulo e Silas pregavam estava de acordo com as Escrituras. 
Ento, no se deve fazer ou deixar de fazer alguma coisa em razo do que algum escritor, seja pastor ou no, ensina. Antes de qualquer atitude, medite e tire suas 
prprias concluses. A fonte de qualquer estudo bblico, como o prprio nome indica,  a Bblia, mas, em razo de nossas imperfeies,  possvel haver desencontros. 
Passar a praticar determinados atos apenas porque determinado escritor diz que pode ser praticado no  aconselhvel. Os estudos no podem ser traduzidos como infalvel 
jurisprudncia bblica. As experincias pessoais nele contidas no podem ser consideradas doutrinas bblicas, pelas quais devamos nos orientar.

Somente a Bblia  "proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justia, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente 
preparado para toda boa obra".

Parte XI
A PROPSITO DE "OUSADIA E DESAFIO DA EDUCAO TEOLGICA" 
Ousadia e Desafios da Educao Teolgica - 100 anos do STBNB (1902-2002) (Recife, STBNB Edies, 2002),  um pequeno grande livro escrito pelo Dr. Zaqueu Moreira 
de Oliveira, Diretor-geral do Seminrio Teolgico Batista do Norte do Brasil (Recife, PE), para comemorar o centenrio dessa respeitada instituio de ensino. Aps 
sua leitura, algumas idias foram anotadas. 

A Educao Teolgica  to antiga quanto a prpria histria sagrada; quanto os dias do Novo Testamento. Da Idade Mdia ao sculo 19, houve acentuadas mudanas. Na 
histria do pensamento, tudo girava em torno da Educao Teolgica. Havia quatro disciplinas bsicas: o Direito (Leis), a Teologia, a Medicina e as Artes. Mais adiante, 
a Teologia se separa das outras disciplinas, organizando-se nas universidades as Escolas de Divindades (Divinity Schools ou Divinity Colleges), oferecendo o grau 
de Doutor em Divindades (D.D.), que na Europa  grau acadmico compatvel com o Doutor em Teologia (Th.D.), e nos Estados Unidos um grau honorfico (Honoris Causa). 
O grau de Mestre em Divindades (M.Div.), um mestrado profissional, de cunho nitidamente pastoral, em contraposio ao Mestre em Teologia (Th.M.), voltado para a 
pesquisa e ensino. A partir do sculo 19, o modelo alemo de pesquisa se tornou dominante no campo da teologia. 

Existem valores que so intrnsecos e valores que so instrumentais na Educao Teolgica tanto quanto em qualquer outra qualidade de educao. O valor intrnseco 
 ajudar o seminarista a se tornar uma pessoa de qualidade mais do que ensin-lo a fazer determinadas coisas. 

O valor instrumental  capacit-lo a atacar os problemas do mundo em que atua, e no apenas os problemas acadmicos, o seu dia a dia, a prova, os trabalhos escritos. 
 uma viso maior, global do mundo.

Devemos refletir igualmente sobre certas razes prticas e pedaggicas e teolgicas. No caso do motivo prtico, o ministro deve ser como Cristo, ter a mente de Cristo; 
deve conhecer a Palavra de Deus, pois o mesmo Jesus Cristo exorta que "Errais no conhecendo as Escrituras...", e ele deve fazer a obra do ministrio, e completando-se, 
ento, com "Errais no conhecendo... o poder de Deus". O ministrio, o servio do evangelho,  o poder de Deus em ao.

Razes pedaggicas so o comprometimento com Deus, que deve ser uma nfase levada muito a srio; uma slida educao teolgica, e ousamos dizer que algo importante 
em que o Seminrio pode ajudar o seu ministro (uso a palavra "ministro" para abranger os ministrios que so objeto de ateno e ensino por parte deste Seminrio) 
 a questo dos relacionamentos, tanto na sua comunidade eclesistica quanto na sociedade. O Seminrio  um laboratrio,  uma amostragem do que ser a igreja de 
Cristo que o ministro h de liderar, e quem consegue passar, especialmente pelo internato do Seminrio, est habilitado a assumir qualquer igreja depois, por ser 
uma amostra dos variados comportamentos dos que fazem a igreja. 

Outro fenmeno que ocorre nos seminrios  a presena de idosos e de mulheres, que fiis ao seu chamado buscam melhor preparo para o exerccio dos seus ministrios. 
Isso  mais uma amostra da vida da igreja onde somos servos. Mencione-se, outrossim, o aprofundamento da compreenso pessoal da f.

Quanto s razes teolgicas, lembramos que David Tracy escreve que a Educao Teolgica deve olhar para trs pblicos: a escola, a igreja e a sociedade. Ele alia 
 escola a theoria;  igreja, a poiesis; e quanto  sociedade, faz uma aliana com a praxis. A Prof Areli Perruci, que nos precedeu, mencionou em suas observaes 
que era preciso tirar da tarefa para o processo.. , em outras palavras, o que foi explicitado por Tracy ao dizer que precisamos tratar com a teoria, o pastoreio 
e a prtica, em referncia, respectivamente,  academia, a comunidade de f e a sociedade. 

Sempre se tem discutido o papel, a funo e a tarefa da Igreja. O Pr. Martin Luther King, Jr. entendia ser a Igreja a sociedade perfeita, tendo usado a expresso 
"abenoada comunidade" para a ela se referir. Disse ele que " nessa abenoada comunidade que o racismo  denunciado, a justia social proclamada, o pecador considerado 
bem-vindo a voltar para casa, e o perdido e ferido encontram refgio, e onde todos so includos na graa de Deus". Essa  a igreja onde vamos exercer a nossa poiesis, 
onde vamos utilizar a funo de cura-d'almas.

E ento vem a ousadia. Jim Mannoia enfatizou que a Educao Teolgica  um "negcio de risco". E, lendo o livro do Dr. Zaqueu de Oliveira, descobrimos que o STBNB 
sempre foi um "negcio de risco".

Por que dizemos "educao teolgica" e no "educao ministerial"? Talvez porque se faa ligao do primeiro termo  educao fornecida pelos seminrios, quando, 
na verdade, Educao Teolgica  todo repasse da linguagem sobre Deus, dos conceitos acerca de Deus. Quer dizer que quando ensinamos a uma criana um conceito sobre 
a Pessoa Divina, estamos fazendo educao teolgica. H quem pense que Educao Teolgica  privilgio de quem vai dar tempo integral no ministrio da Palavra, nas 
equipes ou organizaes para-eclesisticas ou missionrias.

Para outros, vai restar a Educao Religiosa (ou Crist, como alguns a chamam) como algo separado da Educao Teolgica. Lembremos:  uma linguagem acerca de Deus 
e um aprendizado dos Seus atributos porque toda Educao Crist  Educao Teolgica, e no apenas o que  discutido e ensinado nos seminrios.

Robert Pazmio, autor do livro Deus, nosso Mestre - fundamentos teolgicos na educao religiosa (God, Our Master - theological basics in religious education), publicado 
em 2001 pela Baker (EUA), afirma que a Trindade  um tema teolgico perfeito, podendo servir como excelente referencial para a nossa educao. Essa no  uma idia 
nova, pois James Stewart j a havia apresentado, bem como Nells Ther. 

A idia  que Deus-Pai  o Supremo Educador.  o Mestre. Dele procede todo o contedo da educao que repassamos. Jesus Cristo, o Filho,  o Mentor, o modelo em 
Cuja Pessoa est exemplificado tudo o que o Mestre deve ser em termos de relacionamento com os seus educandos e com os outros. Toda a fome de amor e de cuidado encontram 
satisfao em Jesus Cristo e na pessoa daquele que O segue no ministrio do ensino, os pastores, os educadores religiosos e os educadores musicais. O Esprito Santo 
 o Tutor, o Conselheiro, Que sustm a vida da sociedade crist e da sociedade mais ampla de modo a cumprir os propsitos divinos para o contexto em que estamos 
inseridos.

H outros desafios: ministros e suas esposas so parceiros no ministrio. A esposa deste comentarista  seu brao direito e brao esquerdo no ministrio. Por esse 
motivo, h necessidade de preparo da esposa do ministro. E lembramos a iniciativa pioneira do STBNB, no final dos anos 70, quando foram criadas classes especiais 
para as esposas dos alunos que no tinham preparo acadmico formal para ingressar nos cursos regulares do seminrio. Com isso, seriam capacitadas num referencial 
de linguagem e de prtica no ministrio dos esposos. O preparo do cnjuge, do marido da ministra, constitui-se igualmente num desafio.

A magnfica biblioteca do STBNB com acima de 50.000 volumes deve levar  leitura. No entendemos como pode algum passar quatro anos no Seminrio e no ler, no mnimo, 
trs livros por ms. David Mein, por muitos anos reitor desta Casa de Profetas, sempre disse que "a biblioteca so os pulmes do seminrio". 

Algumas vocaes s funcionam com muita leitura, muito olho no olho e corao ouvindo o outro corao.  o caso dos psiclogos, dos psicanalistas, dos terapeutas 
de um modo geral. Uma dessas vocaes  a ministerial. Por essa razo, mormente, o trabalho de aconselhamento, de cura-d'almas, do preparo do casal para o futuro 
casamento,  o que chamamos de "vocao de escuta": tanto quanto o psiclogo, o pastor precisa do exerccio da leitura e muita interao com a ovelha.

Podemos partir para outras alternativas em educao, como a educao on line e a educao  distncia, que o STBNB, alis, j est realizando. H quem no tenha 
recursos, tempo, ou no possa deixar o trabalho para vir passar quatro anos aqui. Seria o caso de ser mentoreado ou supervisionado via web ou por outros meios. A 
International School of Theology, em San Bernardino, Califrnia (EUA)  uma ministrio da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo oferecendo cursos de Bacharelado 
e Mestrado, tendo extenses em Nairobi, Manila e Cingapura.  um seminrio reconhecido pela correspondente norte-americana da ASTE, e utiliza cursos via internet.

O SeminrioTeolgico Presbiteriano do Rio de Janeiro desde 1997 tem atuado nesta direo, e foi iniciado em forma experimental em 1998. Definiram os professores 
encarregados o formato do curso, sendo que quatro professores so do seminrio do Rio, dois do seminrio de Campinas, dois do Recife, e um reside na Holanda. 48 
horas aps o lanamento do curso na rede, vinte pessoas j estavam inscritas. Hoje tem acima de 190 alunos. 

A seriedade com que as Denominaes histricas tratam o tema da Educao teolgica, e as regulaes do Ministrio da Educao vm minimizar os chamados "Cursos Intensivos 
de Preparao de Obreiros", os famosos "C.I.P.s". Uma legislao competente e um reconhecimento pelos rgos interdenominacionais e denominacionais (ASTE, ABIBET, 
AETAL) diminui essa nefasta influncia. Em Salvador, havia quatorze escolas ditas de teologia no comeo de 2001, desde as confessionais, as ecumnicos e os "CIPs". 

Precisamos repensar uma Educao Teolgica que seja relevante tanto para nossa ptria quanto para o mundo em geral. A questo de fundos  importante. Em outros pases, 
pessoas e organizaes fazem macias doaes aos seminrios. Esse dinheiro  abatido do Imposto de Renda e financia uma ctedra. O professor recebe seu salrio dos 
rendimentos deste fundo. No Brasil, tal fato  impensvel. Mas sempre h solues, como os Fundos Memoriais.

Como ns repousamos em Jesus Cristo, Ele nos assegurou que "Eis que fao novas todas as coisas", o que inclui uma nova viso ou re-viso do ensino acerca de Si mesmo. 
E estando Ele conosco, chegaremos l.

[Esta reflexo foi apresentada no Painel sobre Educao Teolgica patrocinado pela Associao dos Ex-alunos do STBNB, Recife, janeiro de 2002.


 

Parte XII
Introduo:
Nosso estudo tem como objetivo a reflexo sobre o que  aprender e o que  ensinar. Como o prprio nome sugere "ensino-aprendizagem", trata-se de um binmio inseparvel. 
Estes dois termos "aprender"e "ensinar" no podem se separar. Eles esto intimamente relacionados e um depende do outro para existir.

Em Dt 4:1 vemos o termo "ensinar" e em 5:1 o termo "aprender". Na lngua Hebraica tirando o sufixo e o prefixo das duas palavras vamos notar que trata-se da mesma 
raiz. Isto mostra que trata-se de dois vocbulos que so independentes. No existe ensino sem aprendizagem e tambm no existe aprendizagem sem ensino. O que o professor 
faz e o que aluno faz esto ligados entre si . 

I. ENTENDENDO O CONCEITO ENSINO-APRENDIZAGEM 

1) O QUE  ENSINAR?

Ensinar  a tarefa do professor.  o processo de facilitar que outras pessoas aprendam e cresam. Ensinar  todo o nosso esforo de levar algum a aprender. No 
se trata de passar informaes de uma mente para outra como objetos de uma gaveta para outra. O mero derramar diante do aluno o contedo do seu conhecimento, no 
significa que o professor est ensinando.

Na pedagogia tradicional, a proposta da educao  centrada no professor cuja funo define-se por vigiar os alunos, ensinar a matria e corrigi-la. A metodologia 
decorrente desta concepo tem como princpio a transmisso de conhecimento atravs da aula do professor. O professor fala, o aluno ouve e aprende. O professor no 
d espao para o aluno participar de seu aprendizado. O aluno  passivo neste processo, pois  o professor que detm o saber.

"Ensinar, entretanto, no  somente transmitir, no  somente transferir conhecimentos de uma cabea a outra, no  somente comunicar. Ensinar  fazer pensar,  
estimular para a identificao e resoluo de problemas;  ajudar a criar novos hbitos de pensamento e ao" 

Na pedagogia moderna, chamada de Escolanovista , o professor  visto como facilitador no processo de busca do conhecimento que deve partir do aluno. Cabe ao professor 
organizar e coordenar as situaes de aprendizagem, adaptando suas aes s caractersticas individuais dos alunos, para desenvolver suas capacidades e habilidades 
intelectuais.

Pergunta para nossa reflexo: por que o ensino  to pouco eficiente em termos esforo docente/ aproveitamento discente?

2) O QUE  APRENDER?

Assim como o papel do mdico  levar o paciente a se curar, o papel do professor  levar o aluno a prender. Aprender  adquirir domnio sobre o contedo ensinado, 
mas  mais que isto;  traduzir na prtica o que foi e est sendo ensinado. A aprendizagem acontece dentro do indivduo, mas seus efeitos so comprovados exteriormente 
em comportamentos externos. Em outras palavras, a mudana de vida  evidncia de que houve aprendizagem.

 bom que se diga, que no se trata de uma mudana mecnica ou condicionada. Ser treinada a fazer determinadas coisas no caracteriza aprendizado. Uma coisa  saber 
que no se deve tirar a vida da outra pessoa. Outra coisa  saber porque no se deve fazer isso.

II. PRINCPIOS DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

A aprendizagem contm cinco princpios bsicos: 

1) A Aprendizagem tem incio quando parte de onde o aluno se encontra. 

Se pretendemos ensinar algo a algum, faz-se necessrio partir do ponto de conhecimento que o aluno j possui. Ensinar  explicar o novo baseando-se no antigo; o 
desconhecido, partindo do conhecido e o difcil em relao ao fcil. Precisamos como professores entender que o estudo a ser ministrado precisa ter relao com o 
conhecimento j adquirido pelo aluno.
Nosso grande desafio como professor no  sobrecarregar os nosso ouvintes com informaes; ao contrrio,  conduzi-los domingo aps domingo, a um crescimento simtrico. 

2) A Aprendizagem ser eficaz se levar em considerao os interesses do aluno. 

Temos que despertar o interesse daqueles a quem queremos ministrar ( Jo. 4:10 ). O aluno precisa sentir que vale a pena ouvir o que voc tem a dizer.

"Os coraes tambm tm orelhas - e estai certos de que cada um ouve, no conforme tem os ouvidos, seno conforme tem o corao e a inclinao"
Sermo do 5 Domingo de Quaresma - (Padre Vieira)7

John Stott, nos lembra que Jesus conhecia os coraes de seus ouvintes e lhes falava ao corao ( Jo. 2:25 ). Jesus  o grande Kardiognstes ( Atos 1:24 ), aquele 
que conhece os coraes.

3) A aprendizagem ser mais eficaz se levar em conta a necessidade do aluno. ( Jo. 4:5-30 ) 

Muitos professores ficam angustiados porque no conseguem prender a ateno de seus alunos. O aprendizado ocorre quando os alunos esto motivados a aprender, e para 
que haja motivao, precisamos levar em conta suas necessidades. 

Para que o processo ensino-aprendizado seja eficaz o professor precisa conhecer seus alunos. Precisa olhar e tratar seus alunos como ovelhas e adequar seus mtodos 
didticos s diferenas individuais, visando a uma aprendizagem mais satisfatria

 nosso trabalho como professor conhecer nossos alunos, suas lutas e fraquezas, suas tentaes e alegrias. Voc conhece seus alunos? Sabe quem so seus pais, onde 
eles estudam, onde trabalham, quais so seus sonhos ? etc..

O modelo de Maslow nos mostra quo importante e eficaz se torna o ensino e a aprendizagem se ns como professores considerarmos as necessidades dos nossos alunos.

Maslow entendia que toda pessoa tem uma tendncia bsica para realizar o que nela est em potencial, e concebe a existncia de 5 tipos de necessidades:

Jesus no pregava sermes enlatados. Ele os pregava na casa, na sinagoga, nos montes ou a beira-mar sempre muito naturalmente e partindo do interesse e das necessidades 
de seus ouvintes e de suas necessidades. (Lc 10:25,26; Jo 4:10; Lc 4:16-30)

O contedo pode ser bblico e correto, mas se no atender as necessidades do aluno no ter muito valor.  como dar gua e no po para quem tem fome. Ns como professores 
precisamos manter uma relao mais pessoal e ntima com nossos alunos.

Jesus era relacional: O corao de Jesus pulsava no s pelas idias, mas tambm pelas pessoas. Ele estava mais preocupado com as pessoas do que com o trabalho a 
ser realizado. Jesus era um mestre que criava pontes e no muros entre as pessoas. (Jo 5:1-15)

4) A aprendizagem ter mais sucesso se for baseada em atividades. 

Este princpio  aquilo que temos visto na frase: "Aprender a fazer, fazendo" Nossos alunos aprendem quando ouvem, vem e fazem. Existe o prazer puro do conhecimento, 
mas o aprendizado deve produzir mudanas em nossas vidas.

5) A Aprendizagem ocorre quando se observa o professor como modelo.

Poucas coisas tocam to de perto o corao de um aluno quando este verifica que o professor pratica aquilo que ensina. A aula no  um mero discurso, mas o compartilhar 
de experincias reais. Veja o exemplo de Jesus. O que ele pregava e fazia eram a mesma coisa. Nele no havia contradies. ( Mt 7:29; Lc 4:32; At 7:22 ) 

III. A COMUNICAO E O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

O termo comunicao vem do latim communis, que quer dizer "comum". Para que possamos comunicar algo a algum precisamos estabelecer pontos em comum com ele.

1) Pontos de estrangulamento da comunicao : 

1. Professor  um mau comunicador e no percebe isto.
2. Professor est mais interessado em dar a matria do que despertar o interesse do aluno.
3. Professor se utiliza de termos e conceitos que no so da experincia dos alunos.
4. Professor parte da premissa de que todos os seus alunos tm o mesmo nvel de inteligncia.
5. Professor no parte do ponto em que o aluno est.

2) ELEMENTOS BSICOS DO PROCESSO DA COMUNICAO

No processo da comunicao (tornar comum) humana intervm, necessariamente cinco elementos:

1) - O Transmissor :  aquele que transmite
2) - O Receptor : O que recebe

A comunicao exige a participao, no mnimo de 2 pessoas. Se um indivduo fala e ningum ouve, o processo da comunicao humana no se completou.

3) - A Mensagem :  o elo de ligao dos dois pontos do circuito.

Toda mensagem no processo da comunicao humana precisa ser significativa, deve dizer qualquer coisa em comum para o transmissor e para o receptor. O professor precisa 
conhecer o assunto que vai ministrar.

4) - O meio: O meio pode prejudicar ou facilitar a comunicao. Dominar o meio da comunicao humana  condio essencial  sua efetividade.

O meio da comunicao precisa atender a dois requisitos fundamentais:
- Ser dominado tanto pelo transmissor quanto pelo receptor.
- Estar de acordo com a mensagem que transporta.

5) - Finalidade - Objetivo : A finalidade da comunicao deve ser evidente, para prevenir distores e mal-entendidos.

A pergunta: "Onde quero chegar"?  fundamental para a efetivao da comunicao.

3) COMUNICAO EM RELAO  MEMRIA

Nossos alunos aprendem quando ouvem, vem e fazem.

Comunicao com Palavras escritas - 7%
Comunicao com palavras: sendo ditas, tom de voz, volume, ritmo - 38% 
Comunicao vendo: Expresses faciais, gestos, etc... - 
55 %.

Existe o puro prazer do conhecimento, mas o aprendizado deve produzir mudanas em nossas vidas.

4) OS RECURSOS AUDIOVISUAIS MELHORAM A MEMRIA 

Recursos audiovisuais frisam que a aprendizagem acontece por todos os cinco sentidos:

5) Como Apresentar o Contedo ( a mensagem )

Um fator muito importante na comunicao da mensagem  a maneira como falamos quando temos a incumbncia de ensinar. Todos ns j ouvimos vrios tipos de professores, 
pregadores e oradores: alguns interessantes, outros fracos e sem nenhum brilho; alguns falando com idias breves e claras, outros demorando muito em expressar o 
que querem dizer; alguns com uma mensagem vital, outros sem nada para dizer, usando palavras destitudas de sentido, valor e clareza.

Algumas recomendaes para se evitar os rudos na comunicao :

 Planeje cuidadosamente sua comunicao. Evite falar demais. Seja objetivo.
 Antes da comunicao decida qual o melhor meio
 Quando oralmente, fale de maneira clara e pausadamente
 Evite comunicar-se sob estado de tenso; voc poder dizer muita coisa e depois se arrepende
 Use a mesma linguagem do receptor
 Fale um assunto de cada vez. No misture os assuntos
 Verifique se foi compreendido atravs de perguntas dirigidas ao grupo
 Oua o que os outros tm a dizer. No menospreze qualquer opinio ou sugesto

Pense um momento. Como podemos ser mais atraentes ao proferir ou apresentar as mensagens? O nosso desejo, por certo,  segurar a ateno dos ouvintes para que ganhem 
o mximo daquilo que Deus tem colocado em nosso corao. Quais so alguns dos bons hbitos que o professor deve mostrar na sua fala?

A. Use Linguagem Simples e Clara: O nosso Senhor Jesus Cristo, embora Deus-Homem, falou em termos claros e perfeitamente compreensveis para povo comum. Ele poderia 
ter usado uma linguagem profunda e difcil. Mas escolheu palavras simples para o povo. 

Creio que todo professor deveria aplicar o lema de Agostinho: "A chave de madeira no  to bonita quanto a de ouro, mas se ela abre uma porta que a chave de ouro 
no consegue abrir,  muito mais til" 

Citando novamente Stott, ele nos conta a histria de um paciente num hospital de loucos que, aps ouvir o capelo por algum tempo, comentou: "Se Deus no me ajudar, 
vou acabar assim tambm!" 

B. Procurar Usar o Prprio Estilo: No deve o professor imitar ningum, deve ser natural e usar a prpria personalidade que Deus lhe tem dado. Especialmente quanto 
ao tom de voz que usa ao falar, o professor deve usar o seu prprio tom habitual.

C. Falar de Tal Forma Que Todos Possam Ouvir e Compreender: Uns dos principais problemas de muitas pessoas que falam em pblico  o de serem ouvidas ou entendidas. 
s vezes o volume ou fora de voz no  suficiente para que os que esto mais afastados possam ouvir sem dificuldade.

O professor precisa pronunciar distintamente cada palavra. Alguns falam depressa demais, quase em ritmo de metralhadora ! Devemos tomar o mximo cuidado com a articulao 
ou enunciao de nossas palavras.

D. Falar com o Corpo Todo: Se a exposio da aula  uma espcie de "conversa animada", devemos utilizar as nossas mos para dar nfase quilo que dizemos. Se a mensagem 
estiver cheia de vida, no teremos muito problema em reforar as nossas palavras com gestos.

Qual o mais interessante para se escutar. Algum falando :

 Com variao no tipo de freqncia dos gestos ?
 Com muitos gestos semelhantes que se repetem continuamente ?
 Sem nenhum gesto ?

E. Falar com Convico: Convico  uma caracterstica dos grandes mestres de todos os tempos. Para alcanarmos xito no ensino, muito depende da convico com que 
falamos. Uma das fontes principais de popularidade e magnetismo pessoal na sala de aula  uma convico inabalvel, uma alvo definido.
Quando Charles H. Spurgeon, o grande pregador do sculo XIX, pastor da Igreja All Souls, em Londres deu incio a seu ministrio, um ateu bem conhecido informou a 
seus amigos que iria ouvir Spurgeon pregar.
- Por que? Perguntaram seus amigos incrdulos. Voc no acredita em nada que ele prega.
- Eu no acredito, concordou o ateu, mas ele acredita.

F. Falar com Entusiasmo ( En+ Teos ): O entusiasmo  uma outra qualidade que est ligada  convico. O entusiasmo ajuda muito a qualquer palestra ou sermo. Esta 
qualidade  atraente e contagiante. Entusiasmo por parte do professor gerar entusiasmo nos ouvintes. 
Devemos mostrar o nosso entusiasmo em nossa voz, expresso facial e tambm em nossa maneira de falar. Se vale a pena pregarmos a nossa mensagem, valer tambm sermos 
entusiasmados com ela. Se os professores e as pessoas que fazem palestras se entusiasmam ao proferir aulas e palestras, quanto mais ns, que temos a "boca-nova" 
de salvao e perdo para os nossos ouvintes ! 

G. Falar com Amor: Que prazer  ouvir algumas pessoas falar ! O rosto delas parece radiar o gozo, a paz e o amor do Senhor.  fcil prestar ateno quilo que dizem. 
Sentimos o amo de Deus quando falam. Como tm uma atitude simptica e no de condenao ou superioridade ! Sigamos o exemplo destes, e no o exemplo negativo de 
alguns que falam sem manifestar o amor e compaixo do nosso Mestre.

H. Pregar no Poder do Esprito: O apstolo Paulo assim escreveu em I Corntios 2:4,5 : "A minha linguagem e a minha pregao no consistiram em palavras persuasivas 
de sabedoria, mas em demonstrao do Esprito e de poder; para que a vossa f no se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." 

I. Variar a entonao e a velocidade da voz. 

Responda voc mesmo : Qual  o mais interessante para se escutar ?
 O tempo todo voz triste ?
 Com variao de tom de voz ?
 O tempo todo com voz alegre ? 

Qual o mais interessante para se escutar ? 

Aquele que fala : 

 O tempo todo depressa ?
 O tempo todo devagar ?
 Com variao de velocidade ?

IV. OS MTODOS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

Como incentivar a participao mais efetiva de nossos alunos ? 

A palavra mtodo vem do grego methodos. Da a nossa palavra metodologia (mtodo + logia) estudo dos mtodos.  a arte de guiar o aprendiz na investigao da verdade.

Mtodo portanto,  o caminho para se atingir um objetivo, um resultado.

"A aprendizagem se realiza atravs da conduta ativa do aluno, que aprende mediante o que ele faz e no o que faz o professor". Ralph W. Tyler

Existem vrias maneiras, caminhos, mtodos para ensinar um assunto.

O professor que busca transmitir ao aluno determinado ensino e deseja alcanar o objetivo do aprendizado efetivo, deve analisar e selecionar o mtodo mais adequado 
e mais eficaz.

1 - Exposio - Preleo

Devemos utilizar este mtodo : 

a) Para dar uma informao.
b) Quando os alunos estiverem motivados.
c) Quando o orador tiver fluncia e administrao do grupo.
d) Quando o grupo for grande, impossibilitando o uso de outros mtodos.
e) Para adicionar ou destacar algo novo ao conhecimento j adquirido.

Exposio Verbal : Utilizado quando o assunto  desconhecido ou quando as idias dos alunos so insuficientes ou imprecisas. Conforme o nvel de aprendizado do aluno, 
a exposio pode ser intercalada com a exposio dos alunos, ainda que informalmente.

Desvantagens do mtodo expositivo:

- A aprendizagem pode ser mecnica (no crescem, mas engordam)
- Pode gerar um processo de memorizao sem aprendizado
- O uso de linguagem e termos inadequados
- Pode haver uma preleo sem cativar: No se conquista o aluno, ao contrrio, a tendncia  de distanciamento. 

2. Trabalho Independente: Consiste de tarefas dirigidas e orientadas pelo professor. Efetuar uma pesquisa, elaborar um sermo, resolver uma questo... Deve ser utilizado 
aps anlise do objetivo do curso, do nvel de conhecimento do aluno, do tempo disponvel ... pois o principal objetivo ser o desenvolvimento da atividade mental 
do aluno, fixando o aprendizado. Exige acompanhamento do professor, corrigindo e estimulando.

3. Elaborao conjunta: O exemplo mais tpico de elaborao conjunta  a "conversao didtica". No  um simples responder perguntas, mas um interagir professor-aluno. 
Exigir maior preparo metodolgico do professor, como tambm um conhecimento mais abrangente, pois ele no apenas coordenar o processo, mas far parte do processo. 
O resultado ser coletivo.

Professores inexperientes, autoritrios, formais ou dogmticos certamente enfrentaro dificuldades com este mtodo. Aparentemente pode no ter problemas, pois toda 
e qualquer expresso ou discrdia ser combatida.

4. Trabalho em grupo: Distribuio de temas, perguntas, questes... para que em grupos de 3 a 5 alunos as questes sejam trabalhadas. Deve-se fixar um objetivo a 
ser atendido.

Os "grupos" de alunos devem ser divididos, buscando a formao heterognea. O ambiente deve ser preparado antecipadamente para ganhar tempo e evitar baguna. (a 
no ser que a baguna faa parte do objetivo).

Podemos utilizar este mtodo:

a) Para obter a participao do aluno ( na maioria dos casos todos participam, mesmo aqueles mais tmidos e inibidos) 
b) Para avaliar o conhecimento do grupo
c) Para reafirmar conceitos
d) Para produzir ambiente descontrado, propcio ao aprendizado. (em ambientes tensos, autoritrios, formais, o aprendizado torna-se mais difcil)

5) Representao, Dramatizao

Apresentao de um problema humano por determinado nmero de alunos, para anlise e discusso pelo restante do grupo.

O Teatro de sombras : Representaes de personagens, atrs de um lenol. Os personagens devem atuar de perfil (de lado) obviamente.

Temos tambm o Teatro de Marionetes e o Teatro de Vareta

Teatro de fantoches: Consiste em fantoches de papel, fixados numa vara de churrasco, bambu ou palitos de sorvete. ( Fantoches de Luvas, Fantoches de Mo, Fantoche 
Andarilho )

O fantoche pode ser preso  mo por um elstico costurado na cintura. Fazer botas de cartolina que sero ajustadas aos dedos.

6) Debates: Neste mtodo oradores falam a favor ou contra uma proposio, defendendo seus pontos de vista. Em um segundo momento, o grupo que assiste poder fazer 
perguntas aos debatedores.

7) Painel de Oposio ou debate: Discusso diante de um auditrio sobre determinado tpico. Requer trs ou mais participantes e um lder.

Os participantes e o lder devem ter conhecimento geral e especfico na rea e domnio prprio para que o painel no se transforme em "pancadaria intelectual".

Podemos utilizar este mtodo:
a) Para apresentar pontos de vista diferentes.
b) Quando houver pessoas qualificadas para compor o painel.
c) Quando o assunto for complexo demais, dificultando a participao do grupo todo.
d) Quando for melhor para o aprendizado somente observar e no discutir.
e) Quando quiser analisar as vantagens e desvantagens na soluo de um problema.

8) Seminrio: O nome desta tcnica vem da palavra "semente", o que indica que o seminrio  uma excelente ocasio para germinar a semente de novas idias, favorecendo 
assim o aprendizado.

9) Atividades Especiais: 
 Leitura complementar
 Visitas entre alunos
 Visitas a lugares especficos
 Piquenique

V. RECURSOS PEDAGGICOS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM 

A acelerao na histria nada mais  do que o tempo entre a descoberta e a aplicao dos processos tecnolgicos. A fotografia levou 112 anos entre a descoberta e 
a aplicao. O telefone, 56 anos; o rdio, 35; a televiso, 12; o computador, 2 anos. O comptador 286, 1 ano e do 486 para o Pentium, 1 ms .

Nossa sociedade est em constantes mudanas. Se ns professores, tambm no acompanhar estas mudanas e transformaes, vamos ficar para trs. Veja alguns recursos 
pedaggicos que podemos lanar mo para tornar nosso trabalho como professor, mas fcil:

1) Apostilas: O professor pode preparar a sua aula e colocar isto em forma de apostila. Assim os alunos podero acompanhar a aula, lendo, vendo e ouvindo. 

2) Quadro "negro": s vezes se faz necessrio ao professor escrever alguma palavra para que o aluno visualize e entenda seu significado. Auxilia ao professor que 
vez ou outra precisa fazer um grfico, ou expor de maneira visual seu argumento. 

3) Retroprojetor: Exposio com ilustrao visual : Apresentao grfica de fatos, fenmenos ... atravs de grficos, mapas, esquemas, gravuras, etc. ( Ex. Viagens 
missionrias de Paulo (mapas) ) 

4) Flip Chart: Tem a mesma funo do qudro "negro", porm por ser mvel, pode ser levado para qualquer outro ambiente e tambm sua posio dentro da sala de aula. 

5) TV e Vdeo: Existem bons filmes que podem ser utilizados para favorecerem o ensino. 

6) Computador: Grficos, desenhos, Multimdia, etc....

VI. O PAPEL DO ESPRITO SANTO NO PROCESSO ENSINO APRENDIZADO
O que distingue a Educao secular da crist,  que esta tem a Bblia como seu objeto de estudo e sua meta  a transformao de vidas. Em razo disto a obra do Esprito 
Santo  indispensvel para alcanarmos to sublime meta.

Na educao crist, a eficcia do ensino depende indiscutivelmente da obra do Esprito Santo. Esta eficcia ocorre em 3 etapas: Na preparao da aula, na ministrao 
e na recepo por parte dos alunos.

RAZES DA NECESSIDADE DO ESPRITO SANTO NO PROCESSO PEDAGGICO

Em Relao ao Professor:

1) - O professor precisa de capacitao espiritual.

Lemos I Co 2:1-4 e II Co 3:5 que o sucesso do ensino no depende, em primeiro lugar, da capacidade do professor. O mestre pode ser eloqente, gesticular bem, mostrar 
grandes conhecimentos, e no entanto seu ensino no ter o efeito esperado.

A Educao crist  um processo cooperativo envolvendo o humano e o divino. O professor estuda, planeja e ensina a verdade; o Esprito Santo procura dar direo, 
poder e iluminao aos professores. (Zac 4:6)

Em Relao ao Aluno:

2) -  o Esprito Santo que aplica a verdade ensinada.

O resultado eficaz do ensino depende da ao iluminadora no corao dos ouvintes. Apenas ter conhecimento da verdade apresentada, no transforma os ouvintes. Para 
que a Palavra ensinada seja eficaz na vida dos alunos precisamos do ministrio de iluminao do Esprito Santo. (Jo 14:26; 16:13; II Co 2:10-15)

VII - AS QUALIFICAES DO PROFESSOR EFICAZ

O que voc acha de um mecnico de automvel que no tem noo do que seja um radiador? Ou de um mdico que no qual a diferena entre sangue tipo A e tipo B? A concluso 
bvia : no esto qualificados para exercer seu trabalho.

Da mesma forma o professor precisa preencher alguns requisitos bsicos para estar apto a exercer o ministrio de ensino na Igreja de Cristo.

Iremos considerar alguns elementos no ministrio de Jesus e teremos mais instruo para cumprir nossa misso de mestre de maneira mais eficaz.

1) O Professor deve ensinar com a prpria vida.

A classe de aula  a extenso da vida do professor. Esta talvez seja a qualidade mais importante na vida de qualquer professor.

As pessoas ouviam o ensino de Jesus e o admirava. A razo est no fato de que Jesus ensinava com autoridade - Mc 1:22; Lc 4:22; At 7:22.

2) O professor precisa estar convicto daquilo que ensina.

O professor precisa ter convico pessoal daquilo que est ministrando. 

O professor que no tiver convico naquilo que est ministrando no conseguir persuadir seus alunos.

O que voc diria de uma pessoa que viesse  sua casa e com muita tranqilidade e indiferena dissesse: "Sua casa est pegando fogo l atrs"? Voc daria crdito?

3) O professor precisa ter senso de vocao.

Ser professor no pode ser uma opo s porque no tinha outra coisa para se fazer na Igreja. E ningum deve assumir a funo de ensinar s porque no tinha outra 
pessoa para ocupar o cargo.
Ser professor na Escola Bblica Dominical  vocao. Note o exemplo de Jesus - Mt 4:23; Jo 13:3; 3:2. Jesus  chamado de Mestre pelo menos 45 vezes nos Evangelhos.

4) O Professor precisa ter conhecimento das Escrituras.

No poderia ser diferente. A Bblia  a matria prima do trabalho do professor. O professor de Escola Dominical que desconhece as Escrituras  to incongruente quanto 
um advogado que desconhece o cdigo de leis de seu pas. (Mt 4:1-11; Lc 24:27; Mt 5:17-48)

5) O professor precisa conhecer a natureza humana.

Todo aquele que lida com pessoas, precisa conhecer a natureza humana. O professor precisa compreender a vida humana e os intrincados problemas a que as pessoas esto 
sujeitas.

O professor  tambm um "mdico". Sua funo  receitar o remdio certo para as dores do corao humano. ( Jo 2:25; Mt 9:4; Jo 6:61-64; Jo 4:17,18)

Ilustrao: Grfico de quem so os nossos alunos.
(A Liderana Crist)

6) O professor precisa dominar a arte de ensinar.

O professor se quiser ser eficaz em seu ministrio ser necessrio se preparar conhecendo e dominando bem o seu trabalho. Se faz necessrio ler muito sobre a arte 
da pedagogia; as regras, os caminhos mais eficazes para se ensinar; erros que no se devem cometer, etc...

VIII. OBJETIVOS DA EDUCAO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZADO

Tudo fica mais fcil quando temos um objetivo claro em mente. O que voc diria de algum que simplesmente entra num nibus, mas sem saber onde ele quer chegar? Loucura? 
Pois , mas acontece que muitos professores entram numa sala de aula e comeam a dar a lio sem saber onde querem chegar com a lio.

O professor se quiser ensinar de modo eficaz precisa ter um alvo a ser atingido.

Vejamos alguns objetivos do ensino:

1) Formar cristos com caracteres maduros. (Discipulado)

2) Preparar os crentes para o servio cristo. (Servio)

3) Evangelizar aqueles que no so convertidos. (Evangelismo)

4) Ajude na soluo de problemas. (Ao social)

5) Solidificar o ensino das Escrituras (Doutrina)

6) Preparar os cristos para se relacionar entre si. (Comunho)

IX. CARACTERSTICAS DO DOM DE ENSINO

Algumas caractersticas, entre as que podem ser observadas no possuidor do Dom de Ensino 

01 - Capacidade de explicar claramente e aplicar eficientemente a Palavra de Deus, de modo a transmitir informaes relevante ao bem estar espiritual e ao ministrio 
individual do irmos.

02 - Gosta de descobrir e armazenar a verdade. Questiona idias e conceitos novos at compreender a verdade sobre esses conceitos e como eles podem ser aplicados 
na prtica.

03 - Organiza dados e informaes metodicamente. Apresenta a verdade numa seqncia organizada e sistemtica. No ensina  queima-roupa.

04 - Ajuda outros a compreenderem a Verdade, com todos os recursos de didtica: explicaes claras, simples, que conduzem os outros a raciocinar corretamente, at 
compreenderem a verdade e saberem como aplic-la. Procura fazer com que os princpios bblicos sejam teis e aplicveis no dia-a-dia do crente.

05 - Faz questo de usar a palavra exata e de esclarecer o sentido das palavras. Pode at exagerar na exposio dos detalhes.

06 - Tem convico de que este Dom  bsico para o exerccio dos demais.

07 - Recebe iluminao de Deus nos seus estudos e transmite efetivamente esclarecimentos que iluminam a Palavra de Deus.

Maior Satisfao : Obter e armazenar informaes, para transmiti-las.

Riscos de pecado neste ministrio:

01 - Por orgulhar-se do seu conhecimento;

02 - Por desprezar os que no tem o mesmo grau de conhecimento e no so metdicos;

03 - Por ensinar somente coisas que agradem uma parte do auditrio;

04 - Por esquecer que  Deus que o capacita a transmitir corretamente a Palavra.

CONCLUSO: 

Bibliografia 

Bruce Wilkinson, As 7 Leis do Aprendizado ( Venda Nova: Ed. Betnia , 1998 )

George Sherron K., Igreja Ensinadora, Ed. LPC Publicaces ( Campinas: 1993 )
Grigs, Donald L., Manual do Professor Eficaz, Cultra Crist ( So Paulo: 1997 )
Hendricks, H. Ensinando para Transformar Vidas, Ed. Betnia ( Belo Horizonte: 1991)
Jnior, A. Gagliard, Voc Acredita em Escola Dominical ? Editora Vinde ( Rio de Janeiro: 1991 )
Jnior, A. Gagliard, Educao Religiosa Relevante, Editora Vinde (Rio de Janeiro: 1993 
Juan Diaz Bordenave e Adair Martins Pereira, Estratgias de Ensino-Aprendizagem
( Petrpolis: Ed. Vozes - 1977 )
Maria Cristina Kupfer, Freud e a Educao (So Paulo: Ed. Scipione, 1996)
Maria Lcia de A. Aranha, Histria da Educao ( So Paulo: Ed. Moderna, 1989 )
Maria Lcia de A. Aranha, Filosofia da Educao ( So Paulo: Ed. Moderna, 1989
Olivetti, Odair, Aprimorando a Escola Dominical, Casa Ed. Presbiteriaana ( So Paulo: 1992)
Price, J.M., A Pedagogia de Jesus, Juerp ( So Paulo: 1986 )
Rev. Gildsio J

Parte XIII
VIVENDO E APRENDENDO COM C.S.LEWIS: 
Princpios Norteadores da Educao Crist no Sculo XXI
I. VIDA E OBRA DE C. S. LEWIS
Nascido em Belfast, Irlanda, C. S. Lewis (1897-1963)  considerado um dos maiores pensadores, escritores e apologetas cristos do sculo XX, com grande capacidade 
de projeo para o futuro. Sua vastssima obra, mais conhecida no meio cristo pelos seus livros teolgicos, tambm ficou famosa por outro gnero, o do romance ou 
fico. O sucesso imediato de Cartas de um Diabo a seu Aprendiz foi reconhecido pela celebrada revista Time. Lewis tambm ficou famoso por sua fico cientfica 
(da sua trilogia espacial, Longe do Planeta Silencioso e Perelandra j esto traduzidos para o portugus) e pelas histrias to preciosas para o pblico infantil 
(e tambm para os adultos) narradas nas Crnicas de Nrnia.1

Mas a melhor idia que se pode ter da histria desse catedrtico e crtico literrio de Oxford (Magdalene College, 1925-1954) e Cambridge (como professor de literatura 
inglesa medieval e renascentista) pode ser obtida da leitura de sua autobiografia Surprised by Joy,2 recentemente traduzida e lanada, com muito sucesso, no mercado 
nacional. Esse livro explica a total coerncia do autor, em meio  grande variedade de gneros literrios utilizados, sendo os princpios fundamentais da doutrina 
crist tambm sintetizados nas suas quatro principais obras apologticas: Cristianismo Puro e Simples, O Problema do Sofrimento, Milagres e O Grande Abismo.3

As obras de Lewis so constantemente reeditadas no exterior,4 inspirando muitos estudiosos a elaborar compilaes, revises, estudos e palestras a respeito desse 
autor e de seu pensamento. Atualmente existe at uma lista de discusso na Internet em torno de suas idias, alm de sociedades fundadas a partir de uma viso crist 
do mundo inspirada por ele. H ainda um filme cinematogrfico de Richard Attenborough, Shadowlands ("Terra das Sombras"), em sua homenagem, que pode ser encontrado 
em videotecas e  freqentemente visto na programao da TV por assinatura.

II. CONTRIBUIO PARA A EDUCAO CONTEMPORNEA
Para se ter uma noo do potencial de projeo das idias desse autor para a educao do sculo XXI (e particularmente para a educao crist),  preciso mencionar 
que, nos Estados Unidos, por exemplo, as Crnicas de Nrnia foram recentemente recomendadas no currculo das escolas e universidades de alguns estados, como leitura 
obrigatria em diversos cursos oferecidos por reconhecidas instituies de ensino, despertando o interesse de estudantes e intelectuais de todos os nveis e reas. 
A ampla popularidade conquistada pelo autor, atravs de educadores e da grande diversidade de sua obra,  um indcio da importncia da sua mensagem para o campo 
educacional. 

A sua autobiografia, que teve sucesso quase que imediato no mercado brasileiro, confessional ou no, revela a nfase dada pelo autor  educao. Embora a sua experincia 
escolar no tivesse sido das melhores (ou quem sabe precisamente por isso), Lewis levou at o fim o seu projeto pedaggico cristo de resgate do sentido que pode 
haver nas escolas, e que pode ser alcanado atravs da literatura e, particularmente, dos contos-de-fada, como explica um dos especialistas nas idias do autor:

...o sentido est intimamente relacionado com o papel da imaginao e com o fato de que todo o universo  uma criao dependente de Deus. Costumamos ver a razo 
como o veculo da verdade, e a imaginao, do sentido. A razo e a imaginao tm, ambos, a sua prpria autonomia ... A fico , para Lewis, a construo do sentido. 
Ela reflete a criatividade maior de Deus, quando deu origem ao seu universo e o relacionou a ns mesmos. O sentido  o cerne das coisas e dos fatos.5

Nos captulos a seguir procuraremos explicitar melhor os princpios acima sintetizados, aplicando-os  Educao Crist.

III. PRINCPIOS BSICOS DA EDUCAO CRIST DE C. S. LEWIS

A. Apre(e)nder pelo sofrimento
Se considerarmos a vastido das obras de Lewis, perguntar-nos-emos o que o teria impelido a escrever tantos livros (sem falar das milhares de cartas que escrevia 
a seus leitores) e de forma to diversificada! E como poderamos tornar acessvel a sua contribuio ao educador brasileiro, no limiar de um novo sculo? Para responder 
em parte a essa questo, devemos considerar a histria de vida do autor, marcada pela dor desde menino, com a morte de sua me, o que deu inicio  sua insistente 
e contnua busca de "alegria" (curiosamente tambm o nome de sua futura esposa, Joy). Assim, por exemplo, em O Problema do Sofrimento, Lewis aborda diretamente a 
questo clssica que o mundo secular levanta contra o cristianismo: "Se Deus existe, como pode haver tanta injustia, fome e misria no mundo?"

No h dvida de que a vida muitas vezes  cruel e, se quisermos ser realistas, teremos que contar com obstculos constantes, muitas vezes dolorosos, que nos trazem 
de volta  vida concreta, destruindo nossas fantasias a respeito de um mundo idealizado e abstrato, como se v nesse exemplo, citado por Lewis:

Mveis feitos de sonho so o nico tipo em que nunca tropeamos ou esbarramos com o joelho. Ns todos conhecemos um casamento feliz. Mas como a esposa  diferente 
daquela donzela imaginria dos sonhos da nossa adolescncia! To pouco adaptada a todos os nossos desejos extravagantes e por esta mesma razo (entre outras) to 
incomparavelmente melhor.6

O prprio Deus, que  um ser real e concreto, escolheu manifestar-se ao homem em forma material e concreta, apesar de ser igualmente capaz de usar um sonho para 
nos comunicar algo. Assim, para os cristos, uma das primeiras lies a serem aprendidas  que o ser humano no pode viver de sonhos e devemos aprender a lidar com 
as nossas limitaes, que muitas vezes implicam em dor e sofrimento:

 lgico que fomos instrudos em como lidar com o sofrimento - oferecendo-o a Deus em Cristo como mui singela, modesta mesmo, participao no sofrimento de Cristo; 
por outro lado, como  duro pratic-lo, no  mesmo?7

Devido a essa dureza da vida  que autores como Kreeft procuram ajudar-nos a enxergar o outro lado do sofrimento, j quase esquecido pela maioria dos seres humanos. 
Isso pode vir a tornar-se uma excelente oportunidade para aprender, como ele expressa no seguinte trecho de uma de suas primorosas obras, na qual busca uma interao 
com o leitor:

Leitor: Ento, prazer sem sofrimento  possvel para Deus. Por que no nos  possvel?

Autor: Boa pergunta.

Leitor: Voc tem uma boa resposta?

Autor: Acho que sim. Mesmo no Jardim do den, antes que houvesse pecado, morte e sofrimento, estvamos sujeitos ao tempo, tnhamos de crescer, de aprender. Mas aquilo 
era um prazer. Depois que pecamos, aprender tornou-se doloroso, porque aprender significa submeter a mente  realidade.8

A misso prioritria do educador, portanto,  a de "resgate" (por mais desgastado que o termo possa estar) da realidade, "doa a quem doer," da forma mais "didtica" 
possvel, abrindo portas que permitam enfoc-la e interpret-la mais adequadamente. A realidade da "dureza da vida" deve ser levada em conta, certamente. Mas a vida 
no se limita a isso. Como observa Lewis, devemos ajudar o educando a superar esse nvel da desiluso e anim-lo para uma nova aventura em busca do sentido mais 
profundo das coisas.

De acordo com Kreeft, o sofrimento pode, nesse sentido, adquirir uma feio totalmente nova para ns:

O outro significado do mistrio - positivo -  o encontrado em J. Deus tem seus motivos para deixar que coisas ruins aconteam a pessoas boas. Mas ele no diz isso 
a J, que no consegue descobrir nada. Aqui, o obscuro  subjetivo, no objetivo. Aqui, nossas mentes esto no escuro, mas Deus  a luz... No mistrio das Escrituras, 
a realidade  a luz e ns estamos no escuro. De fato, estamos no escuro precisamente porque realidade  luz, muita luz. Assim como Agostinho e Toms de Aquino gostavam 
de repetir, somos como morcegos ou corujas: enxergamos bem as sombras, mas no o sol. Pelo excesso de luz, o sol nos cega.9

Hoje, mais do que nunca,  necessrio lembrar aos que se queixam da dureza da vida que as coisas no so obscuras por si mesmas, mas porque, de fato, perderam algo 
e sofrem as conseqncias dessa falta. E, como ns mesmos temos essa carncia, somos vulnerveis s preocupaes cotidianas. De acordo com as cartas de Lewis a uma 
amiga americana, um dos maiores desafios  aprender a viver as preocupaes do dia, sem transferi-las do passado ou do futuro:

Suponho que viver a vida a cada dia (...)  precisamente o que ns temos que aprender - mesmo quando o velho Ado em mim s vezes alega que, se Deus quisesse me 
fazer viver como os lrios do campo, por que no me deu a mesma dose de nervos e imaginao que eles! Ou ser esse precisamente o ponto, o propsito exato deste 
paradoxo divino e audacioso chamado ser humano - fazer, dotado de razo, tudo aquilo que outros seres fazem sem ela?10

Ento, para aprendermos a enfrentar o desafio de viver a vida, temos a necessidade de compreend-la, de apreender a sua lgica interna, sua ratio (a traduo latina 
de logos) ou razo de ser mais profunda, "aplicando corretamente a inteligncia" a ela (que  um dos conceitos de "estudar" no Dicionrio Aurlio). A razo, longe 
de ser um empecilho  f, pode vir a se tornar um grande instrumento para o homem perceber o lado bom que h nas coisas e assim viver de modo menos depressivo, desesperanoso 
e auto-depreciativo do que vem vivendo neste final de sculo. E o grande desafio do educador do presente e do futuro  o de ponderar todas essas coisas e descobrir 
meios criativos para representar o seu sentido mais profundo de forma perceptvel ao educando, transformando a sala-de-aula numa aula viva, e a qualidade do ensino 
em qualidade de vida.

B. Apre(e)nder pela razo
Uma das melhores formas de lidar com as coisas  explan-las ou explic-las, ou seja, tirar as suas plicas (prega, dobra, vinco, em latim), como se aplaina um papel 
todo amarrotado (da tambm derivam-se complicar, replicar, aplicar, duplicar, etc.), exprimindo-as por meio da linguagem. Essa  uma das razes pelas quais Lewis 
escrevia tanto: para, aplicando o mtodo da simplicidade, clareza e gratido (que  o estilo distintivo dos autores "clssicos" da filosofia crist como George MacDonald, 
Tolkien, Chesterton, etc.) traduzir a experincia viva em literatura e, assim, representar as coisas como elas so, que  o primeiro passo para aprender a lidar 
com elas. Dessa forma, Lewis tambm realiza o sentido profundo do imperativo de Paulo de "considerar todas as coisas e reter o que  bom" (ver 1 Ts 5.21).

Em The Allegory of Love,11 Lewis denuncia o mau uso que se pode fazer da mente e da imaginao de que ela se vale para representar a realidade.  interessante notar, 
a partir da literatura medieval e renascentista, os extremos em que cai o homem quando busca a felicidade onde ela no pode ser encontrada. Um desses extremos pode 
ser chamado de simbolismo, que  uma espcie de dualismo reducionista que exalta o smbolo da mulher amada como uma divindade capaz de eliminar todo tipo de mal 
e de substituir a prpria realidade.

No captulo 2 desse livro, Lewis explica que o simbolismo ou sacramentalismo  a tentativa de interpretar ou enxergar um modelo visvel por detrs do que  invisvel. 
Trata-se de uma espcie de "ocultismo" ou vontade de desvendar tudo o que est oculto atrs das coisas, como podemos observar no seguinte exemplo da literatura: 
"Todo o transitrio  apenas uma metfora" (Goethe).

Por outro lado, h os que, quando percebem que embaixo da casca da cebola podemos encontrar apenas outra casca de cebola, passam a duvidar at mesmo do conceito 
de cebola, recaindo no irracionalismo, que nega at o eterno: "Todo o eterno  apenas uma metfora" (Nietzsche).

Acontece que o invisvel no pode ser interpretado em nada que seja visvel. Na verdade, as coisas materiais  que so smbolos ou imagens de uma realidade mais 
concreta, que no deixamos de enxergar porque se escondem, mas porque vo alm da nossa capacidade de viso. Por isso  que toda tentativa de interpretao humana 
das imagens sempre continuar sendo uma tentativa, e toda linguagem humana, uma metfora. O problema, ento, no est nas coisas que se ocultam, mas no olho do ser 
humano, que no as v, e na sua capacidade de expresso imperfeita. E isso no muda em nada o fato de que a cebola  uma cebola.

O verdadeiro sabor do texto medieval no  nada simbolista (como grande parte dos textos renascentistas, por exemplo) nesse ponto:

Tipicamente o homem medieval no era um sonhador ou aventureiro espiritual; ele era um organizador, um codificador, um ser sistemtico. Seu ideal poderia ser resumido 
com nada mais do que a velha e familiar mxima: "Um lugar para cada coisa e cada coisa no seu (devido) lugar."12

O homem moderno, ao contrrio,  capaz de se perder em meio a infinitas redes de significados ticos e sociais metafricos.  certo que o homem medieval no tinha 
tanta cincia, mas tinha muito maior transcendncia, a partir da astronomia antiga de um Ptolomeu e, principalmente, de um Aristteles, com seu pressuposto de que 
qualquer movimento ou espao s pode existir se partir de um Primum Mobile ou Motor Imvel, o primeiro impulso, a fora de ignio do Universo. Antes mesmo de Newton, 
os antigos j discutiam a questo einsteiniana do "ovo de colombo," que, em termos de Newton, encontra-se na 2 lei do movimento: "Todo corpo permanece em seu estado 
de repouso ou Movimento Uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por foras impressas nele."13

Segundo Lewis, para alm do homem antigo e do renascentista, quando o homem medieval olha para o cu estrelado depois de uma festa, no imagina as camadas ou misturas 
de gases que poderiam estar separando a terra da lua; ele no v um grande e silencioso vazio, mas um mundo invisvel repleto de almas.

O homem medieval v um Mundo para alm dos muros da catedral, do castelo ou da cidadela, que tambm chamamos de cu (heavens). Ele vive, por assim dizer, como quem 
est do lado de fora dos muros da grande cidadela.

Do lado de fora do muro -  este o ponto. Voltando por um pouco  experincia que eu mencionava no incio, de olhar para as estrelas aps uma pera ou festa:

Todo o contraste entre a experincia medieval e a nossa prpria s aparece agora. Pois, o que quer que sintamos, certamente sentimos que estamos olhando para fora; 
para fora de algum lugar quente e iluminado e para uma desolao escura, fria e indiferente; para fora de uma casa, em direo ao mar escuro e solitrio. Mas o homem 
medieval sentia que estava olhando para dentro. Aqui  o lado de fora. A rbita da lua  a parede da cidade. A noite abre as portas por alguns instantes e ns pegamos 
alguns lances da pompa que est ocorrendo do lado de dentro; ficamos s olhando, como animais ficam de olho no fogo daquele acampamento em que no podem entrar, 
como os brbaros ficam de olho naquela cidade...14

A ttulo de contraste, entre outras obras renascentistas (de Spencer e de Milton, no qual se especializou), Lewis destaca a grande obra de Dante sob trs aspectos: 
o significado "metafsico" do sorriso, o imaginrio da Divina Comdia e a apreciao de alguns epgonos, corretores de certos equvocos por ele cometidos.

O sentido medieval , novamente, o mais fcil de ser reconhecido:

 fcil reconhecer em que sentido os sorrisos de Dante eram "metafsicos." A relao entre estes dois elementos  real, ontolgica, inteligvel e o material no 
precisa ser, em si mesmo, belo; pode at vir a ser grotesco - como, por exemplo, quando o tempo  representado por uma rvore que cresce para baixo em um vaso que 
representa o Primum Mobile (Paradiso, XXVII, 118).15

Em sua detalhada anlise das imagens usadas por Dante nesta obra, no  complicado reconhecer o predomnio dos frutos do jardim (garden) em relao s paisagens 
(landscape):

Talvez esta seja uma caracterstica da Idade Mdia antes de ser de Dante. Os poetas medievais interessam-se por rvores, flores, feras, pssaros e rios e no muito 
freqentemente, penso eu, por paisagens. E quando alguns se mostram interessados, so geralmente de origem alem.16

E, de fato, as imagens usadas na Divina Comdia, por exemplo, so de grande concretude, luminosidade, movimento ou peso, o que sugere um estilo medieval extremamente 
concreto e metafrico, ao invs do romntico, intrnseco a autores renascentistas.17

Para Lewis, os smbolos so referenciais indicadores de uma realidade muito mais concreta e maravilhosa do que eles podem ser - signos no valem nada por si mesmos 
(o que no tira sua importncia e utilidade). Por isso  que ele "joga" tanto com as imagens nas Crnicas de Nrnia, fazendo uma verdadeira "miscelnea" de personagens 
mitolgicos, lendrios, realistas, etc.

Ao contrrio dos que simplesmente descartam toda imaginao, exaltando uma espcie de literatura dos "fatos," insossa e enfadonha, Lewis pretende mostrar quo ridculo 
 o tipo de inverso da realidade e, conseqentemente, dos valores que o homem cultiva, exaltando os meios em lugar dos fins (que so, na verdade, a real fonte de 
inspirao dos smbolos).

Como ele comenta no prefcio (infelizmente no includo na edio brasileira) das Cartas do Diabo ao seu Aprendiz, a ttica do diabo  precisamente provocar-nos 
com suas acrobacias, ou a tem-lo ou a desprez-lo, para desviar-nos do Ser onipotente: H dois erros acerca dos demnios, nos quais nossa espcie pode cair. Um 
 no acreditar em sua existncia. O outro  acreditar e nutrir um interesse excessivo e doentio por eles. Os prprios diabos ficam igualmente satisfeitos com ambos 
os erros e sadam o materialista ou o mgico, com o mesmo deleite.18

A leitura da primeira carta desse fascinante livro j basta para compreendermos a diablica jogada da inverso dos valores (que nos deixa estarrecidos diante de 
atrocidades cometidas por crianas e adolescentes, nas escolas de hoje): convencer o "paciente" de que as coisas boas no so, na verdade, to boas assim e as ruins 
no so totalmente ruins ou j foram ruins um dia, mas hoje  diferente... Dessa forma, instauram-se dualismos que procuram substituir ou confundir coisas boas e 
ruins. O relativo passa a ser posto como absoluto (recaindo num falso "moralismo"), enquanto que o absoluto  relativizado. Veja como o diabo velho Screwtape19 em 
pessoa, das Cartas do Diabo a seu Aprendiz, procura explicar ao seu "ingnuo" aprendiz essa manobra:

Parece que supes que a argumentao  a maneira de mant-lo longe das garras do Inimigo. Isto poderia ser assim se ele vivesse h alguns sculos. Nesta poca, os 
humanos ainda sabiam muito bem quando uma coisa era comprovada e quando no era; e se era comprovada, acreditavam nela. Eles ainda relacionavam o pensar com o fazer, 
e estavam preparados para alterar seu modo de vida como resultado de uma sucesso de pensamentos. Mas, com a imprensa semanal e outras armas do gnero, conseguimos 
alterar isto em grande medida. Teu homem foi acostumado, desde garoto, a ter uma dezena de filosofias incompatveis danando em sua cabea. Ele no pensa em doutrinas 
como prioritariamente "verdadeiras" ou "falsas," mas como "acadmicas" ou "prticas", "superadas" ou "contemporneas", "convencionais" ou "desumanas." Jargo, no 
argumento,  o teu melhor aliado em mant-lo longe da Igreja.20

Stott nos mostra como esta ttica diablica de evitar toda argumentao lgica se traduz em algumas igrejas:

O esprito do anti-intelectualismo  corrente hoje em dia. No mundo moderno multiplicam-se os pragmatistas, para os quais a primeira pergunta acerca de qualquer 
idia no : " verdade?," mas sim: "Ser que funciona?" Os jovens tm a tendncia de ser ativistas, dedicados na defesa de uma causa, todavia nem sempre verificam 
com cuidado se sua causa  um fim digno de sua dedicao, ou se o modo como procedem  o melhor meio para alcan-lo... Este mesmo espectro de anti-intelectualismo 
surge freqentemente para perturbar a Igreja Crist. Considera a teologia com desprazer e desconfiana.21

A prtica anti-intelectualista de muitas igrejas de hoje receberia certamente, assim, muitos elogios da parte do monstruosamente "racionalista," mas ao mesmo tempo 
irracional, personagem de Lewis. Apesar dos medos e receios que isso possa levantar,  fundamental e urgente resgatarmos as prticas do debate saudvel e livre de 
idias e a argumentao dentro de algumas comunidades crists, pois  isso precisamente que o diabo mais teme, j que sabe muito bem que no tem razo alguma. As 
coisas esto completa e radicalmente separadas de Deus, desde a queda, mas no h nada na criao que seja essencialmente mau, pelo simples fato de o mal no possuir 
a essncia ou a lgica (ratio) interna das coisas criadas por Deus, que foram cuidadosamente pensadas e projetadas por ele atravs do Logos (Cristo). A natureza 
do mal  outra. Por isso  que o castor de O Leo, a Feiticeira e o Guarda Roupa insiste em explicar s crianas que a natureza da feiticeira no  humana, apesar 
das aparncias que mantm. Graas a Deus, o mal  impotente para destruir o reflexo do Criador nas coisas. Por isso  que Deus, de certa forma,  ainda mais "assustador" 
do que o diabo.

A partir da viso equilibrada de Lewis e autores correlatos,  preciso considerar que o extremo oposto do racionalismo, o anti-intelectualismo (monstruosidade no 
menos nefasta do que o racionalismo), tem tido livre acesso s salas-de-aula de certas comunidades, como tem sido constatado por alguns educadores cristos e equipes 
srias, preocupadas e empenhadas em garantir o nvel de ensino das escolas dominicais na atualidade e para o futuro.22 Pois, quando ocorre de simplesmente ignorarmos 
a necessidade humana de compreender as coisas atravs da razo, considerando "suspeito" todo e qualquer questionamento ou argumentao nos encontros dominicais, 
recamos no maniquesmo, correndo um srio risco de nos tornarmos "presas fceis" de qualquer "vento de doutrina." A melhor maneira de evitarmos esse tipo de perigo 
 aprender a empregar a mente da forma correta, nem que, para isso, tenhamos que quebrar certos paradigmas h muito assentados.

 precisamente no sentido de manter ilesos os paradigmas estreis, aparentemente "bem comportados," que evitam a renovao ou reforma das idias anacrnicas nos 
meios cristos, que o diabo velho Screwtape procura instruir o seu aprendiz a sempre manter seu paciente humano longe de debates mais srios. E explica por que:

O problema com a argumentao  que ela leva toda a batalha para o campo do Inimigo. Ele tambm pode argumentar; enquanto que no campo da propaganda realmente prtica, 
do tipo que estou sugerindo, ele tem se mostrado h sculos muito inferior a Nosso Pai C Embaixo. Pelo prprio fato de argumentar, tu despertas a razo do paciente; 
e uma vez desperta, quem pode prever o resultado? Mesmo se uma determinada srie de pensamentos possa ser desvirtuada para terminar nos favorecendo, tu percebers 
que tens reforado no teu paciente o hbito fatal de prestar ateno a questes universais e afastado sua ateno do fluxo das experincias imediatas dos sentidos. 
Tua obrigao  fixar sua ateno no fluxo.23

Uma das estratgia prediletas do diabo , assim, desviar a ateno do paciente das coisas essenciais e evitar que ele procure compreend-las; no deix-lo refletir 
sobre as coisas como realmente so, fazendo-o prestar ateno somente nas manifestaes externas ou na forma como ele mesmo as percebe subjetivamente. A percepo 
da realidade objetiva ou concreta das coisas , em suma, o grande "perigo" do qual o diabo foge a todo custo (pois  precisamente esta experincia concreta, totalmente 
humana e existencial que Deus e os homens tm em comum, e que pode, de repente, aproxim-los):

Ensine-o a chamar-lhe "vida real" e no o deixe perguntar o que se quer dizer com "real"... Tu no percebes o quanto so presos pela presso da experincia comum... 
Uma vez tive um paciente, um bom atesta, que costumava ler no Museu Britnico. Um dia, enquanto lia, vi um encadeamento de pensamentos em sua mente comeando a 
ir no caminho errado. O Inimigo,  claro, estava no seu calcanhar num instante. Antes de perceber o que sucedia, vi meus vinte anos de trabalho comearem a ruir. 
Se tivesse perdido o sangue-frio e comeado uma defesa por meio de argumentao, estaria perdido. Mas no fui idiota. Ataquei imediatamente na parte do homem que 
estava sob meu maior controle e sugeri que j era tempo de comer algo. O Inimigo presumivelmente fez a contra-sugesto (tu sabes que nunca se consegue escutar tudo 
o que ele diz a eles?) de que isto era mais importante do que um lanche. Pelo menos acho que foi isto que ele sugeriu, pois quando eu disse: "Bem, na verdade algo 
demasiadamente importante para tratar no final de uma manh," o paciente animou-se consideravelmente; e quando acrescentei: "muito melhor voltar depois do lanche 
e abordar o tema com a mente descansada," ele j estava a meio caminho da porta. Assim que chegou  rua, a batalha estava ganha. Mostrei-lhe um garoto gritando as 
manchetes do jornal do dia... e, antes que ele chegasse ao fim dos degraus, eu lhe havia fixado numa convico inaltervel de que, sejam quais forem as idias esquisitas 
que possam vir  mente de uma pessoa quando est sozinha com seus livros, uma saudvel dose de "vida real" (...)  o bastante para mostrar que todo "aquele tipo 
de coisa" simplesmente no poderia ser verdade... Hoje ele est salvo na casa de Nosso Pai.24

Essa mesma lgica do desvio e do engano, da substituio do real por algo aparentemente mais importante,  empregada no ltimo trecho da carta, que  quase um tributo 
a Whitehead, inventor do sbio provrbio: s vezes no se enxerga o bosque, de tantas rvores:

Graas a passos que pusemos em funcionamento h sculos, eles acham quase impossvel acreditar no no-familiar, enquanto que o familiar est diante dos olhos. Insista 
sobre o carter comum das coisas com ele. Acima de tudo, no tente usar a cincia (quero dizer, as autnticas cincias) como uma defesa contra o cristianismo. Elas 
certamente o encorajaro a pensar acerca de realidades que ele no pode tocar nem ver. Tem havido casos tristes entre os fsicos modernos. Se tiver de dedicar-se 
superficialmente  cincia, mantenha-o ocupado com economia e sociologia; no o deixe afastar-se daquela inestimvel "vida real." Mas o melhor de tudo  no deix-lo 
ler sobre cincias, mas sim dar-lhe uma idia geral de que conhece tudo, e que tudo que captou em conversas e leituras casuais  "resultado da moderna investigao." 
Lembra que tu ests a para confundi-lo. Pela maneira que alguns de teus jovens demnios falam, suporamos que nosso trabalho  ensinar! Teu afetuoso tio...25

C. Apre(e)nder contemplativo
Para os clssicos da literatura, "ver a vida como ela " no significa olh-la com ceticismo, como para algum corpo morto, mas olh-la com admirao (que  um dos 
sentidos da paixo), ou seja, contemplar o reflexo do Criador, dirigindo o olhar (mirar no espanhol) do leitor para o que vai "alm" dos fatos nus e crus.

Apesar de defensor da "lgica das coisas" e da argumentao,  preciso deixar claro que Lewis no  um racionalista que rejeita qualquer tipo de contemplao ou 
conhecimento pela f. Pelo contrrio, todo o seu esforo concentrou-se em mostrar aos racionalistas a importncia da abertura para a totalidade do real, que muitas 
vezes no  to "lgica" quanto gostaramos, exigindo mais f do que notamos ou admitimos, como comentam Odero & Odero, parafraseando Chesterton:

Segundo Chesterton, a fonte de erros mais freqente do mundo est no fato de que as coisas so "quase razoveis," sem chegar a s-lo completamente. A vida no  
ilgica em si, mas assim acaba parecendo ser para os lgicos, porque aparenta ter mais regularidade matemtica do que, de fato, possui. Da a importncia de contrastar 
o pensamento com a realidade para buscar a verdade. Como podemos ver, este  um tema que freqentemente aparece nas obras de Lewis. Em seu livro Ortodoxia, Chesterton 
trata de forma genial desse mesmo e to importante assunto: O homem de hoje sempre se tem preocupado mais com a verdade do que com a coerncia.26

A falta de consistncia e coerncia entre o que se professa e o que se vive  apontada por Lewis como um dos grandes obstculos  criao literria da atualidade. 
O consumismo, o individualismo egocntrico e a falta de considerao, tanto das limitaes da natureza humana quanto do seu lado positivo, so obstculos que precisam 
ser combatidos pelo crtico literrio:

A maior arte do crtico  a de sair de si mesmo e deixar que a humanidade decida. Nosso dever  mostrar aos outros a obra que eles alegam admirar ou desprezar, como 
realmente , descrevendo, quase que definindo seu carter, para depois deixar que eles mesmos julguem (agora muito melhor informados). A certa altura, o crtico 
 at avisado para no adotar um rgido perfeccionismo. Ele deve manter sua idia de excelncia, de perfeio, mas, ao mesmo tempo, estar disposto e acessvel ao 
segundo melhor que se oferece. Ele deve, em uma palavra, ter o carter que [George] MacDonald atribua a Deus, e Chesterton, seguindo-o, ao crtico; aquele que  
"fcil de agradar, mas difcil de satisfazer."27

D. Apre(e)nder imaginativo
Como dizamos, parafraseando Chesterton, o melhor mtodo para se apreender a realidade das coisas, que to freqentemente nos escapa numa abordagem direta,  o contraste 
(por exemplo, no podemos dizer o que  e no que implica a luz ou a energia, mas podemos constatar e determinar o que  o conceito e implicao da sua falta). Para 
o que no podemos captar pela razo, resta-nos a aceitao pela f, ou a procura por uma via alternativa de aproximao, a via da imaginao. Na literatura no h 
melhor mtodo de contraste do que os contos-de-fada, que consideram as coisas no diretamente como elas so ou se explicam, mas indiretamente, como elas no so, 
ou como foram vocacionadas a ser. Os contos-de-fada, longe de representar uma infantilizao ou banalizao da realidade, revelam-se como um poderoso recurso didtico, 
capaz de ensinar verdades "ticas" muito mais adultas do que podemos supor. Por isso  que todo bom crtico e educador amadurecido sabe apreci-los:

Ns que ainda apreciamos os contos-de-fada temos menos razes para querermos voltar s atitudes infantis. Conservamos o bom da infncia, sem abrir mo de certos 
prazeres adultos.28

Lewis mesmo confessa que o seu lado "imaginativo" era, de fato, o mais amadurecido:

O homem imaginativo em mim  mais velho, mais continuamente operativo e, neste sentido, mais fundamental do que qualquer um dos outros, o religioso e o crtico. 
Ele me fez, pela primeira vez, aventurar-me como poeta. Ele  que, numa rplica  poesia dos outros, tornou-me um crtico e, em defesa a esta rplica, tornou-me 
muitas vezes um crtico paradoxal. Foi ele que, aps a minha converso, levou-me a encarnar minha f religiosa em formas simblicas ou mitopoticas de um Screwtape, 
at um tipo de fico cientfica teolgica. E  claro que foi ele que me levou, nos ltimos anos, a escrever a srie de contos narnianos, destinados a crianas; 
no porque eu estivesse preocupado com o que elas queriam ouvir, o que me comprometeria a fazer adaptaes (o que felizmente no foi necessrio...), mas porque o 
conto-de-fadas foi o melhor gnero literrio que eu encontrei para expressar o que pretendia dizer.29

Por outro lado, quem  que hoje em dia ainda se d ao luxo de ler "contos da carochinha" (que j adquiriram um forte sentido pejorativo)? A falta de um realismo 
equilibrado predominante deve-se em parte  falta de leitura ou  limitao  literatura insossa "dos fatos," que nos leva  inverso de valores. Essa inverso, 
por sua vez, gera uma alienao e desarticulao da teoria e da prtica, que, justificando-se cada qual a si mesma, perde o seu efetivo valor, recaindo alternadamente 
nos extremos do dogmatismo e do ativismo:

Lembre-se de que acreditar na virtude do "fazer pelo fazer"  um trao (...) do esprito moderno: o sentimento de preocupao pode no passar de inquietaes ou 
oscilaes auto-afirmativas da nossa auto-imagem. Como (George) MacDonald j dizia, "o sagrado pode ter um vis do profano." E, ao nos empenharmos em cumprir deveres 
desnecessrios, podemos estar nos tornando menos dispostos para cumprir com os nossos verdadeiros compromissos, cometendo, assim, um tipo de injustia. Temos que 
dar uma chance no somente a Maria, mas tambm a Marta!30

Se observarmos as prticas de ensino nas escolas de hoje, veremos o imprio do exagero e da falta de moderao (o inchao de currculos, o fazer pelo fazer, a falta 
de continuidade, organicidade, integrao entre as prticas educacionais e o faz-de-conta). O realismo, a objetividade e a coerncia no planejamento do ensino (na 
seleo de contedos, procedimentos metodolgicos e atividades educacionais para cada fim proposto) so virtudes em franca extino nos meios educacionais de hoje. 
Mesmo nas igrejas podemos observar prticas pedaggicas de pouco nexo com a filosofia crist de vida. Nesse sentido, Lewis  duro, direto e enftico em sua exortao 
contra os chamados "educadores cristos":

Quando os educadores cristos fazem questo de lembrar a seus irmos a importncia da constituio do lar cristo - e penso que a lembrana  perfeitamente pertinente 
- a primeira coisa a se fazer  acabar com o "faz-de-conta" em torno da vida do lar...: 1. Nenhuma organizao ou modo de vida, no importa qual seja, tem uma tendncia 
natural para o bem, e isso desde a queda do homem... 2.  preciso considerar com cuidado o conceito de "converso" ou "consagrao da vida em famlia," que deve 
significar algo alm da preservao do "amor," no sentido de afeio natural. 3. Devemos reconhecer os perigos eminentes contidos na principal caracterstica da 
vida domstica, que , no senso comum, colocada como sua atrao principal: de ser o lugar onde "nos revelamos como realmente somos." 4. Como as pessoas devem, ento, 
comportar-se em casa? 5. Finalmente, podemos ensinar que, se o lar  para ser um instrumento da graa, deve ser tambm um lugar que mantm certas regras? No pode 
haver vida em comum sem regras. A nica alternativa  regra no  a liberdade, mas uma ilegtima (e muitas vezes inconsciente) tirania do membro mais egosta sobre 
os outros.31

Sendo uma filosofia do sentido da vida, o cristianismo  a mais didtica de todas as teologias, pois para fazermos frente aos desafios da vida e das mudanas histricas, 
o melhor meio , partindo dos "fatos nus e crus," abrir portas para o sentido mais profundo das coisas, para o seu verdadeiro destino e vocao.

Assim, o que se espera do educador cristo autntico  que pare de queixar-se da falta de tempo e recursos e busque a coerncia entre o que professa e as prticas 
concretas do seu cotidiano. Pois:

se ns realmente acreditamos naquilo em que dizemos crer - se realmente cremos que o nosso lar est em outro lugar e que esta vida  uma "peregrinao em sua busca," 
por que no olhamos para frente, rumo  chegada?32

Foi quando Lewis parou de correr atrs da sua concepo de felicidade e olhou para a realidade, que deu a chance que Deus esperava para surpreend-lo com algo ainda 
maior do que era capaz de sonhar: o amor verdadeiro, do qual esteve fugindo todo o tempo.

Nesse sentido  que grandes psicanalistas, como Bruno Bettelheim, tm insistido em afirmar que os contos-de-fada, longe de ser uma mera forma de "escapismo" ou meio 
de fuga diante dos problemas da vida real, so altamente didticos e at teraputicos.33 Alis, a literatura, particularmente a imaginativa, tem este misterioso 
e aparentemente contraditrio poder de captar a essncia da experincia humana (permeada pela dor e o sofrimento) e transform-la em sabedoria de vida.  isso que 
se pode constatar, ao menos, nas parbolas bblicas. A educao pela imaginao, exemplificada nos contos-de-fada e nas parbolas, abriga um poderoso potencial pedaggico 
ainda pouco explorado ou mal aplicado nos meios educacionais.

No se trata, entretanto, de uma receita mgica. Para se obter bons resultados com essa metodologia, principalmente no mundo atual, dominado pelo imediatismo e consumismo 
( perfeitamente possvel, por exemplo, que uma criana oua um provrbio, ou uma parbola como a do O Leo, a Feiticeira e o Guarda-Roupa sem chegar a nenhuma concluso 
mais profunda!),  preciso que se adote uma postura didtica adequada. Nesse sentido  que a imagem de Cristo  to ilustrativa. Nas palavras do to simptico personagem, 
o castor, ele no fica exibindo toda a sua glria a todo instante, nem fica a explicar as coisas nos seus mnimos detalhes a todo o mundo. Ele escolhe muito bem 
os momentos e as palavras certas para dar o seu recado. Assim, tudo que est relacionado ao nome de Aslan permanece coberto de uma aura de mistrio. Trata-se de 
um animal realmente feroz, um ser selvagem, caador, que no  domesticvel. Por outro lado, Aslan , ao mesmo tempo "Bom, muito bom!" Essa imagem contm todos os 
elementos essenciais de Cristo na doutrina crist. No  para menos que Lewis diz, em uma de suas cartas, que O Leo, a Feiticeira e o Guarda-Roupa  a sua obra 
principal e mais amadurecida.

Nessa linha de pensamento, G. K. Chesterton diz que a postura certa  a que, com moderao, considera os dois lados, da razo e bom senso e da imaginao e criatividade, 
deixando Deus iluminar ambos com sua mente. Esta  a moral dos contos-de-fada (e  nessa filosofia que se fundamenta igualmente a "filosofia da educao" narniana), 
que no passam do "pas ensolarado do senso comum," onde no h "leis," regras ou classificaes. Estas, de fato, so generalizaes totalmente anti-intelectuais, 
de to raramente que ocorrem na realidade (se  que ocorrem), nas quais no  o homem que cria a cincia, elaborando juzos sobre a natureza, mas a cincia  que 
cria o homem, julgando a natureza a partir de um pressuposto sobrenatural. No mundo das fadas, as palavras de ordem so "charme", "magia", "encanto," expressando 
o princpio da incerteza e do mistrio, que nos torna mais humildes e gratos pela vida, trazendo-nos de volta ao cho da realidade, que  o da ignorncia e do esquecimento 
at de ns mesmos:

Ame o Senhor nosso Deus, mas no tente conhecer-se a si mesmo. Somos todos vtimas da mesma calamidade intelectual; todos ns esquecemos nossos nomes; todos ns 
esquecemos o que realmente somos. Tudo o que chamamos de bom senso, racionalidade, praticidade e positivismo justifica-se pelo simples fato de que, devido a certos 
pontos mortos da nossa histria de vida, esquecemos que esquecemos... Conforme explicava, os contos-de-fada fundaram em mim duas convices: em primeiro lugar, este 
mundo  um lugar selvagem e chocante, que poderia ter sido muito diferente, mas que doravante  bastante prazeroso; em segundo lugar, antes desta selvageria e prazer, 
devemos ser modestos o suficiente para nos submeter, com simplicidade, aos limites do mistrio. Sempre acreditei que o mundo envolvesse magia; hoje penso que  mais 
provvel que envolva um mgico.34

Em sntese, o que Chesterton diz : a bab que narra os contos-de-fadas  a guardi da tradio e da prpria democratizao da sabedoria e do conhecimento. Nada 
h de mais plausvel e confivel do que os contos-de-fadas, que nos fazem ver as coisas como realmente so: encantadoras demais para podermos racionaliz-las, restando-nos 
apenas admir-las, glorificando o Criador.

E. Apre(e)nder pela literatura
O segredo da didtica de Lewis, ento, parece encontrar-se nessa tentativa de traduzir em literatura imaginativa e bem humorada, que tambm apela para a razo, o 
que aprendeu por experincia: que, embora possa vir a tornar-se um caminho enganoso, se perdermos a moderao, admirando a criatura em lugar do Criador (vaidade 
das vaidades), a literatura tem o potencial ainda pouco explorado pelos educadores de motivar o educando a buscar algo que vai alm da letra morta, e nos conduzir 
de volta ao caminho rumo ao nosso lar esquecido.

A maior prova disso encontra-se na prpria converso de Lewis. Depois de cair no ceticismo ou anti-intelectualismo, aps a descoberta de que a felicidade no se 
encontrava nas coisas que buscava, de repente acabou fazendo uma descoberta ainda maior: que a felicidade encontra-se para alm dessas coisas, que no passam de 
sinais (da vem ensinar) indicativos do caminho que leva a ela. Por esse exemplo de vida podemos notar que, precisamente por no ser "domesticvel," Deus se manifesta, 
sem pedir licena, a quem ele quiser e da forma que ele escolher. F. Aprendendo a aprender
A metodologia proposta por Lewis na sua literatura, que parte sempre da experincia viva e real, traduzida e capturada pela linguagem imaginativa, visa abrir mais 
e mais caminhos ou vias de comunicao do evangelho ao ser humano. Essa metodologia das "portas abertas" tem o potencial de alcanar tanto cristos desmotivados 
ou amortecidos pelo desnimo, quanto no cristos, que esqueceram que Cristo  a nica fonte da alegria verdadeira, capaz de preencher os vazios da natureza cada, 
reconciliando o homem com Deus e consigo mesmo. Evidentemente, essa felicidade, que podemos esperanosamente manter em mira atravs da literatura, nunca ser totalmente 
realizada neste mundo, que, por isso mesmo, no passa de uma "terra das sombras" da verdadeira realidade que ainda est por vir.

Assim, podemos dizer, em sntese, que, de acordo com Lewis, a melhor maneira de o educador cristo preparar-se para o sculo XXI  "ver as coisas como so," aplicando 
a literatura, mtodo ainda pouco desenvolvido na educao crist, como meio para abrir oportunidades  discusso de conceitos fundamentais, tais como realidade, 
razo, f e imaginao. Dessa maneira, se poder construir um projeto pedaggico capaz de nortear todos os educadores cristos interessados em aprender a fazer frente 
aos desafios futuros, equipando-se com f, razo, coragem e muita imaginao.

As Crnicas de Nrnia, lanadas pela Editora Martins Fontes na bienal do livro de 1997,  uma srie de contos infantis que inclui: O Sobrinho do Mago, O Leo, a 
Feiticeira e o Guarda-Roupa (que se encontra em desenho animado pela Reborn Vdeo), O Cavalo e seu Menino, Prncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada, A 
Cadeira de Prata e A ltima Batalha. 
C. S. Lewis, Surprised by Joy (Nova York: Harcourt Brace, 1954), traduzido como Surpreendido pela Alegria (So Paulo: Editora Mundo Cristo, 1998). 
Da coleo de "Pensadores Clssicos" da Editora Mundo Cristo. Dessa coleo podemos citar ainda O Grande Abismo, alm da coleo das Crnicas de Nrnia, hoje editadas 
pela Editora Martins Fontes. Outras obras de Lewis so Cristianismo Puro e Simples (ABU Editora) e O Peso da Glria (Vida Nova). 
Ainda que isso no seja bem verdade no Brasil, onde grande parte desses livros j se encontram esgotados, eles continuam bastante citados e aplicados, tanto nas 
Escolas Dominicais e reunies diversas nas igrejas, quanto nos meios estudantis cristos ou no. 
Colin Duriez, The J. R. R. Tolkien Handbook: A Comprehensive Guide to His Life, Writings, and World of Middle-Earth (Grand Rapids: Baker, 1992), 130. 
C. S. Lewis, Letters to Malcolm (Nova York: Harcourt Brace, 1963), 76. 
C. S. Lewis, Letters to an American Lady, ed. Clyde S. Kilby (Grand Rapids: Eerdmans, 1971), 55. A carta  de 26/4/56. 
Peter Kreeft, Buscar Sentido no Sofrimento (So Paulo: Edies Loyola, 1995), 100. 
Ibid., 61. 
Lewis, Letters to an American Lady, 79 (carta de 30/10/58). 
C. S. Lewis, The Allegory of Love (Oxford: Clarendon Press, 1936). 
C. S. Lewis, Studies in Medieval & Renaissance Literature (Cambridge: Cambridge University Press, 1996; 4a. edio), 44. 
Toms de Aquino, Summa Contra Gentiles, em Os Pensadores, Vol VIII (So Paulo: Abril Cultural, 1973). Lewis, Studies in Medieval & Renaissance Literature, 59. Ibid., 
72. Ibid., 82. 
Guilherme de Lorris (1200-40), poeta francs autor dos primeiros quatro mil versos de 22.000 do poema Le roman de la rose. A segunda parte foi escrita pelo poeta 
tambm francs Jean de Meun. C. S. Lewis, Cartas do Diabo a seu Aprendiz (Petrpolis: Vozes, 1996), 9. 
A Loyola manteve o nome original em ingls Screwtape. De fato,  difcil expressar a totalidade do significado desse nome em portugus, que lembra "verme", "lombriga," 
enfim, um parasita asqueroso que vai se enrolando em torno de si mesmo. Lewis, Cartas do Diabo a seu Aprendiz, 11. 
John R. Stott, Crer  tambm Pensar (So Paulo: ABU Editora, 1978), 7-8. 
Somente para citar um exemplo, devemos mencionar a excelente revista Didaqu, usada como material didtico em escolas dominicais de diversas denominaes, por todo 
o Brasil. 
Lewis, Cartas do Diabo a seu Aprendiz, 12 
Ibid., 12-13. 
Ibid., 13-14. 
Odero & Odero, Imagen del Hombre (Pamplona: EUNSA, 1993), 369. 
C. S. Lewis, An Experiment in Criticism (Cambridge: Cambridge University Press, 1961), 120. 
Lewis, Letters to an American Lady, 16 (carta de 22/6/53). 
Walter Hooper, C. S. Lewis, A Companion and Guide (So Francisco: Harper Collins, 1996). 
Ibid., 53 (carta de 19/3/56). 
C. S. Lewis, God in the Dock: Essays on Theology and Ethics, ed. W. Hooper (Grand Rapids: Eerdmans, 1970), 284ss. 
Lewis, Letters to an American Lady, 84 (carta de 7/6/59). 
Os relatos completos das experincias impressionantes de Bruno Bettelheim com o tratamento de crianas deficientes mentais a partir dos contos-de-fadas pode ser 
lido na sua obra: A Psicanlise dos Contos de Fadas (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980). Ele diz: " uma caracterstica dos contos de fadas colocar um dilema existencial 
de forma breve e categrica. Isto permite  criana aprender o problema em sua forma mais essencial, onde uma trama mais complexa confundiria o assunto para ela. 
O conto-de-fadas simplifica todas as situaes" (p. 15). 
G. K. Chesterton, "Orthodoxy," texto eletrnico disponvel na internet no endereo: http://www.dur.ac.uk/~dcs0mpw/gkc/books/ortho14.txt 
Fonte: Revista Fides Reformata

Estude com f depois de ter terminado os seus estudos, envie seu questionrio com as respostas devidas para o endereo de e-mail: teologiagratis@hotmail.com, se 
assim quiser, logo aps respondido e corrigido o questionrio, alcanando media acima de 7,5, solicite o seu Lindo DIPLOMA de Formatura e a sua Credencial de Seminarista 
formado, tambm poder solicitar estagio missionrio em uma de nossas igrejas no Brasil ou exterior traves da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil 
ou Fenipe, que depois do Estagio se assim o achar apto para o Ministrio poder solicitar a sua ordenao por uma de nossas organizaes filiadas no Brasil ou no 
exterior, assim voc poder tambm receber a sua Credencial de Ministro Aspirante ao Ministrio de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta apostila tem 98 pagina 
boa sorte.

Sem nadas mais graa e Paz da Parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo bons estudos.

Reverendo Antony Steff Gilson de Oliveira 
Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Presidente da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe
 



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Reverendo Gilson de Oliveira Pastor Igreja Presbiteriana de Nova Vida
